Descubra os benefícios do contato com a natureza para a saúde física e mental

Em meio à correria do dia a dia, reservar um momento para se conectar com a natureza pode ser uma das melhores decisões para a sua saúde.

Além de proporcionar uma pausa essencial na rotina, atividades ao ar livre, como fazer trilhas, oferecem vantagens comprovadas para o corpo e a mente.

Iniciativas que promovem esse tipo de interação com o meio ambiente podem ser poderosos aliados na redução do estresse, no aumento da produtividade e na melhoria da qualidade de vida.

Por isso, neste Janeiro Branco, mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental, é essencial que empresas e pessoas reflitam sobre a importância de cultivar o bem-estar emocional.

Continue lendo para entender como integrar a natureza ao estilo de vida pode transformar positivamente a saúde física e mental de indivíduos e colaboradores.

As vantagens da proximidade com o meio ambiente

Atividades como trilhas são ótimas para o corpo. Caminhar por terrenos irregulares não só melhora o condicionamento físico, mas também fortalece a musculatura das pernas e do core. Além disso, é uma forma de exercício aeróbico de baixo impacto, que protege as articulações e estimula a circulação.

Pesquisas científicas comprovam que caminhar regularmente ao ar livre traz diversos benefícios, como:

  1. aumenta a resistência cardiovascular: ao andar em um ritmo constante, você melhora a saúde do coração, minimizando riscos de doenças. Estudo publicado na Environmental Science and Technology reforça que atividades ao ar livre, como caminhadas, contribuem para a melhoria do sistema cardiovascular;
  2. reduz o colesterol ruim: movimentar-se ao ar livre ajuda a equilibrar os níveis de colesterol, contribuindo para a saúde metabólica. Outro estudo intitulado “Efeitos dos exercícios físicos aeróbio e de força nas lipoproteínas HDL, LDL e lipoproteína(a)”, publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, mostrou que a prática pode diminuir o colesterol LDL (conhecido como “ruim”) e aumentar o HDL (colesterol “bom”). Incorporar caminhadas diárias na sua rotina pode ser uma estratégia eficaz para melhorar o perfil lipídico e promover a saúde cardiovascular;
  3. favorece a saúde óssea: a exposição moderada ao sol é fundamental para a síntese de vitamina D, que desempenha papel crucial na saúde óssea, auxiliando na absorção de cálcio e fósforo, essenciais para a formação e a manutenção de ossos fortes: sua deficiência pode levar a condições como osteoporose e raquitismo. Tem mais: o estudo “Vitamina D: ações extraósseas e uso racional”, publicado nos Arquivos de Medicina, demonstrou que a exposição solar responsável é uma maneira eficaz de manter níveis adequados de vitamina D, contribuindo para a saúde metabólica e óssea.

Além disso, práticas ao ar livre atuam no controle do diabetes, ajudam a regular a pressão arterial e combatem a insônia, tornando-as uma escolha completa para quem busca bem-estar.

A influência na saúde mental

O impacto do contato com a natureza na saúde mental tem sido amplamente estudado. Pesquisas realizadas pela revista Frontiers in Psychology demonstraram que 20 minutos diários em um ambiente natural podem reprimir significativamente os níveis de cortisol, o hormônio do estresse.

O estudo What is the best dose of nature and green exercise for improving mental health? A multi-study analysis”, conduzido por Barton e Pretty, que analisou a melhor dose de exercício ao ar livre para melhorar a saúde mental, também mostrou que andar ao ar livre diminui os sintomas de ansiedade e depressão, porque ambientes verdes estimulam a produção de serotonina e endorfina, neurotransmissores responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar.

Estar em meio à natureza aumenta ainda o foco e a clareza mental, já que respirar o ar puro e observar a paisagem reduz a “superestimulação” do cérebro, comum em ambientes urbanos, auxiliando a aliviar pensamentos repetitivos.

E mais: promove a meditação ativa! A prática de trilhas, que exige atenção ao caminho e ao ritmo, funciona como uma forma de mindfulness, conectando a pessoa ao momento presente.

Segundo o professor Paulo Saldiva, da USP, o contato com o verde tem efeito reparador, ajudando a regular processos inflamatórios e a fortalecer o sistema imunológico. Ele destaca que essa ligação entre saúde humana e meio ambiente reforça a importância de preservar os ecossistemas.

Trilhas: benefícios além da mente e do corpo

Fazer trilhas é uma das melhores formas de integrar o contato com a natureza à rotina. Além dos benefícios físicos e mentais, essa prática oferece uma experiência completa!

  1. Contato com paisagens únicas: caminhar em meio a montanhas, cachoeiras ou florestas proporciona momentos de deslumbramento e renovação.
  2. Superação de desafios: vencer subidas íngremes ou longos percursos fortalece a autoconfiança.
  3. Socialização: participar de trilhas em grupo é uma oportunidade de conhecer pessoas e criar conexões valiosas.
  4. Estímulo à criatividade: estar rodeado por natureza estimula o pensamento criativo, sendo ótimo recurso para aliviar bloqueios mentais.

Dicas para aproveitar ao máximo a atividade

Se você quer incluir trilhas na sua rotina, é fundamental se preparar para desfrutar todos os benefícios. Confira algumas dicas práticas.

Escolha uma trilha adequada ao seu nível: se você está começando, opte por percursos mais curtos e com menor elevação.

