Gerações no mercado de trabalho: desafios e oportunidades

A diversidade geracional no ambiente de trabalho

A gestão de pessoas é repleta de demandas recorrentes, e agora um novo desafio tem surgido para os profissionais de recursos humanos e empresas: a presença de múltiplas gerações no mercado de trabalho.

Essa diversidade no ambiente de trabalho traz um conflito de gerações que pode ser difícil de lidar. Mas também oferece oportunidades de impulsionar inovações, ampliar a divergência de pensamento e desenvolver experiências e habilidades dos colaboradores.

Nesse artigo, vamos falar sobre as diferentes gerações no mercado de trabalho atual, suas características, desafios e como explorá-las para desenvolver a cultura organizacional. Aproveite e boa leitura!

Panorama das gerações atuais no mercado de trabalho

As diferenças entre gerações são muitas! Dos baby boomers à geração Z, as características, os valores e as expectativas de cada uma delas em relação ao ambiente corporativo são as mais variadas entre si.

O entendimento dessas divergências e como elas se manifestam no local de trabalho é primordial para aproveitar essa diversidade etária em um ativo estratégico. Vamos conhecer um pouco das características das gerações.

Baby Boomers

Os baby boomers são as pessoas nascidas entre 1946 e 1964 e têm como principais características sua forte ética de trabalho e lealdade às organizações.

Essa geração de trabalhadores também é tida como uma das que possui maior comprometimento com o trabalho e a hierarquia das empresas. Muitas vezes ocupa cargos e posições de liderança e gestão.

Suas principais expectativas em relação ao mundo corporativo são segurança no emprego, reconhecimento por tempo de serviço e foco em benefícios e estabilidade.

Geração X

A geração X é composta pelos nascidos entre 1965 e 1980. Em geral, são vistos como um grupo que faz ponte entre os boomers e os millenials, combinando elementos de ambas as gerações em uma só.

São experientes e pragmáticos como a geração anterior, mas, por terem nascido em uma época de transição, onde houve o surgimento dos computadores pessoais e a globalização, eles também são flexíveis e se adaptam facilmente a novas tecnologias e tendências, bem com o grupo que os sucede.

É justamente a flexibilidade e a adaptabilidade que fazem da geração X presença tão importante dentro das empresas, pois ela é facilitadora de um diálogo intergeracional e ajuda a promover a integração.

Millennials (Geração Y)

Os Millennials, ou geração Y, são aqueles nascidos entre 1981 e 1996, sendo a primeira geração a crescer com a internet e a globalização em pleno desenvolvimento, vivenciando diretamente os principais avanços tecnológicos.

Com isso, tornaram-se aptos para lidar com a tecnologia, tendo maior facilidade de se adaptar a novas ferramentas digitais e transformações nas práticas de trabalho, como o home office.

Buscam por propósito no trabalho e ambientes colaborativos, onde possam não apenas se desenvolver e ter estabilidade, mas também gerar impacto positivo na sociedade que esteja alinhado com seus valores pessoais.

Geração Z

Por fim, a geração Z, a mais nova no mercado de trabalho, constituída por quem entre 1997 e 2012, é a primeira crescida em um mundo completamente digital, onde a tecnologia é uma extensão do cotidiano e não uma novidade.

Por conta da sua sagacidade tecnológica, a geração Z é naturalmente multitarefas e altamente capacitada para se adaptar a adoção de novas ferramentas e metodologias.

Entre seus valores e expectativas ocupacionais, estão cultura corporativa inclusiva, autenticidade, desenvolvimento pessoal, propósito claro e empresas que atuem de forma ética e responsável.

Dessa forma, é possível ver como o conflito de gerações no mercado de trabalho​ pode se tornar um desafio para as empresas e seus gestores, já que anseios, necessidades e personalidades de cada geração são bastante distintos.

Por isso, é tão importante saber como gerenciar equipes multigeracionais.

