Tempo de tela por idade: saiba qual é o limite recomendado por faixa etária

Conheça o tempo de tela por idade recomendado por instituições e saiba quais são os perigos do uso excessivo de celulares, tablets e computadores

Publicado por Marketing Omint

27 de outubro de 2026

O tempo de tela por idade é um tema que ganha cada vez mais importância considerando o uso cada vez mais precoce da tecnologia e as suas consequências em diversos aspectos da vida e saúde das pessoas. 

O público infantil demanda uma atenção especial nesse aspecto, principalmente por se tratar de uma fase fundamental para o desenvolvimento cognitivo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define que crianças de até cinco anos de idade não devem passar mais de 60 minutos por dia em atividades passivas diante de uma tela de smartphone, computador ou TV. 

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) não recomenda tempo de tela para bebês de até dois anos e no máximo três horas diárias para adolescentes entre 11 e 18 anos de idade. 

Neste artigo, além de encontrar os limites por faixa etária, você vai ver o que cada instituição afirma e como aplicar essas orientações em casa e no ambiente de trabalho. Boa leitura!

Tabela de referência para tempo de tela por idade

Faixa etária Recomendações segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)
0 a 2 anos Nenhuma tela, nem de forma passiva
2 a 5 anos Até 1 hora por dia
6 a 10 anos De 1 a 2 horas por dia
11 a 18 anos De 2 a 3 horas por dia
Adultos Sem limite oficial

Qual o tempo de tela para cada idade?

O tempo de tela varia conforme a fase do desenvolvimento, segundo a SBP: 

  • De 0 a 2 anos: recomendado não consumir telas; 
  • De 2 a 5 anos: até 1 hora por dia; 
  • De 6 a 10 anos: recomendação de 1 a 2 horas diárias;  
  • De 11 a 18 anos: entre 2 a 3 horas por dia.

Esses limites valem para o uso recreativo, como vídeos, jogos e redes sociais. A SBP acrescenta orientações que valem para todas as idades:

  • Desligar as telas de 1 a 2 horas antes de dormir;
  • Evitar telas durante as refeições;
  • Manter o celular e o tablet fora do quarto à noite;
  • Acompanhar o conteúdo consumido, especialmente nas faixas mais novas.

O que a OMS diz sobre o uso de telas?

A OMS trata o tempo de tela como parte do comportamento sedentário e recomenda trocá-lo por atividades físicas, brincadeiras e também sono de qualidade. Para menores de cinco anos, o limite é de 60 minutos por dia. Para as demais idades, o foco é reduzir o tempo sedentário recreativo.

Em 2020, a organização publicou diretrizes para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos e para adultos. Elas recomendam limitar o tempo sedentário, em especial o tempo de tela recreativo, sem fixar um teto em horas. Também recomendam, para adultos, de 150 a 300 minutos de atividade física moderada por semana.

Quais são os perigos do uso excessivo de telas? 

O uso excessivo de telas traz sérios perigos para a saúde física, mental e cognitiva, afetando tanto adultos quanto crianças. A exposição prolongada a smartphones, tablets e computadores altera o funcionamento do cérebro, prejudica o corpo e deteriora o bem-estar emocional.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social do Governo, o uso de telas e dispositivos digitais na saúde pode ser um fator de risco para:

  • Atrasos no desenvolvimento da fala na primeira infância;
  • Atrasos no desenvolvimento cognitivo na primeira infância;
  • Sedentarismo e obesidade;
  • Problemas na visão, tais como miopia e fadiga visual.

Em crianças, as consequências do uso excessivo de telas podem comprometer a saúde mental e levar ao desenvolvimento de deficiências mentais e intelectuais, conforme aponta uma matéria da USP.

O Dr. Roberto Anbar, oftalmologista credenciado pela Omint, aponta alguns dos principais sintomas que o excesso de telas causa nos olhos e compartilha dicas de prevenção. Confira no vídeo a seguir:

Como a exposição às telas pode afetar sua visão? | Dr. Roberto Anbar

Como o tempo de tela em excesso pode afetar o sono?