Use roupas e calçados apropriados: invista em tênis com boa aderência e peças leves para facilitar a mobilidade.

Tenha a mão água e lanches saudáveis: manter-se hidratado é essencial durante a caminhada. Frutas secas e barras de cereais são boas opções de snacks.

Invista na segurança: sempre avise alguém sobre seu percurso e evite trilhas desconhecidas sem um guia experiente.

Desconecte-se: deixe o celular no bolso (a menos que seja necessário para localização) e aproveite para observar a paisagem e ouvir os sons da natureza.

O impacto ambiental e a saúde coletiva

Mais do que uma questão individual, o contato com a natureza está intrinsecamente ligado à preservação do meio ambiente. Atividades ao ar livre reforçam a relevância de cuidar dos ecossistemas para garantir que esses benefícios sejam acessíveis para todos.

O conceito de “saúde planetária” fortalece essa conexão, evidenciando que o bem-estar humano depende da preservação ambiental. Quando cuidamos do meio ambiente, cuidamos de nós mesmos.

Conclusão

Se você busca uma atividade completa, que traga benefícios tanto para o corpo quanto para a mente, fazer trilhas é uma excelente escolha. Além de melhorar a saúde física, o contato com a natureza reduz o estresse, amplia a sensação de bem-estar e promove uma ligação mais profunda com o momento presente.

Neste Janeiro Branco, reflita sobre a importância de cuidar das emoções e do equilíbrio entre corpo e mente.

Práticas como fazer trilhas propiciam a oportunidade de desacelerar, recarregar as energias e cultivar hábitos saudáveis que impactam positivamente no dia a dia.

Que tal aproveitar essa inspiração para transformar sua rotina e cuidar mais de você?

Referências:

  1. VANDEWALLE, J. et al. Health risks of consuming food containing bisphenol A (BPA) and its substitutes: a review. Environmental Science & Technology, v. 44, p. 3375-3381, 2010. DOI: 10.1021/es903183r.
  2. SILVA, João da; SOUSA, Maria de. Avaliação de práticas alimentares em adolescentes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, São Paulo, v. 114, p. 223-230, 2020.
  3. PEREIRA, João Carlos; SILVA, Ana Paula. Aspectos clínicos da saúde mental durante a pandemia de COVID-19. Revista AMB, Revista da Associação Médica Brasileira, São Paulo, v. 68, n. 4, p. 407-415, 2022.
  4. DUNCAN, Nicholas; EVANS, Steve. Cognitive load theory and the role of working memory in learning and problem-solving. Frontiers in Psychology, Lausanne, v. 10, art. 722, 2019.
  5. NIELSEN, Sarah E.; SØRENSEN, Lene G.; FROST, Peter; CHRISTENSEN, Jeanette R.; MADSEN, Maria; OLESON, Karl. Improved sleep, reduced stress, and better health outcomes after a 6-week mindfulness-based intervention for women in a high-stress environment. Journal of Clinical Psychology, v. 66, p. 147-155, 2010.
  6. SALDIVA, Paulo. Contato com o meio ambiente é vital para a saúde física e mental. Jornal da USP – Rádio USP, São Paulo, 17 maio 2021.
  7. MALUCELLI, Fábio B.; LIMA, Sérgio R.; TAVARES, Vera L.; HENRIQUES, Cleusa L.; FERREIRA, Renata M. A importância do diagnóstico precoce da hipertensão arterial para o controle da pressão sanguínea. American Journal of Hypertension, v. 29, p. 615-621, 2015.

 

HIV e aids: fatos e mitos que você precisa conhecer

No Brasil, cerca de 920 mil pessoas vivem com o HIV, segundo dados do Ministério da Saúde de 2022. Embora os avanços no tratamento tenham transformado o diagnóstico em algo administrável, ainda há muitos mitos e preconceitos sobre o tema.  

Por conta dos avanços científicos e da terapia antirretroviral (TARV), os casos da síndrome da imunodeficiência adquirida (aids) caíram 18,5% em 10 anos, passando de 43,2 mil novas notificações, em 2011, para 35,2 mil, em 2021.  

Esses números refletem os esforços contínuos para ampliar o diagnóstico e o tratamento, mas também destacam a importância de campanhas de prevenção e educação para reduzir novas infecções e combater o estigma associado ao HIV/Aids. 

Para ajudar a esclarecer essas dúvidas, entrevistamos a Dra. Mirian Dal Ben, infectologista e médica credenciada da Omint. Confira os principais fatos e mitos sobre o HIV e a aids. 

#1. HIV e aids são a mesma coisa? 

Não. O HIV é o vírus que causa a infecção, enquanto a aids (síndrome da imunodeficiência adquirida) é uma condição avançada da infecção pelo HIV, quando o sistema imunológico é gravemente comprometido. A aids ocorre principalmente quando o HIV não é tratado, levando à redução das células de defesa, chamadas CD4, e aumentando o risco de infecções oportunistas. 

#2. O HIV pode ser transmitido por beijos, abraços ou pelo uso compartilhado de talheres e toalhas? 

Isso é um mito. O HIV é transmitido por relações sexuais desprotegidas (vaginais, anais e, raramente, orais), transfusões de sangue contaminado, compartilhamento de agulhas e seringas e de mãe para filho durante a gravidez, o parto ou a amamentação. Não há risco em interações cotidianas, como beijos ou abraços. 

#3. Pessoas com HIV sempre desenvolvem aids?  