Dicas para gerenciar equipes multigeracionais

Comunicação adaptada a cada geração

Em equipes multigeracionais, adaptar a comunicação é essencial para manter o engajamento e a compreensão mútua. Baby Boomers e geração X, por exemplo, costumam preferir reuniões presenciais e e-mails detalhados, enquanto Millennials e geração Z tendem a valorizar mensagens diretas e informais, muitas vezes por canais digitais rápidos.

Ajustar a forma de se comunicar com cada geração facilita o alinhamento e reduz mal-entendidos, tornando a equipe mais integrada e produtiva.

Estratégias de feedback e reconhecimento

As diferentes gerações no mercado de trabalho têm preferências distintas para feedback e reconhecimento. Então, adaptar essas práticas é fundamental.

Millennials e Geração Z, por exemplo, buscam aprovação frequente e valorizam a recompensa por pequenas conquistas, o que ajuda a motivá-los.

Por outro lado, Baby Boomers e a Geração X preferem devolutivas estruturadas, talvez em avaliações formais de desempenho. Entender essas preferências contribui para um ambiente onde todos se sentem valorizados e estimulados a crescer.

Promover a colaboração intergeracional

A colaboração entre gerações traz o melhor das diversas habilidades e perspectivas da equipe. Ao promover projetos intergeracionais, gestores incentivam o aprendizado mútuo.

Enquanto os mais jovens compartilham sua fluência em tecnologia e inovação, as mais experientes oferecem insights baseados em anos de experiência.

Essas iniciativas ajudam a fortalecer a sinergia do time e aprimoram a solução de problemas, criando um ambiente onde todos se beneficiam da diversidade de ideias.

Minimizar conflitos

Como já vimos, diferentes gerações podem ter valores e expectativas conflitantes, mas é possível minimizar essas divergências com uma abordagem proativa.

Disponibilizar treinamentos sobre diversidade geracional e criar espaços para diálogo aberto e construtivo ajuda a equipe a entender melhor as diferenças. Encorajar empatia e respeito pelas diversas abordagens de trabalho reduz tensões e contribui para um ambiente mais harmonioso, onde cada membro entende e valoriza as perspectivas dos outros.

Capacitação e treinamento para uma cultura multigeracional

Investir em treinamentos focados em integração e desenvolvimento intergeracional favorece a criação de uma cultura inclusiva.

Oferecer mentorias reversas, onde colaboradores mais jovens ensinam tecnologias digitais aos mais velhos, e mentorias tradicionais, onde os mais experientes compartilham suas habilidades, gera troca de conhecimentos valiosa.

Essa capacitação promove a cultura de crescimento contínuo e valorização das habilidades de cada geração, criando um time mais preparada para desafios futuros.

Diversidade geracional como uma vantagem competitiva

As gerações diferentes e sua diversidade podem ser transformadas em vantagem competitiva, pois benefícios significativos para a cultura e resultados da empresa.

Afinal, cada geração traz habilidades, conhecimentos e perspectivas únicas que, quando bem integrados, proporcionam inovação, adaptabilidade e clima mais colaborativo.

A troca de ideias e também de experiências contribui para um ambiente inclusivo, onde cada colaborador se sente valorizado e engajado, o que pode ser fator determinante na redução da rotatividade e melhora da retenção de talentos.

Além disso, equipes multigeracionais atendem melhor a diferentes segmentos de clientes, ampliando a capacidade de resposta e inovação da empresa no longo prazo.

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Saúde da mulher: dicas para um cuidado integral

O Outubro Rosa nos lembra da relevância de cuidar da saúde feminina, especialmente no que diz respeito à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama.

Nesta entrevista, conversamos com duas médicas credenciadas pela Omint: a mastologista Mila Miranda e a ginecologista Juliana Zampieri, que esclareceram as principais dúvidas sobre a saúde da mulher.

Desde a importância das consultas regulares até a escolha dos exames e tratamentos mais adequados, as respostas das especialistas oferecem orientações fundamentais para que você, mulher, cuide melhor do seu corpo e adote hábitos saudáveis que contribuem para a prevenção de doenças graves.

Boa leitura e cuide-se!

