Janeiro Branco e a importância dos cuidados com a saúde mental

Durante o primeiro mês do ano, acontece a campanha Janeiro Branco, criada em 2014 com o objetivo de chamar a atenção da humanidade para as questões e necessidades relacionadas à saúde mental e emocional das pessoas.

Para que você entenda um pouco melhor sobre a campanha, suas motivações e cuidados com a saúde mental na vida pessoal e profissional, conversamos com a Dra. Yara Azevedo Prandi, psiquiatra e médica credenciada Omint, que explicou os principais pontos sobre o assunto.

Neste artigo você vai conferir:

O que é a campanha Janeiro Branco?

O Janeiro Branco é uma campanha brasileira criada em 2014 com o objetivo de ampliar o debate sobre a saúde mental e emocional na sociedade. A iniciativa parte da premissa de que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo e busca estimular o autocuidado, a escuta e a procura por apoio profissional sempre que necessário.

A campanha mobiliza profissionais de saúde, empresas, escolas e a sociedade civil por meio de palestras, oficinas, rodas de conversa e conteúdos educativos, contribuindo para a redução do estigma em torno dos transtornos mentais e para a promoção de informação de qualidade.

Origem e objetivos da campanha

 

Criado no Brasil, o Janeiro Branco nasceu com a proposta de convidar as pessoas a refletirem sobre suas emoções, relações e escolhas de vida, incentivando uma postura mais consciente em relação à saúde mental ao longo do ano.

Por que o mês de janeiro foi escolhido?

Janeiro carrega um forte simbolismo cultural. É o mês dos recomeços, das metas e das reflexões sobre o que ficou para trás e o que se deseja construir. Esse contexto favorece uma pausa para olhar para dentro, avaliar expectativas e repensar rotinas, tornando o período especialmente propício para falar sobre saúde mental.

Marco legal — Lei 14.556 e a oficialização da campanha

Em 2023, a campanha ganhou reconhecimento oficial com a sanção da Lei nº 14.556, que instituiu o Janeiro Branco no calendário nacional. A legislação reforça a importância de ações contínuas de conscientização, prevenção e promoção da saúde mental em todo o país.

Janeiro Branco 2026

Em 2026, o Janeiro Branco traz como eixo “Paz. Equilíbrio. Saúde Mental”. Em um mundo cada vez mais marcado por pressões constantes, excesso de estímulos e falta de pausas, o convite é claro: desacelerar, olhar para dentro e reconstruir vínculos — consigo, com o outro e com a vida cotidiana.

Recuperar o equilíbrio emocional é fundamental não apenas para o bem-estar individual, mas também para a qualidade das relações sociais, dos ambientes de trabalho e das instituições que fazem parte da nossa rotina.

Com esse olhar, a campanha propõe uma reflexão sobre como temos lidado com as urgências do dia a dia e como podemos transformar sobrecarga em cuidado. O uso simbólico dos post-its – que pode ser visto no site da campanha – representa justamente esse movimento: organizar pensamentos, dar nome às emoções e criar espaços de escuta e atenção à saúde mental em meio à correria.

 

Psicofobia e o tabu dos tratamentos psiquiátricos

O cuidado com a saúde mental pode, muitas vezes, ser visto como “frescura” ou “coisa de gente louca”. Na verdade, cuidar da saúde mental e visitar um psiquiatra deveria ser considerado normal, assim como qualquer outra condição física, como dor de cabeça ou estômago. O preconceito com questões mentais também tem um nome: psicofobia.

O médico psiquiatra estuda e é formado exatamente para que ele possa dar um diagnóstico, de que a condição patológica está presente ou não. Somente ele consegue diferenciar se é apenas tristeza ou algum tipo de depressão, ou se a sua ansiedade é apenas um medo natural do corpo ou está prejudicando seu dia a dia.

Quanto antes o diagnóstico for feito, maiores as chances de sucesso no tratamento. Por isso, não tenha medo de visitá-lo se começar a achar que há algo de errado.

O tratamento com um psiquiatra pode durar semanas, meses ou até anos, e você não deve se sentir aflito por achar que vai ficar “dopado” de remédios ou viciado em algum tipo de medicação. Quando o diagnóstico é feito, o objetivo do psiquiatra é que você tenha mais qualidade de vida, e não ao contrário.

Sempre pense que, quando você nota algo estranho na sua pele, por exemplo, você imediatamente procura um dermatologista. Então por que não procurar um psiquiatra quando sente algo incômodo com seus pensamentos?

Muitas vezes, a insônia, a falta de apetite e outras mudanças no comportamento podem estar ligadas a desequilíbrios químicos do cérebro, fatores que podem alterar a nossa rotina e a qualidade de vida. Essas questões muitas vezes podem ser diagnosticadas por um psiquiatra.

 

A quais sinais devo ficar atento?

Você pode estar se perguntando a quais sinais você tem de ficar atento caso a sua saúde mental esteja comprometida. Até porque os indícios podem ser facilmente confundidos.

