Setembro Amarelo e Saúde Mental: a importância de ações de conscientização para a manutenção da vida

Conheça a origem da campanha e saiba como reconhecer sinais de alerta para buscar auxílio ou ajudar quem estiver precisando

Publicado por Marketing Omint

1 de setembro de 2026

O Setembro Amarelo é a maior campanha de prevenção ao suicídio do país, ocorrida anualmente e que tem como foco a valorização da vida e importância do cuidado com a saúde mental. A campanha teve origem nos Estados Unidos e chegou ao Brasil em 2015, criada em conjunto pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

O objetivo da campanha é quebrar o silêncio, mostrando que pedir ajuda é um ato de coragem e que falar sobre o assunto, com responsabilidade, pode sim salvar vidas. 

Neste conteúdo você vai conhecer a história do Setembro Amarelo, saber como identificar sinais de alerta, como ajudar alguém com depressão e também como cuidar da saúde mental no trabalho.

Veja mais sobre saúde mental e entenda a importância de cuidar dela no dia a dia.

O que é o Setembro Amarelo?

O Setembro Amarelo é uma campanha nacional de conscientização sobre prevenção do suicídio e valorização da vida, realizada anualmente em todo o mês de setembro. Durante esse período, prédios públicos e monumentos são iluminados de amarelo, e instituições promovem palestras, rodas de conversa e ações educativas sobre saúde mental. Em 2026, o lema global segue o que foi estabelecido para o triênio 2024-2026, que é Mudar a Narrativa. A campanha trienal foi promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O Setembro Amarelo se apoia em três pilares:

  • Informar: explicar que o comportamento suicida está, na maioria dos casos, associado a transtornos mentais tratáveis, como depressão, transtorno bipolar, ansiedade e dependência química;
  • Prevenir: ensinar a reconhecer sinais de alerta e oferecer canais de ajuda;
  • Desestigmatizar: mostrar que buscar apoio psicológico ou psiquiátrico é tão natural quanto tratar qualquer outra condição de saúde.

Qual é a verdadeira história do Setembro Amarelo?

A história do Setembro Amarelo começa fora do Brasil. Em 1994, nos Estados Unidos, o adolescente Mike Emme, de 17 anos, morreu por suicídio. Ele era conhecido pelo carro que restaurou com as próprias mãos: um Mustang amarelo. No velório, os pais de Mike distribuíram cartões com fitas amarelas e a mensagem de que sempre havia alguém disposto a ouvir e ajudar. A iniciativa deu origem ao movimento internacional conhecido como Yellow Ribbon (Fita Amarela).

Por que escolheram a cor amarela para o Setembro Amarelo? 

A cor amarela foi escolhida em referência direta ao Mustang amarelo de Mike Emme e às fitas amarelas distribuídas em sua memória. Além dessa origem simbólica, o amarelo remete a luz, calor, esperança e atenção, significados alinhados à mensagem central da campanha: mesmo nos momentos mais escuros, existe uma saída, e ela passa por acolhimento e tratamento.

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Como surgiu o Setembro Amarelo no Brasil?

No Brasil, a campanha foi oficializada em 2015, quando o Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) uniram o simbolismo da fita amarela à data mundial e criaram um mês inteiro dedicado ao tema. Desde então, a campanha Setembro Amarelo se tornou recorrente em diversos municípios e estados, tendo sido oficializada em 2025 pela Lei nº 15.199, que instituiu no país o dia 10 de setembro como Dia Nacional de Prevenção do Suicídio e o dia 17 de setembro como Dia Nacional de Prevenção da Automutilação.

Qual a importância do Setembro Amarelo?

A importância do Setembro Amarelo está na conscientização sobre a prevenção do suicídio, na quebra de tabus sociais e no incentivo pela busca por ajuda médica e psicológica nessas situações, ressaltando sempre a saúde mental

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano no mundo, e esta é uma das principais causas de morte entre jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, segundo a cartilha “Falando abertamente sobre suicídio”, desenvolvida pelo CVV, a média é de 7,5 mortes por 100 mil habitantes, número que fica abaixo da média mundial, estimada entre 13 e 14 mortes por 100 mil pessoas.

O ponto central que a campanha visa destacar é que a maioria dessas mortes são evitáveis. De acordo com a Profa. Dra. Denise Pará Diniz, psicóloga credenciada Omint e especialista em saúde mental e qualidade de vida, o foco para evitar suicídios é combater a depressão e a desesperança nas pessoas. Veja o depoimento no vídeo abaixo:

Quando a saúde mental pede socorro?