Não. Com o diagnóstico e o tratamento precoce, é possível viver com o HIV sem desenvolver a aids. A terapia antirretroviral mantém o vírus controlado, impedindo danos ao sistema imunológico. 

#4. O uso de dois preservativos ao mesmo tempo aumenta a proteção contra o HIV e outras ISTs? 

Não. Essa prática pode causar atrito entre os preservativos, aumentando o risco de rompimento. Usar apenas um preservativo corretamente já oferece alta proteção. 

Confira, em vídeo, informações sobre sífilis: 

#5. Uma pessoa com carga viral indetectável pode transmitir o HIV? 

Não. Quando o tratamento é seguido corretamente, a carga viral torna-se indetectável, o que significa que o vírus não pode ser transmitido sexualmente. Esse conceito é conhecido como “indetectável = intransmissível”. 

#6. Apenas grupos específicos estão em risco de contrair o HIV? 

Não. Embora a prevalência seja maior em alguns grupos, como homens que fazem sexo com homens, qualquer pessoa com comportamento de risco, como múltiplos parceiros sexuais sem proteção, pode contrair o vírus. 

#7. O HIV pode ser transmitido por picadas de insetos, como mosquitos? 

Não. Isso é um mito. Não há evidências de que o HIV possa ser transmitido por picadas de insetos. 

#8. A circuncisão reduz o risco de transmissão do HIV? 

Sim. Estudos realizados na África mostraram que a circuncisão pode reduzir o risco de transmissão, mas não é a estratégia mais custo-efetiva. O uso de preservativos e o tratamento precoce continuam sendo as principais medidas preventivas. 

#9. Fazer o teste de HIV pode resultar em discriminação ou exposição dos resultados? 

Os direitos de privacidade são protegidos por lei. Empresas, por exemplo, não podem exigir o teste de HIV como parte do exame admissional. Apesar disso, o preconceito ainda existe, o que reforça a importância de campanhas educativas. 

#10. Uma pessoa vivendo com HIV pode ter uma vida normal? 

Sim. Com o tratamento adequado, a expectativa de vida de uma pessoa com HIV é igual à de uma pessoa sem o vírus. Além disso, mulheres podem engravidar e homens podem ter filhos, formando uma família normalmente. 

Conclusão 

O conhecimento e a educação são ferramentas fundamentais para combater o preconceito e reduzir a transmissão do HIV. Fazer o teste regularmente e iniciar o tratamento precocemente são passos essenciais para uma vida saudável. 

Gerações no mercado de trabalho: desafios e oportunidades

A diversidade geracional no ambiente de trabalho

A gestão de pessoas é repleta de demandas recorrentes, e agora um novo desafio tem surgido para os profissionais de recursos humanos e empresas: a presença de múltiplas gerações no mercado de trabalho.

Essa diversidade no ambiente de trabalho traz um conflito de gerações que pode ser difícil de lidar. Mas também oferece oportunidades de impulsionar inovações, ampliar a divergência de pensamento e desenvolver experiências e habilidades dos colaboradores.

Nesse artigo, vamos falar sobre as diferentes gerações no mercado de trabalho atual, suas características, desafios e como explorá-las para desenvolver a cultura organizacional. Aproveite e boa leitura!

Panorama das gerações atuais no mercado de trabalho

As diferenças entre gerações são muitas! Dos baby boomers à geração Z, as características, os valores e as expectativas de cada uma delas em relação ao ambiente corporativo são as mais variadas entre si.

O entendimento dessas divergências e como elas se manifestam no local de trabalho é primordial para aproveitar essa diversidade etária em um ativo estratégico. Vamos conhecer um pouco das características das gerações.

Baby Boomers

Os baby boomers são as pessoas nascidas entre 1946 e 1964 e têm como principais características sua forte ética de trabalho e lealdade às organizações.

Essa geração de trabalhadores também é tida como uma das que possui maior comprometimento com o trabalho e a hierarquia das empresas. Muitas vezes ocupa cargos e posições de liderança e gestão.

Suas principais expectativas em relação ao mundo corporativo são segurança no emprego, reconhecimento por tempo de serviço e foco em benefícios e estabilidade.

Geração X

A geração X é composta pelos nascidos entre 1965 e 1980. Em geral, são vistos como um grupo que faz ponte entre os boomers e os millenials, combinando elementos de ambas as gerações em uma só.

São experientes e pragmáticos como a geração anterior, mas, por terem nascido em uma época de transição, onde houve o surgimento dos computadores pessoais e a globalização, eles também são flexíveis e se adaptam facilmente a novas tecnologias e tendências, bem com o grupo que os sucede.

É justamente a flexibilidade e a adaptabilidade que fazem da geração X presença tão importante dentro das empresas, pois ela é facilitadora de um diálogo intergeracional e ajuda a promover a integração.

Millennials (Geração Y)

Os Millennials, ou geração Y, são aqueles nascidos entre 1981 e 1996, sendo a primeira geração a crescer com a internet e a globalização em pleno desenvolvimento, vivenciando diretamente os principais avanços tecnológicos.

Com isso, tornaram-se aptos para lidar com a tecnologia, tendo maior facilidade de se adaptar a novas ferramentas digitais e transformações nas práticas de trabalho, como o home office.

Buscam por propósito no trabalho e ambientes colaborativos, onde possam não apenas se desenvolver e ter estabilidade, mas também gerar impacto positivo na sociedade que esteja alinhado com seus valores pessoais.