É importante lembrar que o medo é um sentimento natural do ser humano e está presente no nosso dia a dia. O problema é quando ele aparece de forma exacerbada e começa a atrapalhar o cotidiano.

A preocupação normal do ser humano não interfere no dia a dia, é controlável, não causa sofrimento, é passageira e se limita a fatos realistas e a situações específicas.

Passa a ser um problema e sinalizar a ansiedade generalizada quando essas preocupações causam sofrimento de forma significativa, são intensas, perturbadoras e existem em tempo integral, interferindo na rotina.

Aqui podemos citar também as diferenças entre “medo” e “fobia”. Enquanto o medo é natural e nos protege de situações perigosas, a fobia é um medo exagerado e desproporcional ao perigo.

Quanto à tristeza e à depressão, ressaltamos que a primeira também é um sentimento normal do ser humano. Está ligada a um fato ocorrido, geralmente ligado a perdas, é passageira e limitada a situações específicas também.

Já quando falamos dos primeiros sinais de uma depressão, a tristeza se estende por várias semanas, tomando conta de toda a realidade do indivíduo. Caracteriza-se ainda por pensamentos invasivos, perda de interesse e principalmente alteração de sono, fome e libido.

Somente um profissional qualificado pode diagnosticar de fato se há a presença de uma doença ou não, mas é importante saber quais os primeiros sinais podem indicar um possível problema. Dessa forma, fica mais fácil saber quando procurar ajuda ou até mesmo aconselhar alguém próximo a procurar um profissional.

Como as empresas devem lidar com a saúde mental?

Nomeações como Síndrome de Burnout e Boreout surgiram no decorrer dos anos, mas é necessário ficar atento para que novos nomes não sejam dados para condições já antes existentes.

“O paciente procura um psiquiatra achando que está com uma dessas duas condições, quando na verdade isso é apenas decorrente de um transtorno de ansiedade ou depressão. Por isso, precisa ser avaliado”, reforça Dra. Yara.

As organizações devem, acima de tudo, se mostrar abertas para acolher pessoas com transtornos mentais, para que elas se sintam confortáveis para falar a verdade.

Quando há acolhimento e o colaborador se sente seguro, a tendência é que ele seja mais produtivo e criativo, trazendo benefícios não só para o contratante, mas também para o funcionário, que sente que não é só apenas um número e que seu trabalho realmente importa e faz a diferença.

As empresas precisam fortemente trabalhar para diminuir o estigma em torno das doenças mentais, incentivar que os problemas sejam compartilhados, promover o bem-estar do funcionário, assim como a diminuição do estresse.

Iniciativas para a redução do preconceito com medicações psiquiátricas também devem ser promovidas, assim como avaliações psiquiátricas periódicas devem ser realizadas.

Manter os canais abertos para que esse tipo de diálogo aconteça dentro da empresa é benéfico para ambos os lados. As empresas do futuro precisam começar a colocar isso em prática, caso ainda não tenha sido feito.

Além do olhar proativo sobre a necessidade cada vez mais latente dos colaboradores em receberem esse tipo de apoio, é importante que as empresas acompanhem as mudanças e obrigatoriedades da legislação. Desde 2025, a Norma Regulamentadora 1 (NR-1) traz novas regras para as empresas na questão da saúde mental.

Com a atualização, o capítulo 1.5 da Norma passou a exigir que o gerenciamento de riscos ocupacionais inclua também os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho, como estresse, assédio e desequilíbrio entre vida pessoal e profissional

Em vídeo, confira mais informações detalhadas pela Drª. Anai Auada, psicóloga credenciada Omint.

Como posso me cuidar melhor?

Acima de qualquer coisa, o autoconhecimento é indispensável para que saibamos cuidar da nossa saúde mental. Aprender a reconhecer medos, virtudes, limites e angústias é o primeiro passo.

Falar sobre essas situações pode ser difícil, mas nos auxilia a lidar melhor com todos elas. Por isso, é tão necessário falar sobre o assunto e ressaltar a importância do cuidado com a saúde mental. Afinal, o cérebro é um órgão como qualquer outro.

A meditação, os exercícios físicos e o descanso são tão essenciais quanto procurar ajuda psicológica para checar se está tudo bem com você.

Estabelecer uma rotina de trabalho, fazer pausas e descansar acordado são ações necessárias para que seu cérebro se organize e seja produtivo na medida certa. Além disso, não se esqueça de reservar os momentos de lazer.

Não tenha medo de procurar um psiquiatra ou de uma possível medicação: ela foi feita apenas para auxiliar ainda mais na sua qualidade de vida.

Agora que você já sabe de tudo isso, que tal cuidar mais da sua saúde emocional e psicológica? Afinal, é ela que determina que todas as outras áreas da sua vida corram bem como deve ser. A Omint conta com profissionais especializados para ajudar você nessa jornada. Vamos juntos?

 

FAQ

O que é a campanha Janeiro Branco?

É uma campanha nacional de conscientização sobre saúde mental e emocional.

