Finanças para casais: como organizar a vida a dois?

Aprenda como se planejar melhor para esse momento.

Publicado por Juliana Brito

31 de agosto de 2023

Falar sobre dinheiro ainda parece ser tabu em qualquer ocasião. E, quando esse assunto envolve relacionamento, a sensação é que isso pode ficar ainda mais difícil. O medo de ser desagradável ou tocar em um ponto tão delicado muitas vezes faz esse tema ser postergado ou até mesmo evitado, vindo à tona somente quando algum problema aparece.  

 

Para que isso não aconteça, essa barreira precisa ser quebrada caso você esteja pensando em começar a planejar uma vida a dois, aumentar a família ou até mesmo organizar as finanças do casal. Neste artigo, você vai poder aprender mais sobre como fazer essa organização e sobre a importância dela. Vamos lá? 

 

Qual o primeiro passo para iniciar um planejamento financeiro a dois?  

Essa é a pergunta que todos gostariam de ter a resposta correta, mas, na verdade, existem diversos fatores que podem influenciar a questão.  

Sabemos até agora que esse é um ponto delicado em qualquer fase da relação. Quando não conversado, situações relacionadas a esse assunto podem levar a discussões e até mesmo a grandes desavenças. Segundo dado levantado pelo IBGE , 57% dos divórcios realizados no Brasil na última década tiveram motivações financeiras.   

O maior problema é que o assunto acaba sendo evitado por medo de parecer desagradável, ou que o outro se sinta pressionado de alguma forma.  

Mas, com essa evitação, quando essa conversa de fato acontece, já é por conta de algum fato desagradável, como uma dívida ou um atraso.  

Para ter noção, pesquisa feita sobre orçamento familiar pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas – CNDL, em parceria com o Banco Central, revela o principal motivo das discussões entre casais: 38% dos entrevistados disseram que as brigas ocorrem devido ao parceiro gastar além da sua capacidade financeira e 27% afirmaram que um dos motivos é o fato de o par não conseguir guardar dinheiro.  

Portanto, como podemos observar, o primeiro passo para executar um planejamento financeiro a dois é diálogo e planejamento. 

 

Organizando as finanças  

Inúmeros problemas podem ser evitados se o assunto financeiro deixar de ser tabu entre o casal. Esse é, sem dúvidas, o passo crucial para que o planejamento se inicie.  

Uma vez que o tema é introduzido na rotina do par, fica mais fácil achar alternativas para que os planos possam realmente sair do papel!  

Antes de citarmos algumas dicas, vale destacar que o plano precisa funcionar para o casal, pois não existe certo e errado: apenas diferentes formas de ter um bom resultado.  

As sugestões a seguir podem servir tanto para quem está planejando uma vida a dois, morando junto ou não, casais que já estejam casados e até mesmo querendo aumentar a família. 

 

Resolvendo o básico  

Todo casal possui contas em comum, principalmente se já moram juntos: luz, aluguel, carro. Ou seja, são aqueles gastos fixos do mês, que não podem deixar de ser pagos. Eles devem ser prioridade.   

Para facilitar, é bom definir quem vai efetuar os pagamentos e reunir os comprovantes. É possível também cadastrar todas essas contas em débito automático para não correr o risco de atrasar e acabar gerando uma discussão. 

 

Estabelecendo metas a dois  

A chave do planejamento financeiro a dois pode estar aqui. Um casal é também uma parceria, que precisa ser nutrida e cuidada. Por isso, as metas a médio e longo prazo precisam ser determinadas por ambos.  

Seja para viajar, comprar uma casa, seja para aumentar a família, o planejamento financeiro estará sempre envolvido, pois para concretizar sonhos muitas vezes é preciso guardar ou economizar dinheiro.  

Uma vez que as metas estão definidas, os passos para chegar até elas já podem ser traçados, atribuindo a cada um o que é necessário para atingi-las. Dessa forma, isso já fica preestabelecido e contribui muito para que os objetivos sejam alcançados.  

Existem algumas opções para esse passo. Vocês podem, por exemplo, pesquisar sobre investimentos que façam sentido para o casal, para que o dinheiro se multiplique com mais facilidade.   

Também é necessário garantir que nenhum imprevisto os impeça de algo no meio do caminho. O Seguro de Vida, nesse caso, é indispensável. Como? Supondo que algum de vocês dois sofra algum acidentecoberto em apólice, e precise ficar sem trabalhar por um período, com o seguro de vida a reserva financeira do casal será preservada.  

 

Leia também: Conheça as melhores dicas de investimento para você 

 

Mantendo a individualidade  

Manter a individualidade financeira também faz parte da organização das finanças do casal, sabia?  

Uma vez definido o pagamento de contas fixas e o estabelecimento de metas do casal em conjunto, é hora de também planejar a sua parte para que você conclua as tarefas que quiser, sem precisar se justificar ao outro.  

Quer comprar livros, cursos, produtos de beleza, celular? Tudo isso é saudável e precisa ser mantido. Por isso, parte da renda deve ser destinada somente a você.  

Essa questão também é essencial para evitar discussões no futuro. Como vocês já possuem as prioridades do casal estabelecidas, os dois terão a liberdade para adquirir o que desejam sem afetar a relação. 

 

Leia mais: Como anda a sua saúde financeira? 

 

Como fazer essa divisão?  

Talvez esse seja o tópico mais delicado. Isso porque dificilmente o casal terá exatamente o mesmo salário. Existem casos em que o casal é proprietário de alguma empresa, na qual acaba trabalhando junto.  

Mas, na maioria das vezes, cada um tem a sua função e o seu salário. E o que fazer nesse momento? 

 

Quem ganha mais paga mais?  

Alguns especialistas dizem que a forma mais justa de fazer a divisão de contas é com base nos 70/30. Ou seja, quem ganha mais paga mais.  

Vamos supor que um ganhe R$ 3.000 e o outro R$ 2.000. Logo, a renda total da casa é de R$ 5.000.  

No esquema 70/30, as despesas ficariam assim: quem ganha R$ 3.000 contribui com 70% do seu salário, ou seja, R$ 2.100, e quem recebe R$ 2.000 colabora com 30%, ou seja, R$ 600. 

 

Melhor ser 50/50  

Há também quem defenda que, independentemente do quanto cada um ganha, o mais justo é dividir as contas por igual. Tudo isso vai depender do perfil do casal. 

 

Quem vai pagar o quê?  

O mais recomendado para não sobrecarregar nenhum dos dois é cada um ficar com algumas tarefas. Por exemplo, enquanto um se encarrega de pagar a luz e a internet, o outro fica responsável por ficar de olho nos investimentos.  

Outra opção também é a conta conjunta. Dessa forma, todos os rendimentos destinados a despesas conjuntas ficam em um lugar só.  

 

Conversar antes, colher os frutos depois  

Eis o maior aprendizado até aqui: se o desejo é ter um bom planejamento financeiro para o casal, o diálogo é imprescindível. Seja antes, durante, não interessa.   

O mais importante é que o assunto seja normalizado para que isso se torne parte do dia a dia e não seja visto como cobrança ou algo que não deva ser falado.  

Como em qualquer outra sociedade ou parceria, a questão financeira é parte importante, e não seria diferente entre um casal.  

Você já tinha pensado dessa forma para planejar as finanças com o seu parceiro? Esperamos ter ajudado! 

Até a próxima. 

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