Os cuidados com a saúde do homem

Com o desenvolvimento da tecnologia e as campanhas de incentivo à saúde, a expectativa de vida tem aumentado com o passar do tempo. Ainda assim, há muito a ser feito, principalmente com relação aos homens e à saúde masculina.

Segundo dados de 2022 do IBGE, os homens chegam a viver sete anos a menos do que as mulheres, e isso se dá principalmente à falta de políticas voltadas especificamente para esse público.

Mas como essa realidade pode ser melhorada? O que os homens podem fazer para viver mais e com mais qualidade? É isso que veremos no artigo de hoje.

Você vai conferir:

O que é saúde masculina e por que ela importa?

A saúde masculina é um conjunto de cuidados integrados que envolve corpo, mente, bem-estar sexual e prevenção de doenças ao longo da vida. No entanto, fatores históricos e culturais fizeram com que os homens procurassem menos o sistema de saúde, criando um padrão de negligência que ainda impacta diretamente a expectativa de vida masculina. Hoje, pesquisadores apontam que fortalecer o cuidado preventivo é uma das estratégias mais eficazes para reduzir mortes evitáveis e melhorar o envelhecimento.

A realidade da saúde do homem

Fazer visitas regulares ao médico deveria ser uma realidade para qualquer pessoa. Porém, infelizmente essa ainda não é uma realidade, nem no mundo, nem no Brasil.

Pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia mostra que houve o aumento de 49,96% da procura por médicos por parte do público masculino, entre os anos 2016 e 2020, mas as mulheres estão à frente nessa jornada.

No entanto, além das barreiras culturais, muitos homens não possuem um “médico de referência” ao longo da vida, o que dificulta o acompanhamento contínuo e o diagnóstico precoce de doenças silenciosas, como hipertensão, diabetes e distúrbios hormonais.

E por que será que essa procura ainda precisa de muito incentivo?

No decorrer da história, homens carregaram o estigma de “serem fortes”, ou de não precisarem de cuidados. Atualmente, porém, sofrem as consequências desse pensamento, pois buscam ajuda somente quando algum problema já está instalado, muitas vezes dificultando possibilidades de tratamentos ou cura para alguma questão.

Culturalmente, ir ao médico ou respeitar os cuidados básicos com a saúde poderia ser visto como fraqueza ou fragilidade, mas esse é um cuidado que homens também precisam ter. É por isso que a expectativa de vida do homem no Brasil hoje pode chegar a ser de sete anos a menos do que a das mulheres, conforme citamos anteriormente.

E fica fácil ilustrar esse problema: esse papel do cuidado masculino ainda precisa ser reforçado por mulheres mais próximas, como mães, esposas ou filhas, que têm de insistir para que eles procurem ajuda e coloquem os exames em dia. Será que você tem algum caso assim na família? Pois ainda é muito mais comum do que se espera.

Por isso, existe a necessidade de termos cada vez mais incentivo e campanhas para quebrar esse estigma, para que esse público busque ajuda para prevenir possíveis problemas, ao invés de apenas chegar ao médico quando é necessário tratá-lo de forma mais severa, com doenças já instaladas.

Quais as doenças que mais afetam os homens?

Confira os tipos de doenças mais comuns no público masculino.

1. Câncer de pele não melanoma

É o tipo mais comum de câncer entre os homens. Ele se dá por conta dos raios de sol, pois os homens também têm menor tendência a usar protetor solar.

2. Câncer de próstata

Depois do câncer de pele, o de próstata é o que mais atinge os homens. Pode se manifestar geralmente após os 45 anos, idade em que os exames para o rastreamento devem ser iniciados. É importante lembrar que homens com histórico de câncer de próstata na família devem ficar mais atentos e não negligenciar seus exames.

A boa notícia é que, quando os exames começam a ser feitos na idade indicada e o câncer é identificado, as chances de cura são de mais de 90%. Vale destacar que vários tipos de tratamento dessa condição já estão mais desenvolvidos devido ao desenvolvimento da ciência nessa área. Ou seja, cada paciente pode ter o tratamento especializado para o seu caso, por isso a necessidade da investigação logo após a idade recomendada.

Você pode conferir mais sobre o que é, quais os sintomas, tratamentos e outras informações sobre o câncer de próstata aqui.

3. Câncer de pulmão

Esse é o terceiro câncer mais comum entre os homens. Com esse dado, podemos reafirmar a questão dos cuidados mais negligenciados com a saúde do público masculino. Por exemplo, o câncer de pulmão é uma das principais causas de morte evitáveis, já que em 85% das suas incidências a doença está relacionada ao consumo de tabaco e derivados.