Por que janeiro é o mês da saúde mental?

Porque simboliza recomeços, reflexões e planejamento para o novo ano.

Qual o tema do Janeiro Branco 2026?

O tema pode variar a cada ano, mas mantém o foco no cuidado emocional e na prevenção. Em 2026, o tema é Paz. Equilíbrio. Saúde Mental.

Quais são os pilares da saúde mental?

Autoconhecimento, equilíbrio emocional, relações saudáveis e apoio profissional.

O que a CLT diz sobre saúde mental no trabalho?

A legislação prevê ambientes de trabalho seguros e a prevenção de riscos psicossociais.

O que é a NR-1?

A NR-1 é a Norma Regulamentadora que estabelece diretrizes gerais de segurança e saúde no trabalho. Ela orienta as empresas sobre a identificação, avaliação e controle de riscos ocupacionais, incluindo os riscos psicossociais, reforçando a responsabilidade das organizações na promoção do bem-estar físico e mental dos trabalhadores.

Como posso melhorar minha saúde mental e emocional?

Com hábitos saudáveis, diálogo aberto, equilíbrio de rotina e acompanhamento profissional quando necessário.

Qual a diferença entre psicólogo e psiquiatra?

O psicólogo é o profissional que atua principalmente por meio da psicoterapia, ajudando a compreender emoções, comportamentos e padrões de pensamento. Já o psiquiatra é médico, capacitado para diagnosticar transtornos mentais, solicitar exames e prescrever medicamentos quando indicado. Em muitos casos, o acompanhamento conjunto desses profissionais traz melhores resultados.

 

Dezembro Vermelho e o incentivo à prevenção ao HIV/Aids

Durante o mês de dezembro, acontece a campanha Dezembro Vermelho, que tem como objetivo reforçar a prevenção do HIV, da Aids e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

A iniciativa busca ampliar o acesso à informação, incentivar a testagem, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, além de combater o preconceito que ainda envolve o tema.

Ao longo deste conteúdo, você vai entender o que é o HIV, qual a diferença entre HIV e Aids, como ocorre a transmissão, quais são os sintomas, métodos de prevenção, formas de diagnóstico e tratamento, além da importância da conscientização para a promoção da saúde.

Neste artigo você vai conferir:

 

O que é o HIV e qual a diferença entre HIV e Aids?

Muitas pessoas não sabem a diferença entre HIV e Aids. Mas agora vamos explicar de maneira clara. O vírus HIV é um retrovírus (vírus de RNA) que ataca o sistema imunológico, responsável por defender nosso organismo de agentes externos. Quando instalado no corpo, o HIV atinge principalmente os linfócitos, um tipo específico de célula desse sistema defensivo.

Uma vez dentro dessas células, ele altera o DNA e começa a se multiplicar, fazendo com que esse sistema fique danificado, e não consiga mais funcionar corretamente.

Explicando dessa forma até dá a sensação de que é algo que ocorre tão rápido que é facilmente identificado. Mas o problema é que, muitas vezes, acontece exatamente o contrário.

Esse processo de destruição dos linfócitos pode demorar anos, fazendo com que a pessoa tenha o vírus do HIV (portador), mas nunca manifeste a doença Aids. Esse portador do vírus não apresenta nenhum sinal e sintoma de imunidade baixa, e segue sua vida normalmente, o que pode colocar outras pessoas em risco.

A Aids doença só é caracterizada quando o sistema imunológico já está tomado pelas ações do vírus, fazendo com que qualquer agente infeccioso externo possa afetar muito gravemente o indivíduo. Nesse caso, é muito comum que uma gripe ou pneumonia se complique muito, por não haver mais um sistema de defesa capaz de combater a doença.

Dessa forma, pacientes com a doença em estágio avançado não acabam morrendo pela condição em si, mas por não haver mais defesa contra outros agentes infecciosos.

Entretanto, grandes esforços foram promovidos pela ciência para que hoje tenhamos tratamentos bem-sucedidos de altíssimo nível, fazendo com que pessoas portadoras do HIV nunca desenvolvam a Aids. Basta que sigam o tratamento medicamentoso, que será abordado mais à frente.

Como ocorre a transmissão do HIV?

Como qualquer outra doença transmissível, muitos estudos foram desenvolvidos até que se chegasse a uma lista de formas de transmissão, extremamente necessária para que a sociedade se informe. Vamos a elas!

Sexo vaginal, anal ou oral sem camisinha. O sexo desprotegido pode trazer diversas infecções sexualmente transmissíveis, inclusive o HIV.

Uso de seringas contaminadas pelo vírus por mais de uma pessoa. Por isso a importância de sempre utilizar materiais descartáveis para cada paciente.

Transfusão de sangue contaminado. Hoje, o processo de análise para os bancos de sangue é altamente rigoroso para que situações como essa não aconteçam, pois outras doenças também podem ser transmitidas por essa via.