Confira 8 perguntas para a Dra. Juliana Zampieri, ginecologista da clínica Célula Mater e credenciada Omint.

#1. Qual é a importância de diagnosticar o câncer de mama precocemente?

O diagnóstico precoce do câncer de mama é crucial, pois, quanto mais cedo a doença for detectada, maiores são as chances de cura e menos agressivo será o tratamento.

#2. Qual periodicidade é a mais indicada para frequentar o ginecologista?

Recomenda-se que toda mulher visite o ginecologista pelo menos uma vez por ano, mesmo que não apresente sintomas.

#3. Quais exames devem ser feitos anualmente para prevenir o câncer de colo do útero?

Para a prevenção do câncer de colo do útero, o exame de citologia líquida (Papanicolau) é recomendado, idealmente combinado com a avaliação do DNA do HPV.

#4. Qual é a diferença entre tomossíntese e mamografia?

A mamografia convencional gera imagens em duas dimensões (2D), enquanto a tomossíntese cria imagens em 3D, em camadas, permitindo a visualização mais detalhada do tecido mamário e facilitando a detecção de lesões.

#5. Existe alguma recomendação especial para mulheres com histórico familiar de câncer de mama?

Sim. Mulheres com histórico familiar de câncer de mama têm recomendações especiais. Uma avaliação detalhada é necessária. Além disso, o rastreamento é iniciado mais cedo, com exames mais frequentes, e pode-se considerar medidas preventivas como cirurgia redutora de risco ou o uso de medicações preventivas.

#6. Como as mudanças hormonais na menopausa podem afetar a qualidade de vida, e quais tratamentos estão disponíveis?

A menopausa pode causar sintomas físicos e emocionais como ondas de calor, alterações de humor, insônia, diminuição da libido e secura vaginal, além de aumentar o risco cardiovascular e de osteoporose.

Os tratamentos incluem terapia hormonal (oral ou transdérmica) e opções não hormonais, como antidepressivos e fitoterápicos. Localmente, o uso de laser vaginal, estrogênio vaginal, lubrificantes e hidratantes íntimos também podem ajudar.

#7. Como o estresse e a saúde mental podem impactar a saúde reprodutiva e hormonal das mulheres?

O estresse pode impactar negativamente a saúde hormonal das mulheres, afetando a produção de hormônios reprodutivos e, em alguns casos, inibindo essa produção.

#8. Como a atividade física e a alimentação podem influenciar na prevenção do câncer de mama e de colo do útero?

A prática regular de exercícios e a alimentação saudável ajudam a reduzir o risco de câncer de mama e de colo do útero, além de promoverem o bem-estar geral. A atividade física regula os níveis hormonais, reduz a inflamação no organismo e diminui a gordura corporal, fatores que podem reduzir o risco de desenvolver esses tipos de câncer.

Confira 8 perguntas para a Dra. Mila Miranda, mastologista credenciada Omint.

#1. Com qual idade a mulher deve procurar uma mastologista? Em que momento da vida o risco de câncer de mama deve ser avaliado?

Na ausência de sintomas, recomenda-se que as mulheres façam a primeira consulta com o mastologista por volta dos 25 anos, para avaliar o risco de câncer de mama com base na história pessoal e antecedentes familiares. A partir dos 40 anos, o ideal é realizar consultas anuais e a mamografia uma vez por ano.

#2. O que pode significar dor nas mamas? Quando devo procurar ajuda médica?

A dor nas mamas é uma queixa comum nos consultórios de mastologia e pode ter diversas causas. Aqui estão algumas:

  • alterações hormonais: as dores podem ser causadas por variações hormonais decorrentes do ciclo menstrual;
  • efeitos colaterais de medicamentos: pílulas anticoncepcionais e tratamentos de infertilidade podem desencadear dores mamárias;
  • gravidez e lactação: as mudanças fisiológicas nesses períodos podem causar dores nas mamas;
  • mastite: inflamação dos ductos mamários, tratada geralmente com antibióticos;
  • cistos mamários: pequenas bolsas de líquido que podem causar dor e sensibilidade. Avaliação médica é recomendada para descartar nódulos malignos.

