Passei a infância e a adolescência acreditando que ter cachorro era pura alegria. Mas não podia imaginar que o Chapa, um peludo de quatro patas, seria o divisor de águas na vida monótona que eu levava. Passei a acordar com as galinhas para ele passear e percebi o quanto é bom ouvir o som matinal dos pássaros. Nas nossas viagens de carro pelo Brasil, descobri que é mais prazeroso andar sem pressa, parando em cada rio para se refrescar e observar a natureza. E como é bom receber carinhos e lambidas, isso logo depois de ter dado uma bronca no maluco do cão que acaba de destruir um pedaço do jardim. Foi por causa do Chapa que conheci minha linda esposa, com a qual tivemos nossa pequena Lorena. E ao lado dele, também, assumi responsabilidades que foram uma tremenda escola nos cuidados com minha filha.

Sem maldade no coração
Ter um cão, ainda mais de raça grande, exige muito dos donos. O labrador quer estar ao lado o dia inteiro, passear o tempo todo. E justamente esses passeios foram a luz no fim do túnel em uma fase de solidão intensa, com um namoro fracassado e a sensação de vazio após o lançamento de meu primeiro livro. Na rua, eu era obrigado a conversar com quem se aproximava para ver as grandes patas negras do Chapa. Senhoras, crianças, donos de outros cães e, claro, lindas garotas. Foi assim. Um dia, saí para passear com esse meu fiel amigo e conheci a mulher da minha vida. Grande sorte!

Os animais têm a capacidade de exercer tais forças sobre nós. São eles, às vezes, que curam nossas doenças, que levantam nossa auto-estima. São eles que farejam a alegria de nossas vidas, pois não têm maldade no coração. São energia em estado puro. Os animais se entregam, sem reservas. E nós também, quando aprendemos que isso é o que vale mesmo a pena.

Fábio Lamachia, autor de Sonho Verde e Pedras Preciosas do Brasil, conta essas e outras estórias em seu livro mais recente, Meu Chapa – Aventuras pelo Brasil com um Cão Muito Louco (Editora Ediouro, 2007)

CABELOS PARA SEMPRE
A queda de cabelos, vista mais freqüentemente como questão masculina, é recorrente também entre as mulheres – e com agravantes, já que elas têm mais fios e podem demorar a perceber o problema. Esse é um dos temas em destaque na edição mais recente da revista Corpo a Corpo. A reportagem traz também uma lista de mitos e verdades. Por exemplo… dormir com cabelo molhado apodrece a raiz?
MENTE MÁGICA
A revista Mente&Cérebro
vem lançando a série de
especiais A Mente do Bebê, na qual o assunto é visto e revisto sob diferentes abordagens. Em “As oito inteligências”, somos apresentados à idéia de que capacidades como a musical, a espacial e a cinestésica são determinantes na composição da inteligência, que assim não poderia ser compreendida como única,
tampouco medida em testes como o de Q.I.. Apesar de um certo cientificismo nos textos, a leitura é boa e permite ampliar nosso onhecimento a respeito da mente do bebê e sobre nós mesmos – afinal, todos já fomos bebês um dia.
CABEÇA FEITA
Em sua edição de julho, a Superinteressante pergunta se terapia funciona – e, para alegria do leitor, vai atrás das respostas. Partindo da premissa de que “milhares de pessoas estão insatisfeitas com o que são ou como estão” e observando que o número de psicólogos deu um salto de 48% desde 2000, chegando à marca dos 182 mil profissionais na Brasil, a revista começa explicando onde tudo começa e muitas vezes termina: Sigmund Freud.
DELÍCIA DE CAFÉ
A revista VivaSaúde traz um dossiê sobre o café, incluindo aí pesquisas recentes que tiram a fama de vilã dessa bebida tão popular. Conforme alguns nutricionistas, parte da comunidade médico-científica já considera a planta como funcional, ou seja, que possui virtudes na prevenção de doenças. O grande desafio aos amantes do café é definir uma dosagem diária correta, o que, segundo os especialistas, está na faixa de 3 a 5 xícaras.
DEPRESSÃO NA PISTA
Depressão é um dos temas abordados pela revista Gloss em sua nona edição. E traz dados preocupantes: segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), são 5 milhões de novos depressivos por ano no mundo. “Se existe um grupo de risco, ele é formado por mulheres de 20 a 30 anos”, diz a reportagem.