Da mãe infectada para o seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação. É chamada de transmissão vertical. Por isso é tão importante garantir acesso ao pré-natal, com tratamento e acompanhamento adequados e as boas práticas na assistência ao parto das mulheres vivendo com HIV/Aids.

Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados e contaminados pelo virus. Qualquer utilização desse tipo de instrumento necessita de um processo de esterilização para que os micro-organismos presentes não passem de uma pessoa para a outra.

Mais importante que saber os meios de transmissão do HIV, é saber os que NÃO transmitem a doença. Essas informações são extremamente necessárias para que o convívio em sociedade seja mais saudável e com menos preconceito. Doenças transmissíveis geralmente são um tabu e muita desinformação ainda circula, fazendo com que algumas pessoas pensem que podem se contaminar de maneiras pelas quais a transmissão não acontece. Confira!

– Sexo com proteção, ou seja, com a utilização correta da camisinha

– Masturbação a dois

– Beijo no rosto ou na boca

– Suor e lágrima

– Picada de inseto

– Aperto de mão ou abraço

– Produtos de higiene, como sabonete, toalha e lençóis

– Talheres ou copos

– Assentos de ônibus ou avião

– Piscinas

– Banheiros

– Doação de sangue

– Pelo ar

Confira, em vídeo, 3 fatos sobre HIV e Aids com a Dra. Mirian Dal Ben Corradi, infectologista do Hospital Sírio Libanês e médica credenciada Omint.

https://www.youtube.com/watch?v=7PRsIFiQrn8

 

Quais são os sintomas?

Como já citado, os sintomas para essa condição podem demorar muito a aparecer. Para que o comportamento do vírus seja mais fácil de ser entendido, a condição foi separada em fases. Confira!

Primeira fase: é chamada de infecção aguda, na qual ocorre a incubação do HIV. Essa etapa corresponde ao tempo de exposição até os primeiros sinais aparecerem, período que pode variar de 3 a 6 semanas. Nosso organismo leva até 60 dias para produzir os anticorpos contra o HIV, e os primeiros sintomas podem ser muito parecidos com os de uma gripe comum, como mal-estar e febre. Por isso, acaba passando despercebido muitas vezes.

Segunda fase: chamada de fase assintomática, é caracterizada pela forte e constante interação entre as células de defesa do corpo e o vírus com suas diversas mutações. Porém, isso ainda não enfraquece o sistema de forma suficiente para permitir que infecções oportunistas se desenvolvam. O corpo pode permanecer nessa fase por muitos anos. Por isso, acaba se tornando uma doença silenciosa por não manifestar nenhum sintoma durante muito tempo, mesmo com o vírus presente.

Terceira fase: chamada de fase sintomática, acontece quando esse processo de interação entre as células de defesa e o vírus já está ocorrendo há muito tempo. Nesse momento, as células do nosso sistema imunológico começam a ser destruídas de fato, abrindo as portas para o que chamamos de doenças oportunistas, na qual uma simples gripe pode ter diversas complicações devido à baixíssima imunidade.

As taxas de linfócitos T CD4+ (glóbulos brancos do sistema imunológico) chegam a ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue, sendo que, em indivíduos adultos, o valor considerado normal é de 800 a 1.200 unidades. Aqui, os sintomas mais comuns podem incluir febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento severo.

Quando a terceira fase já está instalada, atinge-se o início do estágio mais avançado da doença, a chamada Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – Aids.

É nessa fase que o paciente, por não saber da infecção ou por não seguir o tratamento corretamente, acaba desenvolvendo diversas outras doenças, como hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer. Muitas vezes, essas doenças acabam levando à morte, uma vez que o organismo não tem mais como se defender, devido à destruição dos linfócitos.

Métodos de prevenção do HIV

A prevenção do HIV é baseada em um conjunto de estratégias conhecido como prevenção combinada, que reúne diferentes métodos de proteção de acordo com o perfil e a realidade de cada pessoa. Essa abordagem amplia as chances de evitar a transmissão do vírus e contribui para a redução de novos casos.

Principais formas de prevenção do HIV:

  • Uso correto e consistente do preservativo
  • Testagem regular para HIV e outras ISTs
  • Profilaxia Pós-Exposição (PEP)
  • Profilaxia Pré-Exposição (PrEP)
  • Tratamento adequado de pessoas vivendo com HIV
  • Redução de danos em situações de maior vulnerabilidade

Como funciona o diagnóstico?

Assim como algumas outras doenças, saber o seu diagnóstico em relação ao HIV é de extrema importância. Quanto antes ter o conhecimento sobre o fato, mais chances de a pessoa levar uma vida saudável, graças aos tratamentos hoje disponíveis para a população.

O diagnóstico da infecção por HIV é feito a partir da análise de sangue ou fluido oral. Aqui no Brasil, esse diagnóstico pode ser feito por exames laboratoriais ou testes rápidos, que detectam a presença do vírus em 30 minutos, realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde – SUS, ou nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

É primordial reforçar também que esses exames podem ser feitos de forma anônima, caso a pessoa não queira se identificar. Nos CTAs, além dos exames disponíveis, ainda existe todo um processo de aconselhamento, que auxilia o indivíduo a entender e interpretar o resultado dos testes.