Geração Z

Por fim, a geração Z, a mais nova no mercado de trabalho, constituída por quem entre 1997 e 2012, é a primeira crescida em um mundo completamente digital, onde a tecnologia é uma extensão do cotidiano e não uma novidade.

Por conta da sua sagacidade tecnológica, a geração Z é naturalmente multitarefas e altamente capacitada para se adaptar a adoção de novas ferramentas e metodologias.

Entre seus valores e expectativas ocupacionais, estão cultura corporativa inclusiva, autenticidade, desenvolvimento pessoal, propósito claro e empresas que atuem de forma ética e responsável.

Dessa forma, é possível ver como o conflito de gerações no mercado de trabalho​ pode se tornar um desafio para as empresas e seus gestores, já que anseios, necessidades e personalidades de cada geração são bastante distintos.

Por isso, é tão importante saber como gerenciar equipes multigeracionais.

Dicas para gerenciar equipes multigeracionais

Comunicação adaptada a cada geração

Em equipes multigeracionais, adaptar a comunicação é essencial para manter o engajamento e a compreensão mútua. Baby Boomers e geração X, por exemplo, costumam preferir reuniões presenciais e e-mails detalhados, enquanto Millennials e geração Z tendem a valorizar mensagens diretas e informais, muitas vezes por canais digitais rápidos.

Ajustar a forma de se comunicar com cada geração facilita o alinhamento e reduz mal-entendidos, tornando a equipe mais integrada e produtiva.

Estratégias de feedback e reconhecimento

As diferentes gerações no mercado de trabalho têm preferências distintas para feedback e reconhecimento. Então, adaptar essas práticas é fundamental.

Millennials e Geração Z, por exemplo, buscam aprovação frequente e valorizam a recompensa por pequenas conquistas, o que ajuda a motivá-los.

Por outro lado, Baby Boomers e a Geração X preferem devolutivas estruturadas, talvez em avaliações formais de desempenho. Entender essas preferências contribui para um ambiente onde todos se sentem valorizados e estimulados a crescer.

Promover a colaboração intergeracional

A colaboração entre gerações traz o melhor das diversas habilidades e perspectivas da equipe. Ao promover projetos intergeracionais, gestores incentivam o aprendizado mútuo.

Enquanto os mais jovens compartilham sua fluência em tecnologia e inovação, as mais experientes oferecem insights baseados em anos de experiência.

Essas iniciativas ajudam a fortalecer a sinergia do time e aprimoram a solução de problemas, criando um ambiente onde todos se beneficiam da diversidade de ideias.

Minimizar conflitos

Como já vimos, diferentes gerações podem ter valores e expectativas conflitantes, mas é possível minimizar essas divergências com uma abordagem proativa.

Disponibilizar treinamentos sobre diversidade geracional e criar espaços para diálogo aberto e construtivo ajuda a equipe a entender melhor as diferenças. Encorajar empatia e respeito pelas diversas abordagens de trabalho reduz tensões e contribui para um ambiente mais harmonioso, onde cada membro entende e valoriza as perspectivas dos outros.

Capacitação e treinamento para uma cultura multigeracional

Investir em treinamentos focados em integração e desenvolvimento intergeracional favorece a criação de uma cultura inclusiva.

Oferecer mentorias reversas, onde colaboradores mais jovens ensinam tecnologias digitais aos mais velhos, e mentorias tradicionais, onde os mais experientes compartilham suas habilidades, gera troca de conhecimentos valiosa.

Essa capacitação promove a cultura de crescimento contínuo e valorização das habilidades de cada geração, criando um time mais preparada para desafios futuros.

Diversidade geracional como uma vantagem competitiva

As gerações diferentes e sua diversidade podem ser transformadas em vantagem competitiva, pois benefícios significativos para a cultura e resultados da empresa.

Afinal, cada geração traz habilidades, conhecimentos e perspectivas únicas que, quando bem integrados, proporcionam inovação, adaptabilidade e clima mais colaborativo.

A troca de ideias e também de experiências contribui para um ambiente inclusivo, onde cada colaborador se sente valorizado e engajado, o que pode ser fator determinante na redução da rotatividade e melhora da retenção de talentos.

Além disso, equipes multigeracionais atendem melhor a diferentes segmentos de clientes, ampliando a capacidade de resposta e inovação da empresa no longo prazo.

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Saúde da mulher: dicas para um cuidado integral

O Outubro Rosa nos lembra da relevância de cuidar da saúde feminina, especialmente no que diz respeito à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama.

Nesta entrevista, conversamos com duas médicas credenciadas pela Omint: a mastologista Mila Miranda e a ginecologista Juliana Zampieri, que esclareceram as principais dúvidas sobre a saúde da mulher.

Desde a importância das consultas regulares até a escolha dos exames e tratamentos mais adequados, as respostas das especialistas oferecem orientações fundamentais para que você, mulher, cuide melhor do seu corpo e adote hábitos saudáveis que contribuem para a prevenção de doenças graves.

Boa leitura e cuide-se!

Confira 8 perguntas para a Dra. Juliana Zampieri, ginecologista da clínica Célula Mater e credenciada Omint.

#1. Qual é a importância de diagnosticar o câncer de mama precocemente?

O diagnóstico precoce do câncer de mama é crucial, pois, quanto mais cedo a doença for detectada, maiores são as chances de cura e menos agressivo será o tratamento.

