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HIV/AIDS

HIV é o vírus da imunodeficiência humana que ao penetrar no organismo humano, destrói o sistema imunológico responsável por sua defesa. A pessoa fica vulnerável a infecções conhecidas como oportunistas, porque os agentes que estavam escondidos no organismo da pessoa aproveitam esta oportunidade para causar doença.

10/12/2018

HIV/AIDS

 

HIV é o vírus da imunodeficiência humana que ao penetrar no organismo humano, destrói o sistema imunológico responsável por sua defesa. A pessoa fica vulnerável a infecções conhecidas como oportunistas, porque os agentes que estavam escondidos no organismo da pessoa aproveitam esta oportunidade para causar doença.

 

Ter HIV não é a mesma coisa que ter AIDS.

Quando se vive sem sinais ou sintomas não se tem AIDS, mas pode se transmitir o vírus para outras pessoas por relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas contaminadas ou da mãe para o filho durante a gravidez, parto, amamentação.

Porém se a pessoa faz o teste e se descobre soropositivo, ao se tratar adequadamente ela deixa de transmitir o vírus e seu organismo não é mais destruído. Vamos entender como tudo funciona.

 

O vírus entra no organismo das seguintes formas:

– Sexo vaginal sem camisinha.

– Sexo anal sem camisinha.

– Sexo oral sem camisinha.

– Transfusão de sangue contaminado.

– Agulhas /seringas contaminadas.

– Instrumentos contaminados.

– Mãe/filho gravidez, parto, leite humano.

– Acidentes biológicos, no caso de profissionais de saúde.

 

Após sua entrada o HIV procura uma célula, entra dentro desta e vai para seu núcleo para integrar seu material genético onde ficará por toda a vida. Nesta célula ele irá se multiplicar e seus filhotes sairão novamente para a corrente sanguínea sendo chamados de carga viral. Quanto maior a carga viral maior será a transmissibilidade deste vírus para outra pessoa.

Os remédios antirretrovirais negativam esta carga viral, negativam a transmissibilidade também negativam a destruição do organismo. Porém não conseguem matar o vírus que está integrado no núcleo da célula. Por isso a pessoa tem que tomar os antirretrovirais por toda a vida, para ficar clinicamente bem sem doenças e sem transmitir o vírus.

Se a pessoa esquecer de tomar os antirretrovirais uma única vez, a carga viral retorna a positivar e a transmissibilidade e a destruição do organismo voltam a ocorrer.

Após a entrada do vírus no organismo, este precisa de um tempo que pode variar de 30 a 60 dias para fabricar anticorpos contra o mesmo. Este período é chamado de janela imunológica e se a pessoa fizer o teste anti HIV neste momento ele resultará negativo. Porém ela está transmitindo muito, porque neste momento a pessoa tem muitos vírus no sangue. Nesta fase metade das pessoas pode apresentar sintomas semelhantes ao da mononucleose, ou seja, aumento dos gânglios, febre, dor de garganta, manchas na pele. Depois este quadro desaparece e muitos anos depois de um período assintomático, porém com transmissão para outras pessoas, a baixa imunidade resultante da destruição do sistema imunológico através dos anos, permite o aparecimento das infecções oportunistas e a evolução para a AIDS.

Portanto prevenir-se, testar-se, com regularidade, buscar tratamento a tempo e seguir as recomendações da equipe de saúde, são a melhor forma de garantia de saúde e qualidade de vida.

O diagnóstico é rápido e realizado por meio de testes rápidos preferencialmente com resultados em 30 -40 minutos. Além disto, mães que vivem com HIV tem aproximadamente 99% de chances de terem filhos sem HIV se seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto, pós-parto.

Prevenção: Além dos preservativos masculinos (camisinhas) e femininos que são distribuídos gratuitamente nos serviços públicos, as infecções sexualmente transmissíveis, corrimentos, úlceras genitais devem ser tratadas imediatamente pois aumentam o risco de aquisição do HIV em até 18 vezes. Os parceiros(as) devem ser tratados(as) mesmo que sem sintomas.

Devemos lembrar da profilaxia pós exposição sexual indicada preferencialmente 2 horas, porém pode ser oferecida até 72 horas após exposição sexual de risco ou acidente com material biológico. Lembrando que é mais eficaz quanto mais cedo for iniciada. Profilaxia pré-exposição sexual indicada para casais soro diferentes e população muito exposta.

Já comentamos a importância do início precoce do tratamento.

Portanto reforçamos que: prevenir-se, testar-se, com regularidade, buscar tratamento a tempo e seguir as recomendações da equipe de saúde, são a melhor forma de garantia de saúde e qualidade de vida.

 

Dra. Zarifa Khoury
Infectologista credenciada na rede Premium

– Professora Responsável pela cadeira de Moléstias Infecciosas de Parasitarias da Faculdade de Medicina UNISA 1989.

– Coordenadora da Assistência de Programa Municipal de São Paulo de DST/AIDS desde 2002.

 

– Coordenadora do Ambulatório de Micoses Sistêmicas (Viceras) desde 1998 do Instituto de Infectologia Emilio Ribas.

 

– Supervisora do 8º andar de Internação do Instituto de Infectologia Emilio Ribas desde 19/03/1999.