A detecção do vírus pode acontecer depois dos primeiros 30 dias após a exposição à situação de risco.

 

Quais são os tratamentos disponíveis?

O tratamento para o HIV é feito com medicamentos, que impedem a multiplicação do vírus no organismo e, dessa forma, conseguem fazer com que o sistema imunológico não seja tão afetado, apesar de não conseguirem eliminar o vírus do corpo.

Os primeiros medicamentos já surgiram logo na década de 1980 e foram aprimorados com o tempo. Hoje, é possível conviver com o vírus sem que existam maiores consequências para o sistema imunológico, caso o tratamento seja feito rigorosamente.

Essas medicações são conhecidas como antirretrovirais (ARV) e estão disponíveis para a população pelo Sistema Único de Saúde – SUS, sem restrição, sendo necessária apenas a retirada com prescrição médica.

Com o uso correto das medicações, é possível que, após um período de 6 meses, o vírus se torne indetectável. Isso significa que, mesmo sendo portador do vírus, seguindo o tratamento à risca por um período contínuo, nem mesmo um exame de sangue consegue detectar o HIV.

Estudos mostram que, quando o indivíduo chega a esse estágio, o vírus também se torna intransmissível, graças à adesão correta da terapia antiviral (TARV).

Nessa fase, é extremamente necessário que a terapia continue sendo feita corretamente. Qualquer pausa pode “reativar” o vírus, fazendo com que ele se torne novamente detectável, aumente a carga viral e ainda pode existir até o desenvolvimento de uma resistência aos medicamentos.

Os exames devem ser feitos regularmente para que a carga viral seja identificada e, dessa forma, controlada por meio da medicação. Você pode conferir mais informações sobre isso aqui.

Há também a PEP (Profilaxia Pós-Exposição), medida de prevenção utilizada quando o indivíduo é exposto à uma situação de risco, como profissionais de saúde, ou mesmo em casos de exposição sexual, na qual seja necessário um tratamento de emergência. A PEP consiste em um coquetel de remédios que deve ser usado por 28 dias contínuos, evitando que a infecção aconteça.

Para casos de profissionais expostos a objetos contaminados, vítimas de violência sexual ou rompimento de camisinha, é o primeiro passo a ser dado. Esse tipo de tratamento deve ter início de 2 até 72 horas após a exposição. Quanto mais tempo passa, a eficácia da PEP pode diminuir.

Mitos e verdades sobre o HIV

  • O HIV é transmitido pela saliva?
    Não. Beijos, saliva e contato casual não transmitem o vírus.
  • O HIV pode ser transmitido por abraço ou aperto de mão?
    Não. O convívio social não oferece risco de transmissão.
  • Pessoas vivendo com HIV podem ter qualidade de vida?
    Com tratamento adequado, é possível viver com saúde e bem-estar.
  • Quem está indetectável transmite o HIV?
    Não. Pessoas com carga viral indetectável não transmitem o vírus.

A importância do combate ao preconceito

Desde os primeiros casos nos anos 1980, o HIV/Aids sempre foi um tabu na sociedade. Antes, acreditava-se que a doença poderia estar relacionada à sexualidade das pessoas, o que acabou gerando diversas reações.

Hoje, sabemos que o HIV é um vírus transmitido principalmente por via sexual, independentemente de gênero, por objetos cortantes contaminados, transfusão de sangue contaminado e da mãe para o feto, em alguns casos.

A disseminação de informações verdadeiras é muito essencial, pois evita que atos preconceituosos aconteçam: as pessoas soropositivas já enfrentaram muita discriminação na sociedade.

Conclusão

A prevenção do HIV é um compromisso com a própria saúde e com a saúde coletiva. Informar-se, realizar testes regularmente, adotar práticas seguras e buscar acompanhamento médico são atitudes fundamentais para evitar a transmissão do vírus e garantir qualidade de vida.

Durante o Dezembro Vermelho — e ao longo de todo o ano — cuidar da saúde é um ato de responsabilidade, respeito e valorização da vida.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre o assunto, que tal compartilhar essas informações com as pessoas que você ama? A informação é primordial no combate à Aids. Vamos juntos?

O uso excessivo das telas e a saúde ocular: como posso me cuidar?

A saúde ocular vai muito além da capacidade de “enxergar”. Trata-se de um processo que envolve interpretação, percepção, cognição e respostas motoras.

O estudo “Vision Is Our Dominant Sense“, da BrainLine, indica que cerca de 80% a 85% do que aprendemos, percebemos e realizamos no dia a dia é mediado pela visão, o que reforça o papel central desse sentido na nossa qualidade de vida e na forma como interagimos com o mundo.

Com a rotina cada vez mais digital, passamos mais tempo expostos às telas do que nunca.