#2. Qual periodicidade é a mais indicada para frequentar o ginecologista?

Recomenda-se que toda mulher visite o ginecologista pelo menos uma vez por ano, mesmo que não apresente sintomas.

#3. Quais exames devem ser feitos anualmente para prevenir o câncer de colo do útero?

Para a prevenção do câncer de colo do útero, o exame de citologia líquida (Papanicolau) é recomendado, idealmente combinado com a avaliação do DNA do HPV.

#4. Qual é a diferença entre tomossíntese e mamografia?

A mamografia convencional gera imagens em duas dimensões (2D), enquanto a tomossíntese cria imagens em 3D, em camadas, permitindo a visualização mais detalhada do tecido mamário e facilitando a detecção de lesões.

#5. Existe alguma recomendação especial para mulheres com histórico familiar de câncer de mama?

Sim. Mulheres com histórico familiar de câncer de mama têm recomendações especiais. Uma avaliação detalhada é necessária. Além disso, o rastreamento é iniciado mais cedo, com exames mais frequentes, e pode-se considerar medidas preventivas como cirurgia redutora de risco ou o uso de medicações preventivas.

#6. Como as mudanças hormonais na menopausa podem afetar a qualidade de vida, e quais tratamentos estão disponíveis?

A menopausa pode causar sintomas físicos e emocionais como ondas de calor, alterações de humor, insônia, diminuição da libido e secura vaginal, além de aumentar o risco cardiovascular e de osteoporose.

Os tratamentos incluem terapia hormonal (oral ou transdérmica) e opções não hormonais, como antidepressivos e fitoterápicos. Localmente, o uso de laser vaginal, estrogênio vaginal, lubrificantes e hidratantes íntimos também podem ajudar.

#7. Como o estresse e a saúde mental podem impactar a saúde reprodutiva e hormonal das mulheres?

O estresse pode impactar negativamente a saúde hormonal das mulheres, afetando a produção de hormônios reprodutivos e, em alguns casos, inibindo essa produção.

#8. Como a atividade física e a alimentação podem influenciar na prevenção do câncer de mama e de colo do útero?

A prática regular de exercícios e a alimentação saudável ajudam a reduzir o risco de câncer de mama e de colo do útero, além de promoverem o bem-estar geral. A atividade física regula os níveis hormonais, reduz a inflamação no organismo e diminui a gordura corporal, fatores que podem reduzir o risco de desenvolver esses tipos de câncer.

Confira 8 perguntas para a Dra. Mila Miranda, mastologista credenciada Omint.

#1. Com qual idade a mulher deve procurar uma mastologista? Em que momento da vida o risco de câncer de mama deve ser avaliado?

Na ausência de sintomas, recomenda-se que as mulheres façam a primeira consulta com o mastologista por volta dos 25 anos, para avaliar o risco de câncer de mama com base na história pessoal e antecedentes familiares. A partir dos 40 anos, o ideal é realizar consultas anuais e a mamografia uma vez por ano.

#2. O que pode significar dor nas mamas? Quando devo procurar ajuda médica?

A dor nas mamas é uma queixa comum nos consultórios de mastologia e pode ter diversas causas. Aqui estão algumas:

  • alterações hormonais: as dores podem ser causadas por variações hormonais decorrentes do ciclo menstrual;
  • efeitos colaterais de medicamentos: pílulas anticoncepcionais e tratamentos de infertilidade podem desencadear dores mamárias;
  • gravidez e lactação: as mudanças fisiológicas nesses períodos podem causar dores nas mamas;
  • mastite: inflamação dos ductos mamários, tratada geralmente com antibióticos;
  • cistos mamários: pequenas bolsas de líquido que podem causar dor e sensibilidade. Avaliação médica é recomendada para descartar nódulos malignos.

#3. Quais exames devem ser feitos anualmente para prevenir o câncer de mama?

A mamografia anual, a partir dos 40 anos, é o principal exame para diagnóstico precoce.

#4. Como as mudanças hormonais na menopausa podem afetar a qualidade de vida, e quais tratamentos estão disponíveis?

A queda de estrogênio na menopausa pode causar uma série de sintomas, como:

  • alteração no ciclo menstrual;
  • ondas de calor (fogachos);
  • ansiedade e depressão;
  • alterações cognitivas leves;
  • irritabilidade;
  • alteração do sono;
  • redução do metabolismo basal;
  • perda de massa óssea;
  • diminuição da libido.

Antes de iniciar um tratamento farmacológico, recomenda-se mudanças no estilo de vida, como exercícios físicos regulares, dieta balanceada, manutenção do peso e cuidado com a saúde mental. Terapias hormonais podem ser usadas, mas devem ser avaliadas com o mastologista.

#5. No caso da menopausa, como funciona o acompanhamento com a mastologista?

O acompanhamento continua com consultas anuais, exames físicos e mamografias. O mastologista pode auxiliar na decisão sobre o uso de terapia hormonal e orientar sobre os riscos envolvidos.

Está gostando do conteúdo? Aproveite para assistir ao vídeo sobre os melhores hábitos para a saúde feminina, com a Dra. Mila Miranda.

#6. O que o peso tem a ver com câncer de mama?

A obesidade está associada a um aumento significativo no risco de câncer de mama, especialmente após a menopausa. Mulheres obesas têm até 30% mais chances de recorrência da doença e maior probabilidade de desenvolver tumores mais agressivos.

