Vacina da gripe: quem deve tomar? Informações sobre a imunização

Ainda que não seja uma doença grave, a influenza é uma infecção viral muito comum. Saiba tudo sobre a vacina da gripe.

Publicado por administrator

29 de março de 2021

Ainda que não seja uma doença grave, a gripe é uma infecção viral muito comum e pode ser perigosa para grupos de alto risco. A vacina da gripe é uma estratégia para diminuir a quantidade de pessoas com essa infecção, que tem maior incidência no outono e no inverno.

 

Neste ano em particular, a medida também é uma forma de ajudar os profissionais da saúde a descartarem a possibilidade da doença na avaliação de casos de Covid-19. Confira as dicas e tire suas principais dúvidas sobre a vacina da gripe.

 

Neste artigo, você vai conferir:

 

 

1. Entenda a vacina da gripe

 

 

O vírus sofre mutações constantemente e, para manter a eficácia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualiza sua recomendação para composição de vacinas todos os anos. Essa mudança acontece com base nas informações recebidas de todo o mundo sobre a prevalência das cepas circulantes.

 

De acordo com o infectologista Dr. David Uip, existem dois tipos de vacina da gripe: trivalente, que combate três cepas, duas A e uma B; e as quadrivalentes, que atua contra uma B adicional (duas A e duas B). A vacina trivalente oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) previne contra as cepas H1N1, H3N2 e B – os subtipos mais comuns identificados no Hemisfério Sul.

 

É fundamental lembrar que a vacina quadrivalente é encontrada nas clínicas privadas ou por meio de plano de saúde (veja no último tópico as informações para clientes da Omint). Existem duas nomenclaturas para essa mesma vacina: quadrivalente ou tetravalente. São apenas formas diferentes de se referir à vacina com poder de combater quatro cepas diferentes de vírus.

 

A vacina demora até três semanas para produzir anticorpos protetores e tem efeito defensor por mais ou menos 1 ano. Portanto, quem tomou em 2020 deve procurar a imunização em 2021. “A vacina é feita de vírus vivo inativado. Então quem toma a vacina não ficará gripado”, afirma.

 

As campanhas são importantes para conscientizar que a imunização é a forma mais eficaz de vencer a doença. Por isso, o Dr. David Uip explica que nesse momento é essencial ficar atento às fake news. “A única forma de combater isso é por meio da informação e da educação continuada”, ressalta.

 

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2. Quem deve ser imunizado?

 

No SUS, a campanha de vacinação começa no dia 12 de abril e vai até 9 de julho de 2021. O público-alvo é estimado em 79,7 milhões de brasileiros. O sistema público indica e prioriza a vacina da gripe para os seguintes grupos:

 

  • crianças entre 6 meses e 6 anos;
  • gestantes e mulheres puérperas;
  • indígenas;
  • trabalhadores da saúde;
  • idosos com 60 anos ou mais;
  • professores de escolas públicas e privadas;
  • pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais;
  • pessoas com deficiência permanente;
  • forças de segurança e salvamento;
  • integrantes das Forças Armadas;
  • caminhoneiros;
  • trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo percurso;
  • trabalhadores portuários;
  • funcionários do sistema prisional;
  • adolescentes e jovens entre 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
  • população privada de liberdade.

 

A vacina da gripe não é recomendada para quem tem alergia ao ovo, doença neurológica e está com febre.

 

3. Gripe é diferente de resfriado?

 

Tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta são sintomas comuns em casos de gripe e de resfriado. Por isso, as duas doenças podem ser confundidas logo no começo.

 

No entanto, elas não são iguais e ocorrem por contaminação de vírus diferentes. A gripe se instala pelos vírus influenza A, B e C, que abrangem desde infecções respiratórias brandas a epidemias sazonais, como a H1N1 – registrada em 2009, classificada como tipo A.

 

A gripe pode ser grave tanto pela ação do próprio vírus quanto pelas complicações bacterianas, do tipo pneumonia e otite. Em ambas, a principal via de transmissão é pelo ar e a sua prevalência aumenta nos períodos mais frios, como outono e inverno.