Esse comportamento trouxe à tona questões importantes sobre a saúde visual, incluindo o aumento dos casos de miopia e astigmatismo, a progressão dos graus de miopia, o surgimento da fadiga ocular e os efeitos desse hábito na visão de crianças e adolescentes.

Para entender melhor o que é saúde ocular, quais são os riscos associados ao uso excessivo das telas e quais cuidados com os olhos realmente ajudam a proteger a visão, conversamos com o Dr. Roberto Murad Vessani, oftalmologista credenciado Omint.

A seguir, você confere como as telas influenciam a saúde dos olhos, quais doenças podem surgir a partir desse hábito e o que você pode fazer, no dia a dia, para manter sua visão protegida. 

O que é saúde ocular e por que ela importa?

Falar em saúde ocular é falar de todas as estruturas que compõem o sistema visual: córnea, retina, músculo ciliar, cristalino, nervo óptico e o próprio filme lacrimal, responsável pela lubrificação dos olhos.

Cuidar bem da visão é garantir que esses mecanismos funcionem de forma integrada e saudável, evitando desde desconfortos simples até doenças dos olhos como miopia, astigmatismo, olho seco, degeneração macular e outras alterações refrativas.

Com o aumento da exposição às telas, o cuidado com a visão se tornou ainda mais importante.

Um estudo intitulado Digital Screen Time and Myopia mostrou que esse consumo de telas pode elevar em até 23% o risco de desenvolver a miopia. E o desafio é ainda maior nas crianças que ainda não foram alfabetizadas, porque identificar os sinais nem sempre é simples. Confira a explicação da Dra. Beatriz Crestana:

Como as telas afetam a visão?

Nossos olhos são estruturas sensíveis do corpo e trabalham para que a nossa visão esteja sempre nítida. Quando utilizamos telas próximas ao rosto, como celulares, tablets e computadores, uma estrutura chamada músculo ciliar precisa se contrair para que possamos enxergar corretamente e focar no que é necessário no momento.

O que acontece é que existe uma contração contínua por conta do esforço que esses tipos de displays digitais exigem. Por isso, nossos olhos podem sofrer algumas consequências, como a astenopia digital, também conhecida como Síndrome da Visão do Computador.

Fadiga ocular, desconforto, sensação de olhos secos ou mais quentes podem ser alguns dos sintomas, principalmente porque, nessas situações, o reflexo do piscar, responsável por lubrificar a retina e produzir o filme lacrimal, diminui drasticamente.

Enquanto normalmente piscamos de 40 a 50 vezes por minuto, diante de uma tela próxima isso pode ser reduzido para apenas 10 vezes, causando tais sintomas.

Miopia, astigmatismo e graus de miopia: qual é a relação com o uso de telas?

Um dos temas mais buscados por quem pesquisa saúde ocular é justamente entender se as telas são as causadoras de miopia.

E a resposta é: as telas não causam a miopia, mas podem acelerar a progressão do problema, especialmente quando a pessoa já tem predisposição genética.

O que é miopia?

A miopia é um erro refrativo em que a pessoa enxerga bem de perto, mas tem dificuldade de enxergar à distância. Isso acontece quando o globo ocular é um pouco mais alongado ou quando o foco da imagem se forma antes da retina.

Graus de miopia e telas

O estudo “Miopia causada pelo uso de telas de aparelhos eletrônicos”, publicado na Revista Brasileira de Oftalmologia e disponibilizado na plataforma SciELO Brasil, destaca que ambientes fechados, falta de luz natural e foco excessivo em objetos próximos aumentam a chance de progressão dos graus de miopia em crianças e jovens.

E o astigmatismo?

O astigmatismo ocorre quando a curvatura da córnea ou do cristalino é irregular, distorcendo a imagem.

Ele não é causado por telas, mas a fadiga ocular pode piorar temporariamente a sensação de visão desfocada em quem já tem o problema.

Miopia e astigmatismo juntos

É bastante comum ter os dois ao mesmo tempo, o que torna o cuidado com telas ainda mais importante, já que aumenta o esforço visual.

Como posso identificar que a minha saúde ocular está prejudicada?

Os sintomas podem variar, sobretudo de intensidade, de pessoa para pessoa. Entre os mais comuns estão:

  • Olhos doloridos, cansados ou irritados e visão turva.
  • Dificuldade para focar, principalmente em placas de trânsito e pedestres ao final do dia.
  • Dor de cabeça.
  • Falta de concentração.

Em alguns casos, o ressecamento pode ser tão intenso a ponto de dificultar o ato de abrir os olhos ao acordar.

Caso identifique um ou mais sintomas como esses, você deve procurar um oftalmologista quanto antes, pois somente um profissional conseguirá avaliar adequadamente cada caso e dar o diagnóstico.

Qual o tempo recomendado de uso diário?

Sabemos que, hoje, é muito comum estarmos conectados o tempo todo, principalmente pelo celular, já que o aparelho se tornou essencial para o nosso dia a dia. Mas, segundo as recomendações, quando possível, o ideal é que o uso não ultrapasse 4 horas diárias, pois os sintomas já podem começar a aparecer.