#3. Quais exames devem ser feitos anualmente para prevenir o câncer de mama?

A mamografia anual, a partir dos 40 anos, é o principal exame para diagnóstico precoce.

#4. Como as mudanças hormonais na menopausa podem afetar a qualidade de vida, e quais tratamentos estão disponíveis?

A queda de estrogênio na menopausa pode causar uma série de sintomas, como:

  • alteração no ciclo menstrual;
  • ondas de calor (fogachos);
  • ansiedade e depressão;
  • alterações cognitivas leves;
  • irritabilidade;
  • alteração do sono;
  • redução do metabolismo basal;
  • perda de massa óssea;
  • diminuição da libido.

Antes de iniciar um tratamento farmacológico, recomenda-se mudanças no estilo de vida, como exercícios físicos regulares, dieta balanceada, manutenção do peso e cuidado com a saúde mental. Terapias hormonais podem ser usadas, mas devem ser avaliadas com o mastologista.

#5. No caso da menopausa, como funciona o acompanhamento com a mastologista?

O acompanhamento continua com consultas anuais, exames físicos e mamografias. O mastologista pode auxiliar na decisão sobre o uso de terapia hormonal e orientar sobre os riscos envolvidos.

Está gostando do conteúdo? Aproveite para assistir ao vídeo sobre os melhores hábitos para a saúde feminina, com a Dra. Mila Miranda.

#6. O que o peso tem a ver com câncer de mama?

A obesidade está associada a um aumento significativo no risco de câncer de mama, especialmente após a menopausa. Mulheres obesas têm até 30% mais chances de recorrência da doença e maior probabilidade de desenvolver tumores mais agressivos.

#7. Ultrassom de mama pode detectar o câncer precocemente?

A mamografia é o principal exame para a detecção precoce do câncer de mama, sendo capaz de identificar calcificações pequenas que o ultrassom não consegue. No entanto, o ultrassom pode ser útil em mulheres com mamas densas, complementando a mamografia.

#8. Ao longo da vida, quais cuidados as mulheres devem ter para diminuir o risco de câncer de mama?

Além de realizar a mamografia anual, adotar hábitos saudáveis é crucial para reduzir o risco de câncer de mama:

  • não fumar;
  • evitar o consumo regular de álcool;
  • manter uma dieta balanceada;
  • praticar exercícios físicos regulares (150 minutos por semana) ;
  • manter o controle das emoções e cuidar da saúde mental;
  • não usar hormônios sem orientação médica.

Para ler aqui no blog: De que maneira os exercícios físicos contribuem para a saúde mental?

Conclusão

Cuidar da saúde é um ato de amor próprio e responsabilidade. Como vimos nas respostas da Dra. Mila Miranda e da Dra. Juliana Zampieri, adotar uma rotina de cuidados regulares, realizar exames preventivos e estar atenta às mudanças no corpo são passos essenciais para a prevenção de doenças como o câncer de mama e o de colo do útero.

Cada fase da vida traz desafios, mas, com o acompanhamento adequado e a adoção de hábitos saudáveis, é possível enfrentar esses momentos com mais segurança e tranquilidade. Lembre-se: a prevenção ainda é a melhor forma de proteção. Valorize-se, cuide-se e inspire outras mulheres a fazer o mesmo.

De que maneira os exercícios físicos contribuem para a saúde mental?

Não é novidade que a prática regular de atividades físicas traz muitas vantagens para a saúde. Esse hábito aumenta a força física, melhora nossa disposição, sono e saúde cardiovascular, além de combater o sedentarismo e ajudar a prevenir e tratar outras doenças.

E a saúde mental? O que muitos talvez não saibam é que exercício físico e saúde mental tem uma relação importantíssima na redução do risco de depressão e perdas cognitivas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) recomendam, por exemplo, que adultos façam de 150 a 300 minutos de atividades físicas moderadas por semana, ou de 75 a 150 minutos de exercícios físicos intensos semanais, quando não houver contraindicação.