 

De acordo com a Agência Brasil, os vírus mais comuns no caso dos resfriados são os rinovírus, o vírus parainfluenza e o vírus sincicial respiratório (VSR). É possível perceber também diferenças pelos sintomas. No resfriado, em geral, não há sinal de febre, dores musculares nem muita indisposição.

 

Os vírus da influenza e de resfriado podem ser transmitidos por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao espirrar, tossir ou falar. Ainda é possível contrair o vírus após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de alguém infectado. Por isso, são imprescindíveis os cuidados que falaremos no próximo tópico.

 

4. Como prevenir gripes e resfriados?

 

A gripe é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um dos grandes desafios da saúde, que afeta todos os países. Além disso, do ponto de vista profissional, essa é uma das principais causas de absenteísmo no trabalho, causando grande impacto financeiro-econômico e social. Por isso, é preciso que alguns hábitos simples sejam adotados para minimizar a transmissão de doenças infecciosas, alerta matéria do Ministério da Saúde. Veja algumas medidas:

 

 

  • lave as mãos com água e sabão e use álcool gel para higienização;
  • evite tocar boca, nariz e olhos;
  • não permaneça em locais aglomerados ou fechados;
  • não entre em contato com pessoas que estão infectadas;
  • cubra boca/nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar;
  • mantenha hábitos saudáveis, adotando uma alimentação nutritiva, e tome ao menos 2 litros de água ao dia;
  • vacine-se.

 

O tratamento de resfriados e gripes deve acontecer respeitando o ciclo natural do vírus, com os cuidados acima que ajudam a minimizar os sintomas, além do uso de antitérmicos e analgésicos quando necessário. Em caso de gripe com complicações respiratórias, é importante buscar avaliação médica.

 

5. Covid-19 pode ser confundida com gripe?

 

Quando apresenta sintomas mais brandos, a Covid-19 se assemelha à influenza. Por isso, aos primeiros sinais, as doenças podem ser confundidas.

 

A vacina da gripe, no entanto, é um facilitador para os profissionais da saúde fazerem a triagem, já que podem descartar essa doença para quem tomou a imunização.

 

Por serem duas infecções por vírus, as recomendações de cuidados com a contaminação são idênticas: além do distanciamento social, é necessário manter a higiene constante das mãos com água e sabão, usar álcool em gel e não frequentar locais com aglomerações.

 

A infectologista do Hospital Sírio-Libanês, Dra. Mirian Dal Bem, aponta que quem tomou uma ou duas doses da vacina contra a Covid-19 há mais de 15 dias também pode receber a vacina da gripe.

 

“Vale ressaltar que tanto a influenza quanto a Covid-19 podem evoluir para quadros graves e até óbito se não tratadas adequadamente”, aponta a médica.

 

Se a pessoa apresentar sinais como tosse, febre, dificuldades para respirar, o atendimento médico deve ser procurado. Com essas informações, o profissional pode dar a melhor orientação, encaminhando o paciente para realizar exames específicos, com a testagem.

 

Em caso de diagnóstico positivo, não existe um tratamento específico para o novo coronavírus. Os cuidados são semelhantes ao da gripe, com isolamento de no mínimo 15 dias dentro da própria residência, para não infectar outros moradores. Idosos e pessoas com problemas imunológicos devem ter atenção redobrada. Por fim, informe-se por meio de fontes confiáveis, como Ministério da Saúde, OMS e médicos da sua confiança. A Omint criou um guia com as principais informações sobre o coronavírus.

 

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6. A Omint cobre a vacina da gripe?

 

Os clientes Omint têm a cobertura da vacina da gripe dentro das diretrizes abaixo, conforme programa nacional de imunização do SUS:

 

  • crianças (até 9 anos vacinadas pela primeira vez): 2 doses
  • adultos/idosos (maior de 55 anos): 1 dose
  • gestantes e mulheres pós-parto (até 45 dias do parto): 1 dose
  • professores (será preciso comprovar): 1 dose
  • trabalhadores da saúde (será necessária apresentação da carteirinha do conselho de classe): 1 dose

 

Para pessoas fora desses critérios, será obrigatório pedido médico e avaliação de cobertura. Lembre-se: a vacina da gripe é a melhor forma de se proteger da doença. Compartilhe essas informações com familiares e amigos para ajudar no combate ao vírus.

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