Outubro Rosa: prevenção, diagnóstico e cuidados com a saúde da mulher

Saiba mais sobre a campanha e os primeiros sinais do câncer mais comum entre as mulheres

Publicado por Marketing Omint

6 de outubro de 2026

A conscientização sobre o câncer de mama ganha força a cada mês de outubro com a campanha Outubro Rosa. A iniciativa busca incentivar o diagnóstico precoce, fator decisivo que pode elevar as chances de cura a mais de 95% quando a doença é identificada no início.  

Este guia foi preparado para que você entenda melhor o tema, tome as devidas precauções e possa também ajudar outras pessoas próximas.  

Ao longo do conteúdo você vai conferir as principais questões sobre saúde da mulher, rastreamento e autocuidado, com orientações práticas dos especialistas credenciados Omint: Dra. Fernanda Deutsch Plotzky (ginecologia e obstetrícia), Dr. Jonathan Yugo Maesaka (mastologia), Dra. Mila Miranda (mastologia) e Dra. Juliana Zampieri (ginecologia). 

Leia e encontre respostas objetivas sobre consultas regulares, exames e tratamentos mais indicados, além de sugestões de hábitos saudáveis que ajudam na prevenção do câncer de mama e de outras doenças graves. 

O que é Outubro Rosa? 

O Outubro Rosa é um movimento global focado na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de mama. A campanha mobiliza governos, empresas, hospitais, mídia e sociedade civil, durante todo o mês de outubro, em torno de objetivos como informar sobre fatores de risco da doença, estimular a realização de exames de rastreamento e ampliar o acesso ao tratamento. 

O propósito central da campanha Outubro Rosa é reduzir a mortalidade pela doença por meio da detecção precoce. Por conta disso, ela funciona como um convite coletivo ao autocuidado: quanto mais cedo o câncer de mama é detectado, menores são os tratamentos necessários e maiores as chances de cura. 

Como surgiu a campanha Outubro Rosa? 

O movimento nasceu nos Estados Unidos, na década de 1990, quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure distribuiu laços cor-de-rosa aos participantes da primeira Corrida pela Cura em Nova York. 

No Brasil, as primeiras ações de conscientização no Outubro Rosa foram registradas no início dos anos 2000, com a iluminação em rosa de monumentos públicos, e desde então a campanha se institucionalizou em empresas e na rede pública.  

Leia também: Saúde da Mulher: prevenção, autocuidado e informação para cada fase da vida 

Câncer de mama e Outubro Rosa: o que é a doença? 

O câncer de mama acontece pela multiplicação anormal de células, que, juntas, constituem um tumor. Existem vários tipos de câncer de mama com diferentes graus de agressividade: alguns se desenvolvem mais rapidamente, outros de forma mais lenta. 

A doença se diferencia pelo tipo de tecido da mama que afeta. A maioria é carcinoma, que começa nas células epiteliais, que revestem órgãos e tecidos. Na mama, geralmente aparece como adenocarcinoma, ou seja, começa nas células do ducto mamário ou nos lóbulos (glândulas produtoras de leite). 

Os tipos também se diferenciam pela disseminação. O câncer que tem início no ducto mamário e não se espalha para outros tecidos é chamado in situ. Já o invasivo caracteriza-se por já ter se espalhado para outros tecidos da mama. 

Quais são os tipos de câncer de mama? 

Existem diferentes tipos, com velocidades de crescimento e graus de agressividade distintos. Confira abaixo alguns tipos:  

Principais tipos de câncer de mama: 

  • Carcinoma ductal in situ (DCIS): carcinoma intraductal e considerado não invasivo; 
  • Câncer de mama invasivo: espalhou-se para outros tecidos da mama. É o tipo mais comum, junto ao carcinoma lobular invasivo, representando de 70% a 80% de todos os cânceres de mama; 
  • Câncer de mama triplo negativo: tipo agressivo de câncer invasivo, representando cerca de 15% dos casos; 
  • Câncer de mama inflamatório: tipo mais agressivo e raro, representando de 1% a 5% dos casos. 

Quais são as causas e os fatores de risco do câncer de mama? 

Não existe uma causa única para o câncer de mama: a doença resulta da combinação de fatores genéticos, hormonais, comportamentais e ambientais. O fator de risco mais relevante é a idade, pois a maioria dos casos ocorre após os 50 anos, conforme aponta o INCA. 

