Frente à pandemia da Covid-19, nossas unidades estão atendendo em horários especiais, prezando pela segurança e bem-estar de todos.

COVID-19
Seguros de Vida Omint garantem pagamento de indenizações para eventos cobertos, mesmo os causados pelo novo coronavírus.

Jornal Omint | Saúde e Bem-Estar |

Novembro Azul: orientações e cuidados com a saúde do homem

Campanha mundial oportuniza a conscientização sobre o câncer de próstata e incentiva ida ao médico. Veja orientações.

05/11/2020

O câncer de próstata é o tipo de tumor mais comum em homens acima de 50 anos, afetando 1 em cada 6 indivíduos durante a vida. Essa doença, muitas vezes silenciosa, é o foco da campanha mundial Novembro Azul, criada em 2003 na Austrália, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

 

O objetivo dos governos e da classe médica é chamar a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças que atingem a população masculina, entre elas, o câncer de próstata.

 

De acordo com o Dr. Leonardo Borges, urologista da rede credenciada Omint, essa neoplasia cresce lentamente ao longo dos anos sem causar sintomas nas fases iniciais. Por isso, é tão importante o acompanhamento integral da saúde do homem em todas as etapas da vida.

 

Neste artigo, com informações do médico que é especializado em uro-oncologia, você vai conhecer as principais informações sobre a doença, os fatores de risco, quando fazer o rastreamento, como é feito o diagnóstico e como funcionam os tratamentos.

 

Câncer de próstata: o mais comum entre homens

A próstata é um órgão do sistema reprodutor masculino localizada logo abaixo da bexiga e, em seu interior, encontra-se a uretra, por onde passa a urina durante a micção. Sua função é produzir fluídos seminais que nutrem os espermatozoides.

 

Quando precocemente detectado, ainda restrito à glândula prostática, o câncer de próstata apresenta maior chance de cura. “Por isso, é tão importante a consulta anual com o urologista e a realização de check-ups periódicos, mesmo em pessoas assintomáticas”, alerta o urologista.

 

Em 2020, o INCA estima 65.840 novos casos da doença, sendo que a projeção é de 15.576 mortes. É o segundo câncer mais frequente em homens de todas as idades (em primeiro lugar vem o câncer de pele) e o primeiro mais comum em indivíduos acima de 50 anos.

 

Ainda não há orientações sobre medicamentos e suplementações de vitaminas que assegurem proteção para o surgimento de tumores, pois os resultados de diferentes estudos são conflitantes nesse sentido.

 

“Sabe-se, no entanto, que uma dieta balanceada, exercícios regulares e a cessação do tabagismo diminuem o risco do surgimento de tumores em geral”, enfatiza o urologista.

 

Sinais de alerta: quais são os fatores de risco?

 

novembro azul: sinais de alerta

 

Existem alguns fatores de risco que demandam mais atenção aos homens. A idade é uma importante condição, já que 60% dos tumores são em pacientes acima de 65 anos. Geralmente, quando diagnosticado em homens jovens, o câncer de próstata tem comportamento mais agressivo. Outros fatores de risco são:

 

histórico familiar: o risco é duas vezes maior quando há antecedente de câncer de próstata em familiar de primeiro grau, como pai e irmão;

etnia: em homens negros, o tumor tende a ter maior incidência e evolução mais rápida;

excesso de gordura corporal: está associado a uma pior resposta ao tratamento do câncer de próstata.

 

De acordo com o Dr. Leonardo Borges, sua agressividade é heterogênea, isto é, alguns tipos de tumores podem não necessitar de tratamento específico, precisando apenas de vigilância ativa, enquanto outros devem ser prontamente tratados, devido ao comportamento maligno invasivo.

 

Leia também: Seguro de vida – existe o melhor momento para contratar?

 

O que você precisa saber sobre o rastreamento

 

Para o diagnóstico do câncer de próstata, a recomendação da Sociedade Brasileira de Urologia é realizar o rastreamento. Para isso, o urologista faz o exame de toque retal e solicita o exame da dosagem no sangue do antígeno prostático específico (PSA).

 

“O screening rotineiro permite o diagnóstico do tumor em sua forma inicial, antes mesmo de causar sintomas. O rastreamento deve iniciar aos 50 anos e pacientes em grupos de risco devem começar mais cedo”, aponta o Dr. Leonardo Borges.

 

Portanto, quem tem histórico familiar de câncer de próstata (parentes de 1º. grau) precisa buscar os exames aos 45 anos, assim como afrodescendentes. Aqueles que possuem a mutação nos genes BRCA1/BRCA2 têm de solicitar a orientação de um urologista ao completar 40 anos.

 

Doença de poucos sinais!

 

O urologista alerta que o câncer de próstata normalmente não apresenta sintomas em suas fases precoces. “Por isso, o rastreamento e a conversa com um especialista são as formas mais efetivas para o diagnóstico”, afirma o Dr. Leonardo Borges.