#7. Ultrassom de mama pode detectar o câncer precocemente?

A mamografia é o principal exame para a detecção precoce do câncer de mama, sendo capaz de identificar calcificações pequenas que o ultrassom não consegue. No entanto, o ultrassom pode ser útil em mulheres com mamas densas, complementando a mamografia.

#8. Ao longo da vida, quais cuidados as mulheres devem ter para diminuir o risco de câncer de mama?

Além de realizar a mamografia anual, adotar hábitos saudáveis é crucial para reduzir o risco de câncer de mama:

  • não fumar;
  • evitar o consumo regular de álcool;
  • manter uma dieta balanceada;
  • praticar exercícios físicos regulares (150 minutos por semana) ;
  • manter o controle das emoções e cuidar da saúde mental;
  • não usar hormônios sem orientação médica.

Para ler aqui no blog: De que maneira os exercícios físicos contribuem para a saúde mental?

Conclusão

Cuidar da saúde é um ato de amor próprio e responsabilidade. Como vimos nas respostas da Dra. Mila Miranda e da Dra. Juliana Zampieri, adotar uma rotina de cuidados regulares, realizar exames preventivos e estar atenta às mudanças no corpo são passos essenciais para a prevenção de doenças como o câncer de mama e o de colo do útero.

Cada fase da vida traz desafios, mas, com o acompanhamento adequado e a adoção de hábitos saudáveis, é possível enfrentar esses momentos com mais segurança e tranquilidade. Lembre-se: a prevenção ainda é a melhor forma de proteção. Valorize-se, cuide-se e inspire outras mulheres a fazer o mesmo.

De que maneira os exercícios físicos contribuem para a saúde mental?

Não é novidade que a prática regular de atividades físicas traz muitas vantagens para a saúde. Esse hábito aumenta a força física, melhora nossa disposição, sono e saúde cardiovascular, além de combater o sedentarismo e ajudar a prevenir e tratar outras doenças.

E a saúde mental? O que muitos talvez não saibam é que exercício físico e saúde mental tem uma relação importantíssima na redução do risco de depressão e perdas cognitivas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) recomendam, por exemplo, que adultos façam de 150 a 300 minutos de atividades físicas moderadas por semana, ou de 75 a 150 minutos de exercícios físicos intensos semanais, quando não houver contraindicação.

Sendo assim, hoje vamos falar sobre 10 benefícios psicológicos da atividade física. Aproveite a leitura!

Quais os benefícios dos exercícios físicos para a saúde mental?

Estudos como os de Zhang et al. (2023) indicam que exercícios físicos não só melhoram a cognição, mas também reduzem os riscos de doenças psiquiátricas, como depressão e ansiedade, e diminuem as chances de desenvolvimento de enfermidades neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Além disso, a pesquisa de Smith et al. (2023) revela que pessoas que praticam atividades físicas apresentam desempenhos superiores em diversas funções cognitivas quando comparadas a indivíduos sedentários.

Esses artigos reforçam a importância da atividade física para a saúde física e mental. Mas quais outras benfeitorias essas práticas oferecem?

1. Sensação de bem-estar

Os exercícios liberam endorfina e outros neurotransmissores que nos deixam mais felizes e com menos sensação de preguiça. Os principais neurotransmissores são:

  • endorfina: hormônio do bem-estar e relaxamento;
  • dopamina: neurotransmissor ligado à comunicação das células nervosas, ao prazer e à coordenação motora;
  • serotonina: hormônio da felicidade, que melhora humor e memória.

2. Melhoria do sono

Os exercícios físicos e a saúde mental também estão diretamente ligados à qualidade do nosso sono. Dentre as principais orientações para uma boa higiene do sono está a prática de atividades físicas pela manhã.

A atividade física ajuda na regulação do ciclo circadiano, contribuindo para um sono relaxante e de qualidade.

No entanto, é indicado que o exercício físico seja feito durante o dia ou pela manhã, pois existem casos em que a atividade durante a noite induz à insônia.

3. Injeção de ânimo

Como citado, a endorfina é um dos hormônios liberados durante a prática de atividades físicas. Isso é importante, pois ela ajuda no aumento da capacidade produtiva e intelectual, além de trazer mais ânimo na rotina. Os treinos matinais colaboram ainda mais nesse efeito.

4. Autoconfiança e autoestima em dia

Também atrelada à liberação dos neurotransmissores, como dopamina e serotonina, a atividade física expande a sensação de bem-estar e injeta mais energia no nosso organismo, o que melhora nosso humor, a produtividade e o desempenho.

Consequentemente, essas sensações impactam na forma como enxergamos a nós mesmos e as nossas capacidades, aumentando nossa autoconfiança e autoestima.

5. Antidepressivo natural

Outro benefício de praticar atividades físicas está relacionado à regulação da produção de neurotransmissores em nosso organismo.

6. Reduz a ansiedade

Por meio dos exercícios, nosso corpo é estimulado a produzir mais cortisol, conhecido como o hormônio do estresse.

Embora o cortisol seja liberado em resposta a situações estressantes, sua produção coordenada durante o exercício ajuda a regular a resposta do corpo ao estresse, promovendo o equilíbrio emocional e contribuindo para o controle do humor.

Dessa forma, o exercício colabora para o aumento no ânimo e na energia, além de diminuir as chances de ficarmos ansiosos durante o dia.