De acordo com informações disponibilizadas pelo INCA, em 2020, 22,3% da população mundial usou algum tipo de tabaco, sendo que 36,7% desse público é masculino. Ou seja, o estilo de vida prejudicial ainda prevalece entre os homens.

4. Doenças que afetam o fígado

Junto ao tabaco, muitas vezes pode estar associado o consumo de álcool. Quando ocorre o uso exacerbado, pode afetar o fígado, facilitando a presença de doenças como cirrose, hepatites e câncer de fígado.

Assim como o consumo de tabaco, o de álcool é maior entre os homens. Segundo dados da Opas (Organização Panamericana de Saúde), em 2010, o consumo total de álcool per capita, em litros de álcool puro, foi em média de 19,4 litros para os homens e 7 litros para as mulheres.

5. Diabetes e doenças cardiovasculares

A diabetes e as doenças cardiovasculares também têm mais incidência nos homens, pois por muitas vezes estão relacionadas ao estilo de vida. O sedentarismo, a falta de cuidado com a alimentação, o alto consumo de álcool e tabaco, e a falta de controle de peso podem fazer com esses tipos de doença apareçam mais facilmente.

Neste vídeo, o Dr. Davi Abem, urologista e médico credenciado da Omint, dá um recado sobre saúde do homem:

Quais são os principais cuidados com a saúde do homem?

Saúde física

A saúde física envolve hábitos diários como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, sono adequado e controle de fatores de risco (pressão, colesterol, glicemia). Pequenas mudanças de rotina podem reduzir drasticamente a incidência de doenças cardiovasculares, principal causa de morte entre homens no Brasil e no mundo.

Saúde mental masculina

Os homens ainda têm mais dificuldade de reconhecer sintomas de ansiedade, depressão ou estresse crônico. A saúde mental masculina também sofre influência da pressão social por desempenho, produtividade e autocontrole emocional. Criar espaços de diálogo e incentivar a busca por apoio psicológico é fundamental para quebrar o ciclo de silêncio.

Saúde íntima e prevenção

A saúde sexual e reprodutiva também merece atenção, incluindo: prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, avaliação hormonal, função erétil e libido. O acompanhamento com especialistas ajuda a identificar alterações hormonais, infertilidade, disfunção erétil e inflamações urológicas, muitas vezes negligenciadas por vergonha ou desinformação.

 

Qual médico cuida da saúde do homem?

Urologista, andrologista e outras especialidades

O urologista é o principal especialista responsável pela saúde do homem, desde a juventude até a terceira idade. Ele acompanha rins, próstata, bexiga, testículos e saúde sexual.

Já o andrologista é focado especificamente em questões hormonais e reprodutivas masculinas. Dependendo da fase da vida, outros profissionais também podem ser importantes: cardiologista, endocrinologista, nutrólogo, psiquiatra e psicólogo.

Quando procurar um especialista

O ideal é que todo homem tenha um médico de referência antes dos 40 anos, não apenas quando surge um sintoma. Consultas anuais, mesmo sem alterações, permitem identificar problemas silenciosos e personalizar orientações e tratamentos.

Qual o papel da campanha Novembro Azul nessa caminhada?

Até aqui, já vimos quão necessário é o incentivo para que os homens cuidem mais da sua saúde, não é mesmo?

E é por isso que a campanha Novembro Azul chega para contribuir ainda mais. Como vimos, o segundo câncer mais incidente nos homens é o câncer de próstata, que merece atenção redobrada para os seus cuidados.

A campanha Novembro Azul nasceu em 2011 com o objetivo da conscientização da doença e para reforçar a importância do rastreamento do câncer em sua fase inicial. Por isso, reforça que os exames devem começar a ser feitos aos 45 anos, para homens com histórico na família, e aos 50, para os que não tem.

Conforme citamos, o câncer de próstata tem alto índice de chances de cura se descoberto no início, assim como o câncer de mama para as mulheres.

Por isso, a campanha deve ser largamente divulgada para que possa auxiliar nessa jornada.

Exames de rotina e check-up masculino

Os exames preventivos devem ser realizados periodicamente e variam conforme a idade e o histórico familiar. Eles são fundamentais para identificar doenças de forma precoce, quando as chances de tratamento e cura são maiores.

De acordo com o médico Dr. Luís Fernando Penna, em entrevista ao VivaBem/UOL (2025), exames básicos como hemograma, glicemia e colesterol devem ser realizados regularmente para prevenir doenças.

Confira a seguir a lista de exames recomendados por faixa etária.

