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Tire suas dúvidas sobre sarampo e vacinação

Saiba mais as causas do contágio, os sintomas e quem deve tomar a vacina

24/07/2019

O sarampo é uma doença viral aguda, infectocontagiosa, altamente transmissível que pode apresentar complicações, principalmente em crianças e pessoas com imunidade comprometida. Os indivíduos expostos podem adquirir a infecção pelo contato com gotículas veiculadas por tosse ou espirro.

 

No ano passado, o Brasil teve um expressivo aumento no número de casos de sarampo e por isso perdeu o certificado de eliminação da doença concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

 

O sarampo é uma doença de notificação obrigatória. Sendo assim, o serviço médico que confirmou o diagnóstico aciona a Vigilância de Saúde para realizar a vacinação dentre as pessoas que tiveram contato com alguém infectado pela doença, quando houver necessidade.

 

Conheça mais sobre a doença e a vacina contra o sarampo com as informações da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo.

 

SINTOMAS E COMPLICAÇÕES DO SARAMPO

 

Os sintomas que antecedem a doença têm geralmente duração de três a cinco dias e caracterizam-se por: febre, mal-estar, coriza, conjuntivite, tosse e falta de apetite.

Manchas vermelhas na pele surgem na região atrás da orelha, espalhando-se pela face, pescoço, membros superiores, tronco e membros inferiores. A febre persiste com o aparecimento das manchas.

No terceiro dia, as manchas na pele tendem a diminuir e ir desaparecendo, apresentando também uma descamação fina; a febre tende a desaparecer também neste período. Caso a febre persista, este pode ser um sinal de complicação da doença.

Pessoas com sarampo devem permanecer afastadas do contato próximo a outras pessoas, para evitar a transmissão.

As complicações mais comuns são: otite média aguda; pneumonia bacteriana; laringite e laringotraqueíte, além de doenças cardíacas (miocardite, pericardite), entre outras.

 

CONHEÇA A VACINA 

 

A vacina que deve ser tomada é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Sua eficácia é de 97%. Deve ser aplicada em duas doses a partir de 1 ano de vida da criança.

 

QUEM DEVE TOMAR A VACINA 

 

Todas as crianças de 12 meses a menores de 7 anos (6 anos, 11 meses e 29 dias) devem tomar uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e a segunda dose aos 15 meses (tetra viral);

 

As crianças com idade entre 6 meses a 1 ano deverão ser vacinadas apenas em situações de bloqueio vacinal, ou seja, quando a doença acomete alguém dentro de uma comunidade, e todos em seu entorno precisam receber a vacina.

 

Pessoas de 7 a 29 anos que não foram vacinadas anteriormente devem receber duas doses da vacina tríplice viral, com o intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

 

Pessoas de 29 até 59 anos de idade completos em 2019 (nascidos a partir de 1960), que não foram vacinadas anteriormente, devem receber apenas uma dose da vacina tríplice viral;

 

Pessoas entre 1 e 29 anos de idade que não foram vacinadas ou não tomaram as duas doses devem receber as duas doses da vacina tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Se recebeu uma dose em qualquer idade, é necessário apenas completar o esquema vacinal.

 

Os adultos que não foram vacinados e não tiveram a doença na infância também devem tomar a vacina.

 

Pessoas que já tiveram alguma dessas doenças (sarampo, caxumba e Rubéola) também devem se vacinar, pois a vacina tríplice viral imuniza contra outras doenças.

 

Quem não se lembra ou não tem a comprovação da imunização na carteirinha de vacinação deve tomar a vacina.

 

A vacina tetra viral protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela. Deve ser tomada a partir dos 15 meses de idade, apenas depois de ter recebido previamente uma dose de Tríplice Viral.

 

QUEM NÃO PODE TOMAR A VACINA

 

A vacina é contraindicada para mulheres grávidas, indivíduos com imunidade comprometida e crianças menores de 6 meses.