7. Concentração

O exercício físico também ajuda a saúde mental, melhorando aspectos de atenção, concentração e foco, já que estimula a atividade do lobo frontal, região do cérebro associada a funções cognitivas superiores, como tomar decisões, motivação, resolução de problemas, planejamento e atenção.

8. Mais disciplina

A atividade física, como vimos, ativa o lobo frontal, que desempenha papel crucial no controle de impulsos, nas funções inibitórias e nos comportamentos. Esse estímulo pode, portanto, contribuir para maior disciplina, facilitando, por exemplo, a manutenção de um regime alimentar.

9. Melhora da capacidade de aprendizado

Com nosso foco, disciplina, energia e confiança elevados pelo estímulo da produção dos neurotransmissores, somos capazes de melhorar as funções ligadas à memória e aprendizagem.

10. Maior velocidade do processamento cognitivo

Por fim, a relação de exercícios físicos e saúde mental, somando todos os componentes anteriores, permite a melhora da circulação sanguínea no cérebro, alterando assim a síntese e a degradação dos neurotransmissores.

Esse efeito direto da atividade física na melhoria da velocidade do processamento cognitivo aumenta a capacidade de rapidez de respostas e protege o cérebro ao longo dos anos.

Confira como incluir o hábito das atividades físicas na sua rotina:

Outras recomendações da OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) realizaram um estudo e também elaboraram um guia de benefícios e recomendações sobre a prática de atividade física. Confira as principais!

1. A atividade física é boa para o coração, o corpo e a mente.

Exercícios físicos feitos de forma regular podem prevenir e ajudar a controlar doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e câncer. E a atividade física tTambém podem reduzir os sintomas de depressão e ansiedade, e melhorar o pensamento, a aprendizagem e o bem-estar geral.

2. Qualquer quantidade de atividade física é melhor do que nenhuma.

É recomendado realizar entre 150 e 300 minutos de atividade física de intensidade moderada por semana para todos os adultos, e uma média de 60 minutos de atividade física aeróbica moderada por dia para crianças e adolescentes.

3. Toda atividade física conta.

Não é só a academia que conta. A OMS considera que qualquer atividade física é válida, podendo ser realizada como parte do trabalho, esporte e lazer ou transporte (caminhando, patinando e pedalando), bem como tarefas diárias e domésticas.

4. O fortalecimento muscular beneficia a todos.

Idosos (com 65 anos ou mais) devem adicionar atividades físicas que enfatizem o equilíbrio e a coordenação, bem como o fortalecimento muscular, para ajudaruxiliar a prevenir quedas e melhorar a saúde.

5. Comportamento sedentário excessivo pode ser prejudicial à saúde.

O sedentarismo pode aumentar o risco de doenças cardíacas, câncer e diabetes tipo 2. É importante limitar o tempo sedentário e, incluir atividades físicas na rotinao dia a dia.

6. Todos podem se beneficiar com o aumento da atividade física.

A inclusão de uma rotina de exercícios ou atividades físicas, aliada aà redução do comportamento sedentário, beneficia a saúde física e mental de todos., Iincluindo mulheres grávidas, no pós-parto e pessoas que vivem com doenças crônicas ou deficiências.

Quais os riscos de uma vida sedentária?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já considera que estamos vivendo em uma epidemia de sedentarismo, conforme estudo.

Quando se fala emcomenta sobre os riscos do sedentarismo para a saúde, fala-se muito de hipertensão, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares.

Mas hábitos sedentários teêm grande impacto na saúde mental. Um indivíduo sedentário costuma apresentar problemas de autoestima, de autoimagem, depressão, aumento de ansiedade, de estresse, além de um maior risco para desenvolver os males de Alzheimer e de Parkinson.

Isso mostra quão importante é a relação entre atividade física e saúde mental.

Então, como começar a se exercitar?

Em casos em que a pessoa é sedentária, a orientação médica é incluir a atividade física de forma gradual.

Pode iniciar, por exemplo, com apenas 10 minutos por dia e ir gradualmente aumentando até chegar a 30 minutos. E, ainda assim, esses 30 minutos totais podem ser distribuídos ao longo do dia, em períodos menores. Neste vídeo com a Dra. Natascha Trigo confira informações sobre treinar em jejum, seus riscos e benefícios.

Além de treinos estruturados, começar a se exercitar também passa por quebrar longos períodos sentado e inserir pequenos movimentos no dia a dia. Neste vídeo, o Dr. Nemi Sabeh Junior, ortopedista e médico credenciado Omint, mostra como criar hábitos simples para reduzir o sedentarismo laboral.

Por fim, o mais importante é manter a constância, já que, como vimos, qualquer atividade é melhor do que nenhuma. Portanto, exercitar-se um pouco todos os dias é muito mais benéfico do que não fazer nada.

Compartilhe esse conteúdo com alguém que precisa conhecer os benefícios de praticar atividade física para a saúde mental e física. Até a próxima!

Rinite: causas, sintomas e tratamentos

A rinite é uma inflamação da mucosa nasal que, de acordo com a Organização Mundial de Alergia (WAO, sigla em inglês), atinge entre 10% e 30% da população adulta mundial e 40% da população infantil.

Quem convive com essa condição, que pode ser aguda ou crônica, sabe que ela causa grande desconforto diário.

Neste artigo, vamos explorar o que é rinite, suas causas, sintomas e tratamentos disponíveis.