Sendo assim, hoje vamos falar sobre 10 benefícios psicológicos da atividade física. Aproveite a leitura!

Quais os benefícios dos exercícios físicos para a saúde mental?

Estudos como os de Zhang et al. (2023) indicam que exercícios físicos não só melhoram a cognição, mas também reduzem os riscos de doenças psiquiátricas, como depressão e ansiedade, e diminuem as chances de desenvolvimento de enfermidades neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Além disso, a pesquisa de Smith et al. (2023) revela que pessoas que praticam atividades físicas apresentam desempenhos superiores em diversas funções cognitivas quando comparadas a indivíduos sedentários.

Esses artigos reforçam a importância da atividade física para a saúde física e mental. Mas quais outras benfeitorias essas práticas oferecem?

1. Sensação de bem-estar

Os exercícios liberam endorfina e outros neurotransmissores que nos deixam mais felizes e com menos sensação de preguiça. Os principais neurotransmissores são:

  • endorfina: hormônio do bem-estar e relaxamento;
  • dopamina: neurotransmissor ligado à comunicação das células nervosas, ao prazer e à coordenação motora;
  • serotonina: hormônio da felicidade, que melhora humor e memória.

2. Melhoria do sono

Os exercícios físicos e a saúde mental também estão diretamente ligados à qualidade do nosso sono. Dentre as principais orientações para uma boa higiene do sono está a prática de atividades físicas pela manhã.

A atividade física ajuda na regulação do ciclo circadiano, contribuindo para um sono relaxante e de qualidade.

No entanto, é indicado que o exercício físico seja feito durante o dia ou pela manhã, pois existem casos em que a atividade durante a noite induz à insônia.

3. Injeção de ânimo

Como citado, a endorfina é um dos hormônios liberados durante a prática de atividades físicas. Isso é importante, pois ela ajuda no aumento da capacidade produtiva e intelectual, além de trazer mais ânimo na rotina. Os treinos matinais colaboram ainda mais nesse efeito.

4. Autoconfiança e autoestima em dia

Também atrelada à liberação dos neurotransmissores, como dopamina e serotonina, a atividade física expande a sensação de bem-estar e injeta mais energia no nosso organismo, o que melhora nosso humor, a produtividade e o desempenho.

Consequentemente, essas sensações impactam na forma como enxergamos a nós mesmos e as nossas capacidades, aumentando nossa autoconfiança e autoestima.

5. Antidepressivo natural

Outro benefício de praticar atividades físicas está relacionado à regulação da produção de neurotransmissores em nosso organismo.

6. Reduz a ansiedade

Por meio dos exercícios, nosso corpo é estimulado a produzir mais cortisol, conhecido como o hormônio do estresse.

Embora o cortisol seja liberado em resposta a situações estressantes, sua produção coordenada durante o exercício ajuda a regular a resposta do corpo ao estresse, promovendo o equilíbrio emocional e contribuindo para o controle do humor.

Dessa forma, o exercício colabora para o aumento no ânimo e na energia, além de diminuir as chances de ficarmos ansiosos durante o dia.

7. Concentração

O exercício físico também ajuda a saúde mental, melhorando aspectos de atenção, concentração e foco, já que estimula a atividade do lobo frontal, região do cérebro associada a funções cognitivas superiores, como tomar decisões, motivação, resolução de problemas, planejamento e atenção.

8. Mais disciplina

A atividade física, como vimos, ativa o lobo frontal, que desempenha papel crucial no controle de impulsos, nas funções inibitórias e nos comportamentos. Esse estímulo pode, portanto, contribuir para maior disciplina, facilitando, por exemplo, a manutenção de um regime alimentar.

9. Melhora da capacidade de aprendizado

Com nosso foco, disciplina, energia e confiança elevados pelo estímulo da produção dos neurotransmissores, somos capazes de melhorar as funções ligadas à memória e aprendizagem.