 

O diagnóstico do câncer de próstata

 

Uma vez que o exame físico da próstata ou o PSA tenha um resultado alterado e o urologista tenha suspeitado da presença do tumor, uma biópsia de próstata deverá ser realizada para confirmação diagnóstica.

 

Vale lembrar que o PSA – medidor de atividade metabólica da glândula – é um marcador não específico para câncer de próstata, sendo um medidor de atividade metabólica da glândula. Isso significa que ele pode se elevar em diversas condições, como hiperplasia da próstata, prostatite e o próprio câncer de próstata.

 

Em muitas situações, a ressonância magnética da próstata é útil na avaliação e identificação de área suspeita de tumor, sendo indicada tanto previamente à biópsia, demonstrando a localização do ponto a ser biopsiado (biópsia por fusão), quanto na fase pré-operatória, auxiliando o urologista em sua programação cirúrgica.

 

Os estágios do câncer de próstata

O urologista afirma que pacientes com tumores indolentes podem não necessitar de um tratamento específico de imediato, devendo realizar então um acompanhamento médico periódico (vigilância ativa). Aqueles que sofrem de doença agressiva devem seguir com o tratamento definitivo.

 

O Dr. Leonardo Borges explica que para a estimativa da agressividade do tumor levam-se em conta alguns fatores:

 

  • nota atribuída ao tumor (escore de Gleason), que varia de 6 a 10, sendo tumores com nota 8 ou mais considerados agressivos e de alto risco.
  • quanto maior o PSA maior o risco de um tumor agressivo.
  • característica do tumor na ressonância e no exame físico.

Considerando todos esses parâmetros, deve ser discutida a melhor forma de tratamento para cada paciente em específico. “O tratamento deve ser sempre individualizado, considerando-se a agressividade do tumor e as doenças de base do paciente”, ressalta o médico.

Tratamento para o câncer de próstata

A boa notícia é que 90% dos casos de câncer de próstata em fase inicial têm cura. Veja as diferentes opções de tratamento:

 

Vigilância ativa: seguimento do tumor de forma cuidadosa e regular, com o objetivo de identificar qualquer sinal de progressão ou crescimento tumoral que necessite de tratamento. O benefício nesse caso é a possibilidade de evitar uma abordagem cirúrgica e suas potenciais complicações. Em contrapartida, há riscos calculados de crescimento do tumor e perda da oportunidade de tratamento em sua forma inicial.

 

Prostatectomia radical: é uma opção de tratamento altamente curativa e que pode ser feita de forma minimamente invasiva com auxílio do robô. A prostatectomia radical robótica apresenta o benefício de menor sangramento, menor dor no pós-operatório, cicatrizes menores, menor tempo de internação e recuperação mais rápida.

 

Radioterapia: o conceito de radioterapia é baseado na destruição do tumor por meio da emissão de radiação ionizante direcionada ao local acometido e aos tecidos ao redor. O tratamento envolve de 30 a 40 sessões diárias. Pacientes com dificuldades miccionais devido ao aumento do tamanho prostático, por exemplo, não podem fazer esse tratamento.

 

Terapia sistêmica ou hormonal: recomendada quando o tumor ultrapassou os limites da próstata e acometeu órgãos vizinhos ou a distância (metástases). Pode ser feita com quimioterapia, bloqueio hormonal da testosterona ou imunoterapia.

 

Sobre os efeitos colaterais, o médico destaca que, em mãos experientes e com o uso da técnica robótica, o risco de incontinência ou disfunção erétil é bastante minimizado.

 

Leia também: Setembro Amarelo – sinais e cuidados para ficar alerta à saúde mental

 

Cuide-se mesmo durante a pandemia

Estima-se que 50 mil brasileiros deixaram de fazer o diagnóstico de câncer no período de pandemia do novo coronavírus e outros milhares, já com tumores confirmados, tiveram seus tratamentos adiados. Por isso, mesmo nessa fase de pandemia e de limitação de deslocamentos, o acompanhamento médico não deve ser interrompido.

 

“A visita ao urologista motivada pelo Novembro Azul deve ser encarada como uma oportunidade de promoção à saúde. Na consulta, o médico é capaz de realizar um inventário de todo o estado de saúde do paciente, identificando e informando quais hábitos não saudáveis devem ser revistos. Minha orientação é que procurem o urologista para a avaliação rotineira, a fim de obter informações sobre o rastreamento e as possíveis vantagens do diagnóstico precoce. Assim, poderão tomar decisões compartilhadas com o médico e individualizadas para o seu estado de saúde. Vale lembrar que um diagnóstico tardio do câncer de próstata piora as chances de cura e os resultados funcionais do tratamento”, finaliza o Dr. Leonardo Borges.

 

Em vídeo: Novembro Azul – profissão urologista