O uso excessivo de telas antes de dormir prejudica o sono porque a luz artificial da tela inibe a melatonina (hormônio do sono) e o conteúdo digital mantém o cérebro em estado de alerta. De acordo com o Instituto de Otorrinolaringologia e Medicina do Sono (INOF), o impacto da tecnologia na qualidade do sono envolve três fatores:

  • Luminosidade da tela e ritmo circadiano: dispositivos eletrônicos emitem luz azul, que pode interferir no ritmo circadiano do corpo, ou seja, o relógio biológico natural. A luz azul imita a luz do dia a exposição ela durante a noite pode atrasar a sensação de sonolência e dificultar a capacidade de adormecer;
  • Estimulação mental: o uso de dispositivos eletrônicos estimula o cérebro e pode tornar mais difícil relaxar e se preparar para dormir, resultando em uma qualidade de sono inferior;
  • Interrupção do sono: cada vez que um dispositivo emite um som ou vibração, o sono pode ser fragmentado, prejudicando a capacidade de atingir estágios profundos, essenciais para a recuperação e o bem-estar geral.

Acesse o nosso conteúdo sobre como melhorar o sono e aprenda hábitos eficientes de higiene do sono para o seu dia a dia. 

Como aplicar os limites de tempo de tela?

Aplicar limites de tempo de tela é importante para proteger a saúde física, mental e o desenvolvimento, especialmente de crianças e adolescentes. Confira algumas práticas que ajudam a aplicar esses limites:

Em casa

  • Crie uma rotina com horários definidos para o uso de telas;
  • Estabeleça zonas livres de tela: mesa de refeições e quarto à noite;
  • Busque alternativas, como brincadeiras, esportes, leitura e jogos de tabuleiro;
  • Caso seja responsável, use os recursos de controle parental e de tempo de uso do aparelho.

Em empresas

Para equipes que passam o dia diante de monitores, algumas medidas ajudam a reduzir o desgaste:

  • Incentivar pausas regulares ao longo da jornada;
  • Adequar mobiliário, altura do monitor e iluminação às orientações da NR-17, a norma brasileira de ergonomia;
  • Promover ginástica laboral e momentos de desconexão;
  • Respeitar o direito à desconexão fora do expediente;

Programas de saúde corporativa que incluem orientação sobre uso de telas ajudam a prevenir queixas visuais e musculares.

Conheça as diretrizes da norma regulamentadora 1 e saiba como promover um ambiente de trabalho mais seguro e ergonômico. 

FAQ – Perguntas frequentes sobre tempo de tela por idade 

Qual o tempo de tela para cada idade?

Segundo a SBP, o tempo de tela recomendado é: nenhum até 2 anos, até 1 hora por dia de 2 a 5 anos, de 1 a 2 horas de 6 a 10 anos e de 2 a 3 horas de 11 a 18 anos.

Qual o tempo de tela recomendado pela OMS?

A OMS recomenda nenhuma tela para menores de 1 ano e no máximo 1 hora por dia para crianças de 2 a 4 anos. Para maiores de 5 anos, a OMS não fixa um limite numérico.

Quanto tempo uma criança de 6 anos pode ficar em telas?

De 1 a 2 horas por dia, sempre com supervisão, segundo a SBP. O ideal é dividir esse tempo ao longo do dia, escolher conteúdos adequados à idade e manter o aparelho fora do quarto à noite. 

O que a OMS diz sobre o uso de telas?

A OMS trata o tempo de tela como comportamento sedentário e recomenda substituí-lo sempre que possível por atividades físicas, brincadeiras e sono de qualidade. 

Pode ficar 4 horas no celular?

Para crianças e adolescentes, não: 4 horas por dia ultrapassam o limite máximo da SBP, que é de 3 horas para quem tem de 11 a 18 anos. Para adultos, não há teto oficial, e o impacto depende do tipo de uso. Sono ruim, fadiga visual e queda de rendimento profissional podem ser indicativos de uso em excesso.

Quanto tempo uma criança de 12 anos pode ficar no celular?

De 2 a 3 horas por dia, segundo a SBP. A instituição também recomenda que os responsáveis conheçam os jogos e as redes usadas pelo adolescente.

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