Alzheimer: conheça sintomas, fases, causas e tratamentos da doença

Entenda como a doença neurodegenerativa se manifesta, como é diagnosticada e o que fazer após o diagnóstico

Publicado por Marketing Omint

14 de outubro de 2026

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que atinge o cérebro, provoca perda progressiva de memória e compromete funções cognitivas como linguagem, orientação e julgamento. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se 1,2 milhão de casos no Brasil, e a maior parte ainda não recebeu diagnóstico.

É o tipo mais comum de demência: de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Alzheimer responde por 60% a 70% dos mais de 55 milhões de casos de demência no mundo.

Por comprometer a autonomia de quem adoece, a doença impacta também a rotina, as finanças e a saúde mental de toda a família. Reunimos abaixo informações sobre sintomas, fases, exames, tratamentos e prevenção. Confira!

O que é Alzheimer?

O Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo que destrói neurônios e compromete a memória e cognição de forma crônica e irreversível.

Isso acontece porque ocorrem erros no processamento de certas proteínas do Sistema Nervoso Central (SNC), especialmente a beta-amiloide e a proteína tau. Elas se acumulam, tornam-se tóxicas ou deixam de exercer sua função, levando à morte dos neurônios.

Essa perda neuronal prejudica primeiro a capacidade cognitiva e, mais tarde, também a motora, piorando com o tempo.

Popularmente chamada de “doença do esquecimento”, o Alzheimer vai muito além do esquecimento: afeta linguagem, comportamento, personalidade e, nos estágios finais, funções básicas como engolir e caminhar.

A doença ainda não tem cura, mas existem tratamentos que melhoram a qualidade de vida e retardam consideravelmente o avanço da condição.

Confira abaixo um vídeo do Dr. Drauzio Varella explicando mais sobre o Alzheimer.

Quais são os sintomas do Alzheimer?

Os sintomas do Alzheimer evoluem em blocos. Eles costumam começar pela memória, avançam para linguagem e comportamento e, por fim, atingem funções motoras e autonomia total.

  • Sintomas na memória: esquecimento recente, repetição de perguntas, perda de objetos;
  • Sintomas na linguagem: dificuldade de nomear objetos, frases incompletas, empobrecimento do vocabulário;
  • Sintomas na orientação: confusão com datas e horários, perder-se em locais familiares;
  • Sintomas no comportamento: irritabilidade, apatia, agitação no fim do dia, desconfiança, alucinações;
  • Sintomas em funções rotineiras: dificuldade com dinheiro, contas, receitas e tarefas em etapas;
  • Sintomas em motricidade e autocuidado: dificuldade para se vestir, engolir, caminhar; incontinência (fases avançadas).

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Qual a diferença entre demência e Alzheimer?

A diferença entre demência e Alzheimer é de categoria: demência é o nome do quadro clínico e Alzheimer é uma das doenças que o causam.

Demência descreve o declínio cognitivo que interfere nas atividades do dia a dia, com alterações de memória, linguagem, raciocínio e comportamento. Várias doenças podem produzir esse quadro.

O Alzheimer é mais comum entre pessoas de 70 e 80 anos, mas pode se manifestar de forma mais precoce, a partir dos 60 e, raramente, antes disso. 

Alzheimer: fases da doença

O Alzheimer é dividido em 4 fases: pré-demência, leve, moderada e avançada, que variam em duração e intensidade conforme a pessoa.

Pré-demência

Nessa etapa não há sintomas claros de perda de memória, mas já podem existir danos cerebrais. É comum haver características depressivas ou irritabilidade. Exames neuropsicológicos conseguem identificar alterações que sugerem o desenvolvimento futuro da doença.

O rastreamento da doença de Alzheimer nesse momento é fundamental para reduzir danos desde o início.

Estágio inicial ou leve

O primeiro sintoma do Alzheimer é a perda de memória recente. Surgem também dificuldades na fala, não encontrar a palavra certa ou não conseguir terminar uma frase.

É comum a pessoa não lembrar de caminhos rotineiros ou se já fez uma refeição, mostrando-se confusa. Ainda assim, permanece bastante independente e realiza as atividades diárias, com falhas ocasionais.

Só uma avaliação médica mais próxima distingue perda de memória própria da idade do início da doença.