Fatores comportamentais e ambientais: 

  • Sedentarismo; 
  • Obesidade e sobrepeso, especialmente após a menopausa; 
  • Consumo de bebidas alcoólicas; 
  • Exposição frequente à radiação ionizante. 

Fatores da história reprodutiva e hormonal: 

  • Primeira menstruação precoce; 
  • Primeira gravidez após os 30 anos ou nuliparidade; 
  • Menopausa após os 55 anos; 
  • Uso prolongado de terapia de reposição hormonal. 

Fatores genéticos e hereditários: 

  • Histórico familiar de câncer de mama ou de ovário; 
  • Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2. 

Vale ressaltar que ter fatores de risco não significa que a doença vai se desenvolver, e a ausência deles não elimina a necessidade de rastreamento. 

Quais são os primeiros sinais do câncer de mama? 

O primeiro sinal mais comum do câncer de mama é o aparecimento de um nódulo endurecido, fixo e geralmente indolor na mama ou na axila. Nas fases iniciais, no entanto, a doença pode ser completamente assintomática, razão pela qual o rastreamento por imagem não pode ser substituído pela observação de sintomas. 

Sinais de alerta e sintomas que exigem avaliação médica: 

  • Nódulo endurecido, indolor e que não desaparece após o ciclo menstrual; 
  • Alteração no contorno ou inchaço parcial ou total da mama; 
  • Irritação, vermelhidão ou pele com aspecto de “casca de laranja”; 
  • Retração ou inversão do mamilo; 
  • Secreção pelo mamilo, especialmente serosa ou com sangue; 
  • Dor persistente na mama ou no mamilo; 
  • Nódulo palpável na axila ou acima da clavícula. 

A presença de qualquer um desses sinais não confirma o câncer de mama, muitas alterações mamárias são benignas. Mas todos exigem consulta com ginecologista ou mastologista para investigação. 

Importante: o câncer de mama também pode acometer homens, representando 1% dos casos. 

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Outubro Rosa e o autoexame: como fazer e quais são os limites? 

O autoexame das mamas é a observação e a palpação que a própria pessoa faz do próprio corpo para identificar alterações. Ele é uma ferramenta de autoconhecimento, não um método de rastreamento e por isso não substitui a consulta médica nem a mamografia. 

Passo a passo para o autoexame: 

  1. Observe diante do espelho, com os braços soltos ao longo do corpo. Procure por mudanças de tamanho, formato, cor ou textura da pele; 
  1. Levante os braços acima da cabeça e repita a observação, atenta a retrações ou afundamentos; 
  1. Pressione levemente cada mamilo e verifique se há saída de secreção; 
  1. Deitada, com um braço atrás da cabeça, use as polpas dos dedos da mão oposta para palpar a mama em movimentos circulares, cobrindo toda a região; 
  1. Estenda a palpação até a axila e a região da clavícula; 
  1. Repita do outro lado. 

Confira a seguir um vídeo do Dr. Jonathan Maesaka, mastologista credenciado Omint, que explica mais sobre o autoexame das mamas. 

O que o autoexame não faz?  

O autoexame não detecta tumores muito pequenos. A mamografia identifica lesões antes que se tornem palpáveis, por isso a importância de manter o rastreamento em dia. 

Como é feito o diagnóstico do câncer de mama? 

O diagnóstico combina exame clínico das mamas, exames de imagem e, quando necessário, biópsia para análise do tecido. A indicação é feita pelo ginecologista ou mastologista, conforme idade e perfil de risco. 

  • Mamografia: principal exame de rastreamento; detecta lesões não palpáveis; 
  • Ultrassonografia: exame complementar, útil em mamas densas e em mulheres mais jovens; 
  • Ressonância magnética: indicada em casos de alto risco ou dúvida diagnóstica 
  • Biópsia: confirma o diagnóstico e define o tipo do tumor. 

Quando fazer a mamografia?  

Para a população em geral, a Organização Mundial da Saúde (OMS), através do Código Latino-Americano e Caribenho Contra o Câncer, indica mamografia a cada 2 anos para mulheres entre 50 e 74 anos.  

Quais são os tratamentos para o câncer de mama?  

Os tratamentos variam conforme o estágio e o tipo do tumor, podendo incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia-alvo. 