Caso eu precise passar do tempo recomendado, quais precauções devo tomar?

Seguir as recomendações de 4 horas diárias hoje em dia é muito difícil em um mundo no qual todas as faixas etárias passam um tempo considerável na frente de uma tela. Segundo o Dr. Roberto Murad Vessani, orienta-se que a cada 20 minutos você olhe para o horizonte – pode ser por uma janela ou em qualquer ambiente externo – por 20 segundos.

Isso promove o descanso para a vista e ajuda a musculatura a relaxar, funcionando quase como um “alongamento” para os olhos.

Ele também sugere que você faça pausas a cada uma hora e realmente se levante, alongue-se. Se possível, saia um pouco do ambiente onde você trabalha e permita que seus olhos descansem por alguns minutos antes de retornar ao trabalho.

Caso sinta seus olhos mais secos e isso esteja incomodando, recomenda-se que você utilize um colírio lubrificante para que a sensação diminua. O especialista ainda alerta que, se o uso da medicação for contínuo, você deve procurar por opções sem conservantes.

O famoso filtro de luz azul: faz bem ou mal?

O filtro de luz azul é uma tecnologia desenvolvida para algumas lentes e telas para que alguns tipos de raios não cheguem até os nossos olhos, pois acredita-se que a luz azul dos dispositivos pode ser tóxica.

Apesar de existirem inúmeros estudos científicos sobre o assunto, nenhum ainda foi capaz de nos trazer a resposta correta, comprovando sua toxicidade.

Segundo Dr. Roberto, o filtro pode ser usado sem maiores problemas, pois, apesar de não ter comprovação de sua eficácia, é mais um tipo de possível proteção que pode ser usada sem nenhum malefício pelo paciente.

O que o celular pode causar na visão da criança?

Já é possível identificar que, nos últimos anos, o índice de miopia em crianças tem crescido consideravelmente nos consultórios. Isso tem relação com o uso exacerbado de celulares e tablets.

Isso acontece porque nossos hábitos e estilo de vida mudaram e, consequentemente, o das crianças também. Até alguns anos atrás, era comum que brincassem muito mais fora de casa, em atividades ao ar livre, por exemplo. Hoje, é muito mais recorrente que estejam sempre entretidas com alguma tela, com jogos, filmes e aplicativos.

A contração do músculo ciliar, como citamos anteriormente, também é contínua nas crianças que passam muito tempo em ambiente interno. Por estarem em fase de desenvolvimento, há maior tendência de desenvolverem miopia, pois não há nenhum momento de descanso para o olho, causando a fadiga visual logo cedo.

Por isso, é extremamente aconselhado que crianças não fiquem o tempo todo dentro de casa fazendo esse tipo de atividade. Sempre que possível, devem passar alguns minutos em lugares abertos, para que dessa forma possam descansar a visão.

Além disso, se possível, a TV é sempre a melhor opção, pois fica mais distante do rosto, prejudicando menos a saúde ocular.

O uso de óculos é recomendado para todas as pessoas?

Não. Existem pessoas que não têm a necessidade de usar lentes corretivas ou óculos. Mas é importante que todos que utilizam telas visitem um oftalmologista para verificar se é necessário o uso.

Os óculos trazem conforto para a visão, permitindo que a pessoa consiga trabalhar de forma mais confortável. Dr. Roberto alerta que, no caso de uso de telas para míopes, o desconforto pode quase não estar presente, pois para essas pessoas enxergar em telas bem próximas é mais fácil.

Se você é míope, a recomendação é que, mesmo que se sinta mais confortável ficar sem os óculos na frente de telas próximas, você deve usá-los, pois isso evita criar maus hábitos para a sua visão.

Ainda é recomendado que, para uso de dispositivos, caso você necessite de correção, sempre opte por óculos ao invés de lentes de contato.

Quais as dicas para quem quer cuidar melhor dos olhos?

Para que você cuide melhor dos olhos, siga as sugestões abaixo.

  • Se possível, respeite o tempo recomendado de 4 horas na frente das telas.
  • Separe alguns momentos da sua semana para estar em ambiente externo – como uma caminhada ao ar livre, por exemplo.
  • Prefira TVs a celulares ou tablets em seus momentos de lazer, se isso não for possível para trabalho.
  • Quando estiver trabalhando, preste atenção se a sua tela está entre 60 e 65 cm de distância, pois essa é a forma correta de utilização.
  • Ajuste o brilho da tela para que fique confortável para a sua visão sem que você faça esforço.
  • Ajuste a luz do ambiente e nunca fique por muito tempo com luz direto no rosto: ela deve ser sempre voltada para o dispositivo que você estiver usando – como um livro ou computador.
  • Faça os intervalos recomendados – de 20 minutos e de 1 hora – como citados anteriormente.
  • A cadeira e a mesa devem estar ajustadas para que você fique na posição correta e não desenvolva outros tipos de problema.

