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Ouvindo o bom senso

Entenda por que o uso consciente do plano de saúde beneficia João, que beneficia Teresa, que beneficia Raimundo, que beneficia Maria…

12/11/2018

Ouvindo o bom senso

Entenda por que o uso consciente do plano

de saúde beneficia João, que beneficia Teresa,

que beneficia Raimundo, que beneficia Maria…

 

 

Seguro é um sistema inteligente: paga-se um tanto aos poucos e, no caso de acontecer alguma coisa, conforme um certo combinado, estamos garantidos. Não é diferente com os planos de saúde. Contudo, para que essa boa ideia funcione direitinho é preciso que os participantes, mesmo não se conhecendo, sejam cordatos e façam cada qual sua parte, sem abusar de seus direitos. Básico. Assim como nos motores à explosão e nos times de futebol – para não recorrer ao exemplo primordial da natureza, de tão óbvio –, se um dos elementos não está em harmonia com os demais, todo o sistema é afetado.

O uso consciente do plano de saúde é uma das pautas contínuas da Omint junto aos associados, especialmente os corporativos. “O desperdício é uma questão cultural no Brasil”, lembra Ana Paula Piolli, gerente de Relacionamento Corporativo da Omint. “Mas é algo que pode ser mudado com informação e conhecimento.” Desde 2016, ela e a equipe têm atuado em parceria com as áreas de recursos humanos de empresas identificadas como muito frequentes na utilização do seguro saúde. Ações de comunicação na intranet e em murais, mas especialmente exposições e palestras fazem parte desse esforço. “Quanto maior o público atingido, melhores os resultados.” Ela conta que todos ouvem com muita atenção e interesse, por que o uso consciente do plano evita reajustes de valores nos contratos. “As empresas valorizam muito a Omint, é uma forma de atrair e manter os melhores profissionais. Ninguém quer perdê-la.”

 

Usando só quando precisa

Alguém tem um mal-estar, quem sabe uma dor de cabeça ou leves sinais de um resfriado e, antes de qualquer opinião médica, sai de casa ou do trabalho e vai para o pronto-socorro. Não é uma boa ideia, como explica Ana Paula Piolli. “Para situações assim, a Omint oferece recursos bastante eficientes, como o Doutor em Casa, com médicos 24 horas de plantão ao telefone, e o novo o Dr. Omint Digital, com videoconferência, por enquanto focado em pediatria. Nesses contatos, o médico avalia os sintomas, dá a orientação mais indicada e, conforme o caso, pode até sugerir atendimento domiciliar.” Ela lembra que é importante agir preventivamente quando algo não vai bem, mas o ideal é evitar a exposição em ambientes como o de um pronto-socorro. “Pode até agravar o quadro.” Afora esse risco, há a questão dos custos de consulta, exames e taxas do atendimento, algo que pode impactar na relação da empresa com o plano de saúde ou até inviabilizá-lo – o que não é bom para ninguém.

 

A síndrome do resultado esquecido

Outra situação em que o plano de saúde não é bem utilizado é a de fazer exames e não retirar os resultados. “Pouco depois, a pessoa acaba passando em outro médico e recebe a mesma prescrição de exames, quando o ideal seria apresentar os resultados anteriores, que são recentes”, comenta Ana Paula Piolli, gerente de Relacionamento Corporativo da Omint. “Muitos desses dados têm validade de seis meses.” Exames de alta complexidade, como ressonâncias ou tomografias, têm uma utilização mais consciente. Já hemogramas e outros assim corriqueiros, ela explica, acabam banalizados. “É preciso que o paciente tenha uma postura proativa diante do médico, apresentando os exames recentes e evitando fazer de novo o que não precisa.”

 

A armadilha do recibo

Outro aspecto importante considerado na relação com a Omint é a desburocratização, a autonomia, a liberdade de escolha. Conforme o plano contratado, o associado pode ir ao médico ou clínica de sua preferência e ser reembolsado, parcial ou integralmente, pelo valor da consulta ou atendimento – o que é uma vantagem valiosa, mas também um flanco para desmandos. “Às vezes, em consultórios ou clínicas não credenciados, atendentes oferecem a possibilidade de desdobrar o recibo, para que a pessoa tente ser reembolsada integralmente mesmo quando não tem esse direito.” Há casos, segundo ela, em que os valores de reembolso chegam a superar o valor da consulta. “Temos um sistema anti-fraude muito eficiente e atuante, com vários gatilhos para indicar situações desse tipo. Mas, o mais importante é o associado se conscientizar dessas práticas ilegítimas, tanto para não cair nelas ingenuamente como para manter a qualidade do plano de saúde oferecido pela empresa na qual trabalha.”

 

Prevenir é bem melhor

Manter um ativo programa de prevenção nas empresas é tão importante quanto investir em comunicação e palestras sobre o uso consciente do plano. Conforme Ana Paula Piolli, gerente de Relacionamento Corporativo da Omint, a promoção de saúde é uma ação contínua, que se vale de questionários e uso do screening para aferir o estado geral dos funcionários, encaminhar à assistência médica, quando é preciso, ou ativar programas de acompanhamento em diagnósticos como diabetes, hipertensão ou sobrepeso – sem falar na difusão dos bons hábitos de sempre. “Oferecemos tudo isso porque é um investimento positivo, preventivo, que promove a saúde e o bem-estar e evita o uso excessivo do plano, aspectos que também são de total interesse das empresas-clientes e seus colaboradores.”