Estágio intermediário

As funções ficam mais comprometidas e tarefas comuns deixam de ser realizadas, afetando a rotina. Cuidar da casa ou da higiene pessoal se torna difícil, assim como lembrar nomes e reconhecer pessoas próximas.

Podem surgir distúrbios de sono (como trocar o dia pela noite), alucinações, repetição de palavras e perguntas, além de mudanças de personalidade e comportamento. O acompanhamento tende a ser integral, pela insegurança de ficar sozinho.

Estágio avançado

As funções estão altamente comprometidas e, diferentemente dos estágios anteriores, as memórias antigas também se perdem. Aparecem dificuldade de alimentação, incontinência urinária e fecal e limitação para caminhar.

A pessoa fica bastante debilitada, podendo permanecer acamada ou hospitalizada, o que favorece o surgimento de outras doenças.

Como descobrir em qual fase do Alzheimer a pessoa está?

A definição do estágio do Alzheimer é feito por avaliação médica e testes cognitivos aplicados por uma equipe multidisciplinar.

Se alguém da família começou a apresentar sinais, a recomendação é procurar o médico o quanto antes. Com o diagnóstico definido, é possível oferecer o tratamento adequado ao estágio da doença.

Existe teste caseiro para detectar Alzheimer?

Não existe teste caseiro capaz de detectar Alzheimer. Nenhum questionário online, aplicativo ou “teste de memória” feito em casa substitui a avaliação médica ou fecha diagnóstico.

O que existe são instrumentos de triagem auto aplicáveis, como o SAGE (Self-Administered Gerocognitive Exam), desenvolvido pela Ohio State University. Ele pode ser respondido em casa, mas precisa ser interpretado por um profissional de saúde, e apenas sinaliza a necessidade de investigação.

Se há sinais de perda de memória com impacto na rotina, o caminho é a consulta médica, não o teste online.

Quais as causas da doença de Alzheimer?

Até onde se sabe, o fator genético é o que mais influencia no aparecimento da doença. Ou seja, se há alguém próximo na sua família com a condição, as chances de você também apresentá-la em idades mais avançadas também é maior.

Mas os hábitos também podem refletir no aparecimento da doença. Sedentarismo, beber e fumar em excesso, alimentação desequilibrada e falta de estímulos cognitivos podem colaborar para o desenvolvimento do Alzheimer.

O Alzheimer tem cura?

A doença de Alzheimer ainda não tem cura, mas os estudos desenvolvidos até hoje já conseguem nos auxiliar no tratamento e também na prevenção da doença.

O diagnóstico precoce ajuda a prolongar a vida do paciente, além de contribuir bastante para a sua qualidade de vida.

Medicamentos antidepressivos, ansiolíticos e que agem diretamente na capacidade cognitiva podem ser usados no tratamento desde o início dos sintomas.

Quais são os tratamentos para o Alzheimer?

O tratamento do Alzheimer combina medicamentos que retardam a progressão dos sintomas com terapias não medicamentosas que preservam autonomia e bem-estar.

Abordagem medicamentosa: prescrita por psiquiatra, neurologista ou geriatra, atua sobre sintomas cognitivos e comportamentais.

Abordagens complementares:

  • Musicoterapia: estimula concentração, foco e memória afetiva;
  • Psicoterapia: trata condições associadas, como depressão e ansiedade;
  • Terapia ocupacional: encontra formas seguras de realizar tarefas diárias, devolvendo confiança;

Como se prevenir da doença de Alzheimer?

Não é possível eliminar o risco de Alzheimer, mas manter o cérebro ativo e adotar hábitos saudáveis pode reduzi-lo e retardar a manifestação da doença.

Você reduz seu risco quando:

  • lê, estuda e aprende coisas novas;
  • interage com jogos que exijam raciocínio;
  • participa de atividades em grupo e mantém vida social ativa;
  • pratica exercícios físicos regularmente;
  • tem alimentação equilibrada;

Confira a seguir um vídeo do Dr. Fernando Gomes, neurocirurgião credenciado Omint, que explica sobre lapsos de memória e sinais de alerta para condições como o Alzheimer.

Descubra orientações práticas sobre como melhorar o sono e proteger a sua saúde neurológica 

Como lidar com o diagnóstico do Alzheimer?

Receber um diagnóstico de Alzheimer na família exige reorganização prática e suporte emocional para o paciente e para quem cuida.