Vitaminas, nutrientes e hábitos que protegem a saúde ocular

Embora não curem miopia ou astigmatismo, alguns nutrientes são essenciais para manter os olhos saudáveis e prevenir certas doenças dos olhos.

Principais vitaminas para a visão

  • Vitamina A: protege a retina e ajuda na lubrificação.
  • Ômega 3: contribui para o filme lacrimal e reduz inflamação.
  • Luteína e zeaxantina: filtram luz intensa e protegem a mácula.
  • Vitaminas C e E: antioxidantes importantes.

Além disso, manter hábitos como hidratação adequada, alimentação equilibrada e tempo ao ar livre melhora significativamente a saúde visual.

Agora que você já sabe como cuidar melhor dos olhos, que tal colocar em prática? Nossa visão é responsável por nos permitir enxergar e é uma função muito importante do corpo. Por isso, todo cuidado é necessário.

Vale lembrar que é extremamente importante, ao sinal de qualquer desconforto, procurar um oftalmologista imediatamente.

FAQ: Perguntas frequentes sobre saúde ocular

Telas podem causar doenças dos olhos?

Elas não causam doenças estruturais como catarata ou glaucoma, mas podem agravar fadiga ocular, instabilidade da miopia e olho seco.

O que é miopia e por que ela aumenta com telas?

Miopia é a dificuldade de enxergar de longe. Comportamentos como ficar muito tempo em ambientes internos ou lendo de perto favorecem a progressão.

Astigmatismo piora com o uso de telas?

O astigmatismo não piora, mas seus sintomas podem ficar mais perceptíveis quando há fadiga ocular.

Quais são os principais sinais de que devo procurar um oftalmologista?

Visão turva, dor de cabeça frequente, irritação constante, olhos secos e dificuldade de foco.

O que é a regra 20-20-20?

A regra 20-20-20 é uma técnica simples para reduzir a fadiga ocular causada pelo uso excessivo de telas. Ela funciona assim: a cada 20 minutos, olhe para algo a 20 pés de distância (cerca de 6 metros) por 20 segundos.

Esse intervalo relaxa os músculos dos olhos e ajuda a evitar sintomas como ardência, visão turva e sensação de cansaço.

Quais são as dicas para manter a saúde ocular?

Alguns cuidados essenciais para manter a saúde ocular no dia a dia incluem:

  • Fazer consultas regulares com um oftalmologista.
  • Ajustar brilho e distância das telas.
  • Usar iluminação adequada.
  • Manter pausas visuais (como a regra 20-20-20).
  • Evitar coçar os olhos.
  • Manter a hidratação e piscar com frequência.
  • Usar óculos com o grau correto (quando indicado).

Essas medidas ajudam a prevenir problemas como fadiga ocular, irritação, progressão de miopia e outras doenças dos olhos.

Quem tem 0.25 de grau precisa usar óculos?

Geralmente, 0.25 grau de miopia ou astigmatismo é considerado muito baixo e, muitas vezes, não exige uso obrigatório de óculos.
No entanto, a necessidade depende dos sintomas:

  • Se houver dor de cabeça, cansaço visual, dificuldade de manter o foco ou desconforto ao dirigir, estudar ou usar telas, o óculos pode ajudar.
    A recomendação ideal deve ser feita por um oftalmologista, que avalia não apenas o grau, mas também o impacto funcional na saúde visual.

Qual é a melhor vitamina para os olhos?

Não existe uma “vitamina única”, mas alguns nutrientes são especialmente importantes para a visão: Vitamina A, C e E, ômega-3, luteína e zeaxantina e zinco.

 

Referências:

  1. Ministério da Saúde. “7 dicas para manter a saúde ocular”. Biblioteca Virtual em Saúde. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/7-dicas-para-manter-a-saude-ocular/
  2. “Vitamina A (Retinol)”. Medicina UFMG. Disponível em: https://www.medicina.ufmg.br/observaped/vitamina-a-retinol/
  3. GOMES, A. C. G. “Miopia causada pelo uso de telas de aparelhos eletrônicos: uma revisão de literatura”. Revista Brasileira de Oftalmologia, v. 79, n. 5, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbof/a/RqBxKbL4mgwxnZhFFftZYSM/?lang=pt
  4. CARTA CAPITAL. “10 atitudes simples para manter a saúde dos olhos ao longo da vida”. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/bem-estar/10-atitudes-simples-para-manter-a-saude-dos-olhos-ao-longo-da-vida/
  5. CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO PARANÁ (COREN-PR). “10 de julho – Dia da Saúde Ocular”. Disponível em: https://www.corenpr.gov.br/10-de-julho-dia-da-saude-ocular/
  6. Casa Civil. “Saúde ocular: cuidados com os olhos podem evitar a perda da visão”. Disponível em: https://www.gov.br/casacivil/pt-br/assuntos/noticias/2022/julho/saude-ocular-cuidados-com-olhos-podem-evitar-a-perda-da-visao
  7. Ministério da Saúde. “Saúde ocular”. Biblioteca Virtual em Saúde. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/saude-ocular/