 

Não é plano de academia

Empresa reúne o pessoal, explica como

funciona o plano de saúde, fala do uso consciente

e colhe resultados meses depois.

 

Aconteceu na American Tower, que atua em infraestrutura de wireless, cliente da Omint há cerca de 15 anos e parceira frequente em ações de promoção de saúde e prevenção. “A gente sempre acompanhou os índices de sinistralidade junto com a Omint e, no ano passado, percebeu que o plano estava sendo usado acima do acordado em nosso contrato“, conta Suzana Tonin, diretora de Recursos Humanos da empresa. O estímulo para que os colaboradores façam check-up regularmente, segundo ela, pode ter colaborado para isso. “As pessoas vão em médicos de diferentes especialidades, o que é natural, mas ocorre que os mesmos exames são solicitados. É importante ter um panorama da saúde ou, às vezes, ouvir uma segunda ou terceira opinião médica, mas será que tem de fazer todos os exames de novo?” Outra situação observada foi a de atendimentos em pronto-socorro sem acionamento prévio das ferramentas de orientação e apoio oferecidas pela Omint – Médico em Casa e Dr. Omint Digital –, um cuidado que faz toda a diferença.

Para Suzana Tonin, é comum nas empresas se partir da ideia que todos conhecem o funcionamento do plano de saúde, o que nem sempre é verdade. “Em vez de tomar medidas preventivas ou de controle, a gente preferiu conversar. Porque o plano de saúde é um benefício muito valorizado e é importante ter uma prestadora como a Omint, porque faz diferença no dia a dia. As pessoas prezam esse benefício.” Ela conta que reuniu o pessoal e falou com franqueza sobre o uso equivocado do plano, da sinistralidade além do desejável, as consequências disso tudo e, claro, o que cada um poderia fazer para ajudar. “Não pode achar que o plano de saúde é como o plano da academia, que pode fazer o que quiser. A gente paga contra o uso e, se usa mais do que o combinado, tem de haver reajuste.” Todos entenderam. “Pedimos, também, que conversassem com seus dependentes, que passassem adiante essas informações sobre uso consciente do plano.”

Dez meses depois, uma nova fotografia mostrava uma sensível redução na sinistralidade. “Foi uma campanha muito próxima, eficaz”, diz Suzana Tonin. “Naturalmente, reunimos o pessoal de novo para apresentar os resultados. Foi forte, teve até salva de palmas.” Conforme a diretora de RH da American Tower, a parceria com a Omint foi muito importante nesse processo. “A Omint é expert nisso, nos ajudou muito, participou de todos esses encontros e conversas. Estávamos juntos!” Ela ressalta, ainda, a importância de programas de promoção de saúde e qualidade de vida, entre outras ações internas de boas práticas e soluções que resultam dessa sinergia. “A Omint participa porque nosso objetivo é comum. É uma relação comercial, a gente entende isso, mas para ser duradoura tem de haver parceria. É bom para todos.”

 

Educando na base

Palestras a cada dois meses e muita

comunicação põem novos colaboradores educando

os mais antigos em multinacional.

 

Fundada nos Estados Unidos em 1958, pioneira nos pagamentos sem dinheiro e presente em mais de 200 países, a Visa tem puxado avanços importantes tanto na rapidez e segurança de transações quanto nas soluções e tecnologias para operá-las. No Brasil desde 1971, a empresa ampliou sua atuação a partir da década seguinte e não parou mais, mantendo-se firme na disputa pela liderança nas transações com cartão. E se resta alguma dúvida a respeito de como é possível ser eficiente e enxuto nesse mercado, a sede brasileira da Visa, com 150 funcionários, aparece para deixar claro que sim.

A despeito da equipe pouco numerosa, a empresa identificou alguns nós no entendimento do plano de saúde. “Fizemos uma ‘foto’ da situação em 2014, nosso primeiro ano com a Omint, e vimos que a escolha livre com reembolso era a questão mais importante”, conta Vinícius Amorim, da área de recursos humanos da multinacional. “Porque, quando se traz um plano premium para a empresa, a ideia é que os colaboradores foquem na rede credenciada. Não é que não pode usar a livre escolha e o reembolso, mas fazer isso com consciência.”

Com parceria da Omint, a empresa fortaleceu os mecanismos de educação na base: novos colaboradores, logo nas primeiras semanas, assistem a uma palestra sobre uso consciente do plano de saúde. Nesses encontros, que acontecem a cada dois meses, o pessoal tem contato com temas como prevenção, conhece as tecnologias e os serviços, como o Dr. Omint e o Médico em Casa, os programas de promoção de saúde e qualidade de vida em curso dentro da empresa e, claro, a amplitude e a excelência da rede credenciada Omint. “Formar cultura, sempre – é uma característica da Visa”, comenta Vinícius Amorim. “O brasileiro, em geral, não lê o manual quando compra um produto. E o que fazemos é instruir essa leitura, educar para o uso consciente do plano.” Segundo ele, com essas palestras os colaboradores mais novos têm educado os mais antigos e também os que estão chegando. “É um processo natural.”

Os resultados são positivos. Conforme dados do RH da Visa, o índice da livre escolha de médicos em 2014 era de 73%. Em levantamento de julho deste ano, esse número caiu para 47%. Ou seja, agora são 53% de uso da rede credenciada. O trabalho continua, afirma Vinícius Amorim. “É um gerenciamento constante, tem de fazer manutenção sempre, não se pode ficar no modo automatizado, entrar na acomodação – e isso vale para tudo, seja em relação ao uso do plano de saúde ou a qualquer outra esfera na empresa”.