Pela perda progressiva de autonomia, os impactos se estendem às pessoas mais próximas. O acompanhamento psicológico, não somente do paciente, mas da família, é necessário nesse momento. Não hesite em procurar ajuda.

Passos que ajudam nos primeiros meses:

  1. Definir o médico responsável e a equipe de acompanhamento;
  2. Organizar a rotina de medicamentos e consultas;
  3. Adaptar a casa para reduzir risco de quedas e acidentes;
  4. Discutir decisões financeiras e legais enquanto há capacidade preservada;
  5. Dividir as tarefas de cuidado entre familiares e buscar grupos de apoio a cuidadores.

Alzheimer e o ambiente de trabalho: o papel das empresas

O Alzheimer impacta empresas principalmente por duas vias: colaboradores que cuidam de familiares com a doença e casos de início precoce que afetam profissionais em atividade.

Cuidadores familiares que trabalham costumam acumular sobrecarga, absenteísmo, presenteísmo e maior risco de ansiedade, depressão e burnout. Um custo invisível em qualquer folha de pagamento.

As organizações podem focar em alguns aspectos como: 

  • Prevenção: programas de saúde cardiovascular, controle de pressão, glicemia e peso, incentivo à atividade física.
  • Detecção precoce: check-ups com avaliação cognitiva para colaboradores acima de 50 anos e dependentes.
  • Apoio ao cuidador: suporte psicológico e grupos de apoio.
  • Flexibilidade: jornada flexível ou híbrida para colaboradores em papel de cuidador.
  • Informação: campanhas educativas sobre sinais de alerta e saúde cerebral.

FAQ – perguntas frequentes sobre Alzheimer

Quais são os 4 primeiros sinais do Alzheimer?

Perda de memória recente, dificuldade para encontrar palavras, desorientação no tempo e no espaço e mudanças de humor ou comportamento. O alerta é a combinação desses sinais com piora progressiva e prejuízo na rotina.

Quais são os 4 estágios do Alzheimer?

Pré-demência, inicial (leve), intermediário (moderado) e avançado (grave). Na pré-demência há alterações sutis sem perda de memória evidente; no estágio leve começa o esquecimento recente; no moderado há perda de autonomia; no avançado, dependência total.

O que leva alguém a ter Alzheimer?

A combinação de idade, predisposição genética e fatores de risco modificáveis. A Lancet Commission (2024) estima que cerca de 45% dos casos de demência se associam a 14 fatores modificáveis, como hipertensão, diabetes, sedentarismo, tabagismo, perda auditiva não tratada e isolamento social.

Quantos anos vive um portador de Alzheimer?

Em média, de 4 a 8 anos após o diagnóstico, segundo a Alzheimer’s Association, podendo chegar a 20 anos. O tempo varia conforme idade no diagnóstico, estágio da doença, outras condições de saúde e qualidade do cuidado recebido.

Qual é a fase mais perigosa do Alzheimer?

A fase avançada, pela dependência total e pelo risco elevado de infecções. Já a fase intermediária é a de maior risco de acidentes, porque a pessoa mantém a mobilidade, mas já perdeu a noção de perigo.

Alzheimer é hereditário?

Na maioria dos casos, não. O Alzheimer familiar de início precoce é hereditário, mas representa menos de 1% dos casos. Nos demais, a genética (como a variante APOE ε4) aumenta o risco sem determinar o surgimento da doença.

Qual a diferença entre demência e Alzheimer?

Demência é a síndrome, ou seja, o conjunto de sintomas de declínio cognitivo. Alzheimer é uma das doenças que a causam, respondendo por 60% a 70% dos casos, segundo a OMS. Toda pessoa com Alzheimer tem demência, mas nem toda demência é Alzheimer.

Existe teste caseiro para detectar Alzheimer?

Não. Nenhum teste caseiro, aplicativo ou questionário online diagnostica Alzheimer. Existem instrumentos de triagem autoaplicáveis, como o SAGE, mas eles precisam de interpretação profissional e apenas indicam a necessidade de investigação médica.

Agora que você já sabe mais sobre a doença de Alzheimer, compartilhe com quem também precisa dessas informações.

Este é um conteúdo informativo que não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico. Busque sempre a avaliação de um especialista.

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