Existe diferença entre rinite e sinusite?

Antes, vamos esclarecer uma dúvida bastante frequente: a diferença entre rinite e sinusite. Embora apresentem sintomas semelhantes, elas não são a mesma coisa.

Enquanto a rinite é a inflamação da mucosa nasal e surge como resposta exagerada do sistema imunológico frente a substâncias tóxicas e irritantes, a sinusite é a inflamação dos seios paranasais.

Ambos podem ocorrer simultaneamente, mas a sinusite geralmente causa dor facial, pressão na cabeça e secreção nasal espessa.

Rinite: causas, sintomas e tratamentos

Principais causas da rinite

A rinite pode ser desencadeada por diferentes fatores, dependendo do tipo, e ser classificada como alérgica, infecciosa e não alérgica ou infecciosa.

Na rinite alérgica, o sistema imunológico reage ao contato frequente com substâncias consideradas alérgenas, como pólen, poeira, mofo, ácaros presentes na poeira doméstica ou pelos de animais.

É importante salientar que a rinite alérgica tem características hereditárias, mas também pode se manifestar mesmo que nenhum dos pais apresente o distúrbio.

Já a rinite infecciosa é causada por vírus ou bactérias e pode ser chamada de gripe ou resfriado.

Por sua vez, a rinite não alérgica ou não infecciosa é provocada por outros fatores como a mudança brusca de temperatura e de umidade, medicamentos e alterações hormonais como gravidez, menopausa e até mesmo hipotireoidismo.

Cheiros fortes de tinta, produtos químicos, cloro de piscina e perfumes mais fortes, exposição à fumaça de cigarro, além do uso excessivo de descongestionantes nasais, também podem irritar o nariz, desencadeando uma resposta excessiva do corpo.

Sintomas de rinite alérgica

Os sintomas de rinite alérgica incluem congestão nasal, coriza, espirros constantes, coceira no nariz, nos olhos, na garganta, no céu da boca e até mesmo nos ouvidos, olhos lacrimejantes e, em alguns casos, dor de cabeça. Esses sintomas podem variar em intensidade e interferir significativamente na qualidade de vida.

Para determinar se você tem rinite alérgica, é essencial observar os sintomas e consultar um médico. Testes alérgicos podem ser realizados para identificar as substâncias específicas que desencadeiam sua condição.

Como aliviar

Infelizmente, ainda não existe a cura para a rinite alérgica. O que há são diversas abordagens que ajudam a prevenir, aliviar e controlar os sintomas. Os principais tratamentos para rinite alérgica incluem:

  • anti-histamínicos: medicamentos que reduzem os sintomas de alergia;
  • corticosteroides nasais: sprays nasais que ajudam a reduzir a inflamação;
  • descongestionantes: medicamentos que aliviam a congestão nasal, mas que devem ser usados com moderação;
  • imunoterapia: tratamento a longo prazo que diminui a sensibilidade do sistema imunológico aos alérgenos;
  • vacinas antialérgicas: auxiliam a diminuir a sensibilidade aos fatores que desencadeiam a rinite;
  • soro fisiológico: usado para lavar e hidratar as vias nasais.

Além disso, é recomendado ingerir água em abundância e manter os ambientes bem arejados, além de adotar um estilo de vida mais saudável, com exercícios físicos e uma alimentação adequada.

Porém, é imprescindível passar por uma consulta com o médico, que poderá fazer o diagnóstico adequado e recomendar não só os medicamentos ideais para o seu quadro, como também sugerir mudanças assertivas no seu estilo de vida para evitar e controlar as crises.

O que evitar

Pessoas com rinite devem se afastar da exposição a alérgenos conhecidos e evitáveis, como poeira, pólen, mofo e pelos de animais.

Para isso, é preciso um cuidado maior na hora de fazer a faxina em casa, como usar máscara ao limpar estantes e livros, não usar vassouras e espanadores, lavar as roupas de cama pelo menos uma vez por semana e evitar o uso de produtos de limpeza com cheiro muito forte.

O infectologista Dr. Eduardo Finger tem algumas dicas que ajudam a reduzir a exposição a alérgenos dentro de casa, principalmente durante a troca de estações. Assista:

Também é recomendado evitar fumaça de cigarro, ambientes com ar-condicionado excessivamente frio e locais com mudanças bruscas de temperatura.

Leia também: O que é tabagismo?

Quando a rinite é grave?

A rinite é considerada grave quando os sintomas são persistentes, intensos e interferem significativamente na vida cotidiana. Em tais casos, pode ser necessário um tratamento médico mais agressivo, incluindo consultas com especialistas e tratamentos mais fortes, de uso contínuo.

A rinite, especialmente a rinite alérgica, pode ser uma condição incômoda, mas, com o diagnóstico e tratamento adequados, é possível controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Se você suspeita que tem rinite, consulte um médico para obter um diagnóstico preciso e discutir as melhores opções de tratamento.

Lembre-se de que, além dos medicamentos, mudanças no estilo de vida, a identificação e o cuidado no contato com alérgenos são fundamentais para o manejo eficaz da rinite.

Aproveite para assistir o vídeo sobre doenças respiratórias com a Dra. Maria Laura Sandeville, pneumologista credenciada Omint.

Gostou do conteúdo e conhece alguém que tenha rinite? Então compartilhe para que ela saiba exatamente o que fazer para ter uma vida com mais qualidade. Até a próxima!