10. Maior velocidade do processamento cognitivo

Por fim, a relação de exercícios físicos e saúde mental, somando todos os componentes anteriores, permite a melhora da circulação sanguínea no cérebro, alterando assim a síntese e a degradação dos neurotransmissores.

Esse efeito direto da atividade física na melhoria da velocidade do processamento cognitivo aumenta a capacidade de rapidez de respostas e protege o cérebro ao longo dos anos.

Confira como incluir o hábito das atividades físicas na sua rotina:

Outras recomendações da OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) realizaram um estudo e também elaboraram um guia de benefícios e recomendações sobre a prática de atividade física. Confira as principais!

1. A atividade física é boa para o coração, o corpo e a mente.

Exercícios físicos feitos de forma regular podem prevenir e ajudar a controlar doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e câncer. E a atividade física tTambém podem reduzir os sintomas de depressão e ansiedade, e melhorar o pensamento, a aprendizagem e o bem-estar geral.

2. Qualquer quantidade de atividade física é melhor do que nenhuma.

É recomendado realizar entre 150 e 300 minutos de atividade física de intensidade moderada por semana para todos os adultos, e uma média de 60 minutos de atividade física aeróbica moderada por dia para crianças e adolescentes.

3. Toda atividade física conta.

Não é só a academia que conta. A OMS considera que qualquer atividade física é válida, podendo ser realizada como parte do trabalho, esporte e lazer ou transporte (caminhando, patinando e pedalando), bem como tarefas diárias e domésticas.

4. O fortalecimento muscular beneficia a todos.

Idosos (com 65 anos ou mais) devem adicionar atividades físicas que enfatizem o equilíbrio e a coordenação, bem como o fortalecimento muscular, para ajudaruxiliar a prevenir quedas e melhorar a saúde.

5. Comportamento sedentário excessivo pode ser prejudicial à saúde.

O sedentarismo pode aumentar o risco de doenças cardíacas, câncer e diabetes tipo 2. É importante limitar o tempo sedentário e, incluir atividades físicas na rotinao dia a dia.

6. Todos podem se beneficiar com o aumento da atividade física.

A inclusão de uma rotina de exercícios ou atividades físicas, aliada aà redução do comportamento sedentário, beneficia a saúde física e mental de todos., Iincluindo mulheres grávidas, no pós-parto e pessoas que vivem com doenças crônicas ou deficiências.

Quais os riscos de uma vida sedentária?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já considera que estamos vivendo em uma epidemia de sedentarismo, conforme estudo.

Quando se fala emcomenta sobre os riscos do sedentarismo para a saúde, fala-se muito de hipertensão, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares.

Mas hábitos sedentários teêm grande impacto na saúde mental. Um indivíduo sedentário costuma apresentar problemas de autoestima, de autoimagem, depressão, aumento de ansiedade, de estresse, além de um maior risco para desenvolver os males de Alzheimer e de Parkinson.

Isso mostra quão importante é a relação entre atividade física e saúde mental.

Então, como começar a se exercitar?

Em casos em que a pessoa é sedentária, a orientação médica é incluir a atividade física de forma gradual.

Pode iniciar, por exemplo, com apenas 10 minutos por dia e ir gradualmente aumentando até chegar a 30 minutos. E, ainda assim, esses 30 minutos totais podem ser distribuídos ao longo do dia, em períodos menores. Neste vídeo com a Dra. Natascha Trigo confira informações sobre treinar em jejum, seus riscos e benefícios.

Além de treinos estruturados, começar a se exercitar também passa por quebrar longos períodos sentado e inserir pequenos movimentos no dia a dia. Neste vídeo, o Dr. Nemi Sabeh Junior, ortopedista e médico credenciado Omint, mostra como criar hábitos simples para reduzir o sedentarismo laboral.

Por fim, o mais importante é manter a constância, já que, como vimos, qualquer atividade é melhor do que nenhuma. Portanto, exercitar-se um pouco todos os dias é muito mais benéfico do que não fazer nada.

Compartilhe esse conteúdo com alguém que precisa conhecer os benefícios de praticar atividade física para a saúde mental e física. Até a próxima!