Confira a seguir alguns sinais de alerta que devem ser considerados no que diz respeito à qualidade da saúde mental: 

  • Isolamento social e afastamento de atividades que antes davam prazer;
  • Alterações importantes no sono e no apetite;
  • Tristeza profunda, irritabilidade ou apatia por mais de duas semanas;
  • Frases de desesperança, como “nada faz sentido” ou “eu sou um peso”;
  • Descuido com a aparência e com a saúde;
  • Aumento do consumo de álcool ou outras substâncias;
  • Despedidas incomuns, doação de objetos pessoais ou “organização de pendências”

É importante ressaltar que nem todo sinal indica risco, mas mudanças persistentes de comportamento não devem ser ignoradas e merecem atenção e conversa.

Faça a autoavaliação de depressão e veja como está a sua saúde.

Como ajudar pessoas com depressão

Ajudar alguém com depressão exige paciência, escuta ativa e empatia. Veja como agir com alguém nessa condição:

  • Escute mais do que fale: escuta ativa, sem interromper, dar sermões ou minimizar, é uma intervenção poderosa nessa situação;
  • Esteja presente: demonstre que você se importa e que ficará por perto, mesmo se a pessoa se isolar;
  • Valide o sentimento: diga “isso deve ser muito difícil” ao invés de “você não tem motivo para estar assim”;
  • Ofereça apoio prático: ajude a marcar uma consulta, acompanhe até a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), mantenha contato regular, etc;
  • Não guarde o segredo: Em situação de risco, envolva a família e serviços de emergência;

A psicóloga Suzana Del Monte, credenciada Omint, trouxe três conselhos sobre como lidar com pessoas com depressão, confira no vídeo a seguir:

O que evitar ao apoiar alguém com depressão

Evite frases como “é só força de vontade”, “tem gente em situação pior” ou “isso é frescura”. Também evite comparações, conselhos apressados e cobranças por resultados rápidos. A depressão não é fraqueza de caráter, é uma condição de saúde que exige tratamento.

Como cuidar da saúde mental no trabalho

Para manter uma boa relação entre saúde mental e trabalho, estabeleça limites de disponibilidade, desconecte-se fora do horário, mantenha uma rotina de sono, movimento e alimentação, e procure ajuda profissional ao perceber esgotamento persistente (burnout).

Atualmente o ambiente profissional é um dos principais campos de atuação do Setembro Amarelo e de atenção à saúde mental, principalmente porque a legislação brasileira passou a exigir a gestão de riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais (NR-1). Confira alguns pontos importantes:

  • Metas realistas e cargas de trabalho equilibradas, com respeito a jornadas e pausas;
  • Cultura de segurança psicológica, em que errar e pedir ajuda não geram punição;
  • Lideranças treinadas para identificar sinais de sofrimento e acolher sem invadir;
  • Canais de escuta e apoio psicológico, como programas de assistência ao empregado;
  • Combate ao assédio moral e sexual, com canais de denúncia confiáveis;
  • Ações contínuas, e não apenas palestras pontuais durante o setembro amarelo.

Saiba mais sobre a Norma Regulamentadora 1 e suas aplicações.

CVV e Setembro Amarelo: onde buscar ajuda

O Centro de Valorização da Vida (CVV) é uma associação sem fins lucrativos fundada em 1962 que oferece apoio emocional e prevenção do suicídio de forma gratuita, sigilosa e 24 horas por dia. Veja as formas de contato:

  • Telefone: 188 (ligação gratuita todos os dias e 24 horas)
  • Site oficial: cvv.org.br

A Omint também conta com psicólogos e psiquiatras em sua rede credenciada, profissionais que podem oferecer ajuda especializada em relação à saúde mental e prevenção de suicídio. 

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Perguntas frequentes sobre Setembro Amarelo e Saúde Mental

O que escrever sobre Setembro Amarelo?

Mensagens de acolhimento, informações sobre sinais de alerta, importância da saúde mental e canais de ajuda como o CVV 188.

Como surgiu o Setembro Amarelo?

A campanha surgiu da união entre o movimento internacional da fita amarela (1994, EUA) e o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (2003), oficializada no Brasil em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida, Conselho Federal de Medicina e Associação Brasileira de Psiquiatria.

Qual a relação entre Setembro Amarelo e saúde mental? 

A relação está em alertar que a maioria dos casos de suicídio decorre de transtornos mentais não tratados, como depressão e ansiedade, usando o diálogo aberto para superar tabus e incentivar a busca por ajuda profissional.

Falar sobre suicídio estimula o comportamento?

Não, falar sobre suicídio de forma aberta, acolhedora e responsável é uma estratégia de prevenção e não estimula nem induz o comportamento.

Qual é a mensagem de motivação do Setembro Amarelo? 

A mensagem central do Setembro Amarelo é que a vida é sempre a melhor escolha. A campanha visa promover a empatia, o diálogo aberto sobre a saúde mental e a importância de ouvir e apoiar quem está em sofrimento.

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