  • Estágio I e II: cirurgia e radioterapia; 
  • Estágio III: quimioterapia seguida de cirurgia e radioterapia; 

A hormonioterapia é um tratamento que costuma ser usado após a cirurgia para reduzir o risco da recidiva da doença, mas também pode ser usado antes da cirurgia para diminuir o tumor.  

A terapia-alvo (imunoterapia) é um tipo de tratamento contra o câncer que usa drogas ou outras substâncias para identificar e atacar as células cancerígenas de forma mais exclusiva, causando poucos danos às células normais. 

Direitos previstos em lei no Brasil: 

  • Lei nº 13.896/2019: exames relacionados à suspeita de câncer devem ser realizados em até 30 dias a partir da solicitação médica. 
  • Lei nº 12.732/2012: o primeiro tratamento no SUS deve iniciar em até 60 dias após o diagnóstico confirmado. 

Como prevenir o câncer de mama?  

De acordo com a Dra Fernanda Deutsch Plotzky, ginecologista credenciada Omint, certos hábitos e práticas podem ajudar a diminuir o risco de alguns tipos de câncer de mama.  

  • Ter uma alimentação saudável; 
  • Reduzir o tabagismo; 
  • Incentivar o aleitamento materno; 
  • Manter acompanhamento médico regular e periódico. 

Confira a seguir o vídeo completo com as dicas da Dra. Fernanda:  

Como as empresas podem participar do Outubro Rosa? 

A contribuição mais efetiva de uma empresa no Outubro Rosa é remover as barreiras práticas que impedem seus colaboradores de fazer exames. O ambiente corporativo é um dos canais mais eficientes para levar informação e algumas ações práticas de conscientização incluem: 

  • Palestras com mastologistas e ginecologistas para colaboradoras e colaboradores; 
  • Flexibilização de horário para realização de mamografia e consultas; 
  • Comunicação interna com lembretes sobre periodicidade de exames; 
  • Apoio às colaboradoras em tratamento, com ajuste de jornada e suporte psicológico. 

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Perguntas e respostas com especialistas 

Confira as orientações das especialistas credenciadas Omint, Dra. Juliana Zampieri e Dra. Mila Miranda: 

  • Com qual idade procurar o mastologista? A partir dos 25 anos e, anualmente, após os 40. 
  • Quais exames anuais? Mamografia a partir dos 40 anos, com ultrassom complementar em casos específicos. 
  • Dor nas mamas: pode ser hormonal, inflamatória ou cística — consulte o médico. 
  • Menopausa: alterações hormonais podem ser tratadas com terapias hormonais ou alternativas naturais. 
  • Obesidade: está associada ao aumento do risco de câncer de mama em até 30% após a menopausa. 
  • Atividade física: 150 minutos semanais ajudam a regular os hormônios e reduzir processos inflamatórios. 

FAQ – Dúvidas frequentes sobre o Outubro Rosa e o câncer de mama 

O que é o Outubro Rosa? 

É uma campanha internacional de conscientização sobre o câncer de mama, realizada em outubro, que incentiva o diagnóstico precoce e o rastreamento por mamografia. 

Qual é o significado do laço rosa? 

É o símbolo mundial da luta contra o câncer de mama, adotado no início dos anos 1990 e hoje usado por instituições e empresas durante a campanha. 

O que é o câncer de mama? 

É a multiplicação desordenada de células mamárias, formando tumores como o carcinoma ductal (canais que transportam o leite até o mamilo) ou lobular (glândulas que produzem o leite). 

Quais são os primeiros sinais do câncer de mama? 

Nódulo endurecido e indolor, inchaço, vermelhidão, retração do mamilo, secreção anormal e dor persistente. 

Como é feito o diagnóstico? 

Por mamografia, ultrassonografia, ressonância magnética e biópsia, quando necessário. 

O autoexame substitui a mamografia? 

Não. O autoexame é útil para o autoconhecimento e a detecção de alterações perceptíveis, mas não identifica tumores pequenos. 

Quando começar a fazer mamografia? 

Aos 40 anos em risco habitual, antes disso em casos de alto risco, conforme orientação médica. 

Os homens podem ter câncer de mama? 

Sim, eles representam cerca de 1% dos casos. Portanto existe a possibilidade, mesmo que pequena. 

Quem deve fazer teste genético? 

Pessoas com histórico familiar relevante, para avaliação dos genes BRCA1 e BRCA2. 

Atividade física ajuda na prevenção? 

Sim. Contribui para o controle de peso, o equilíbrio hormonal e a redução de processos inflamatórios. 

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