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Odontologia do Sono

Atualmente diversas patologias ou distúrbios relacionados ao sono tem sido reconhecidos.

06/02/2018

Atualmente diversas patologias ou distúrbios relacionados ao sono tem sido reconhecidos. A Medicina do Sono vem despertando um grande interesse de profissionais de muitas áreas da saúde como pneumologistas, otorrinolaringologistas, neurologistas, psiquiatras, enfermeiros, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e cirurgiões-dentistas.

 

A Odontologia vem se destacando dentro das equipes multidisciplinares, especialmente no que diz respeito ao tratamento dos Distúrbios Respiratórios do Sono e do Bruxismo do Sono.

 

Os Distúrbios Respiratórios do Sono incluem a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) e a Síndrome da Resistência da Via Aérea Superior (SRVAS) e são caracterizadas por um estreitamento e/ou fechamento da via aérea superior. Um bom diagnóstico se faz necessário e para isso um exame realizado no laboratório do sono, chamado de polissonografia (PSG), é de fundamental importância, tanto no início quanto no final do tratamento. Os sinais e sintomas mais comuns são o ronco, a sonolência excessiva diurna e a presença de pausas respiratórias durante o sono. Prejuízo das funções cognitivas, tais como concentração, atenção, memória e ainda alterações de humor, como irritabilidade, depressão e ansiedade, podem ser encontradas. Além disso, este sono fragmentado, devido a presença de despertares recorrentes, aumenta o risco de diabetes e doenças cardiovasculares.

 

A SAOS é muito frequente, sendo sua prevalência estimada em 32% da população adulta. Encontramos como modalidade de tratamento clínico os aparelhos intra-orais (AIOs) (Figura 1), também chamados de aparelhos de avanço mandibular, e os aparelhos de pressão positiva (CPAP) (Figura 2). Os dispositivos intra-orais são retidos pelos dentes, usados durante o sono e tem como objetivo levar mecanicamente a mandíbula e a língua para frente, visando aumentar o volume da via aérea superior. Os AIOs constituem uma ótima alternativa de tratamento clínico, não invasivo, promove resultados favoráveis num curto período de tempo. Por serem simples, portáteis e não necessitarem de energia elétrica, frequentemente são facilmente aceitáveis por parte dos pacientes.

 

 

Quanto ao Bruxismo do Sono sua prevalência é de 7,5% da população adulta e é definido como uma atividade rítmica dos músculos da mastigação caracterizada pelo ranger ou apertar dos dentes. Sua etiologia é multifatorial e está associada a fatores relacionados ao sistema nervoso central.

 

Além do diagnóstico do Bruxismo do Sono ser realizado pelo exame de polissonografia, o diagnóstico clínico pode ser iniciado pela tomada de história e pela avaliação clínica através da abordagem dos sinais e sintomas mais comuns e sua frequência, como: ruídos dentais característicos do ranger, queixas frequentes do parceiro ou familiar, desgaste dental, relato de sensibilidade ou desconforto nos dentes pela manhã, desconforto e/ou rigidez na musculatura mastigatória ao acordar. O tratamento do Bruxismo do Sono pode ser dividido em três grandes grupos: comportamental, aparelhos intra-orais (placas de mordida em acrílico) e medicamentoso.

 

Elaborador por: Dr. Milton Maluly Filho – Supervisor Técnico Clínica Odontológica Omint Unidade Berrini – CRO: 38955