Exames por faixa etária

A partir dos 20 anos

  • Hemograma, glicemia, colesterol e função renal
  • Pressão arterial
  • Avaliação dermatológica (controle de sinais e manchas)
  • Avaliação cardíaca e perfil hormonal
  • Rastreamento de ISTs (infecções sexualmente transmissíveis)

A partir dos 40 anos

Todos os exames anteriores e mais:

  • Avaliação prostática (PSA total e livre)
  • Ultrassom pélvico conforme orientação
  • Checagem aprofundada de risco cardiovascular
  • Colonoscopia

A partir dos 60 anos

Todos os exames anteriores e mais:

  • Avaliação completa de função renal, hepática, vitamina D e sódio/potássio
  • Densitometria óssea para avaliação de osteoporose
  • Avaliação de funções cognitivas

Principais exames hormonais e preventivos

  • Testosterona total e livre
  • TSH, T4 e perfil da tireoide
  • Vitamina D
  • Função renal: ureia e creatinina
  • Função hepática: TGO, TGP, GGT

 

Como é possível melhorar os cuidados com a saúde do homem?

Essa situação, por mais que ainda não seja ideal, já vem caminhando para uma melhora. Conforme citamos no texto, os homens têm buscado mais por serviços de saúde, mas ainda há muito a ser feito. Veja!

  1. Ensino que vem de casa: uma das boas estratégias para que esse cenário mude a longo prazo é ensinar desde cedo que todos nós precisamos nos cuidar, independentemente do sexo. O incentivo pode vir desde criança, sempre reforçando como é possível ter esses cuidados, que pode ser principalmente colocado como ato de autocuidado e amor-próprio, algo que tem se tornado muito mais comum na sociedade atual.
  2. Incentivo da família e amigos: se o seu pai, avô, tio ou amigos não estão se cuidando como deveria, que tal apoiar esse cuidado? Relembrar a importância e mostrar que você se importa também é um ato de carinho!
  3. Políticas públicas mais frequentes, como foco no homem = mais informação: por meio de políticas públicas e mais campanhas de incentivo, é possível que cada vez mais pessoas sejam alcançadas. Muitas vezes, apenas a desinformação pode ser a causa da ausência de busca por ajuda.

Os cinco pilares da saúde do homem

  1. Físico: atividade física, alimentação e sono.
  2. Mental: equilíbrio emocional, manejo de estresse.
  3. Sexual: prevenção, função erétil, acompanhamento hormonal.
  4. Social: vínculos, apoio familiar, qualidade de vida.
  5. Preventivo: check-up, exames e visitas regulares ao médico.

 

Dúvidas frequentes sobre a saúde do homem (FAQ)

Quais são os cinco eixos da saúde do homem?

Físico, mental, sexual, social e preventivo.

Qual exame o homem deve fazer depois dos 40?

PSA, exames cardiológicos, perfil metabólico e avaliação hormonal.

Qual é o médico da saúde do homem?

Principalmente o urologista; andrologista e endocrinologista também complementam o cuidado.

Ginecologista atende homem?

Não; homens devem procurar urologistas ou andrologistas.

O que é saúde mental masculina?

É o cuidado emocional, comportamental e psicológico, influenciado por fatores culturais que dificultam o pedido de ajuda.

 

Conclusão

Além da informação, o incentivo passa pelo ambiente familiar, por campanhas educativas e por políticas públicas de prevenção contínua. Empresas, escolas e serviços de saúde também têm papel essencial em criar espaços que acolham os homens e facilitem o acesso ao cuidado.

Priorize sua saúde em todas as fases da vida. Faça seus exames regularmente, busque acompanhamento médico e incentive outros homens à sua volta a fazer o mesmo. A prevenção é o caminho mais seguro para uma vida longa e com qualidade.

Referência:

CARVALHO, Rone. Já fez o check-up do ano? Quais exames são indicados para cada faixa etária. VivaBem/UOL, 15 jul. 2025. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/07/15/check-up-quais-exames-fazer-de-acordo-com-sua-faixa-etaria.htm

 

O que é uma alimentação saudável e como posso começar a construí-la?

As discussões sobre hábitos benéficos ao corpo e ao bem-estar progrediram muito nos últimos anos. E isso é ótimo! São diversas as práticas – nada complexas – que podem auxiliar qualquer pessoa a manter a boa qualidade de vida. E alimentar-se bem faz parte dos principais pilares da saúde, que também envolvem o sono, a atividade física e a saúde mental.

A princípio, isso pode não parecer uma grande novidade. Afinal, a informação de que precisamos de uma alimentação rica e uma dieta equilibrada, com fonte de proteínas, verduras e legumes, já é muito difundida. Mas você já parou para pensar por que isso é tão importante e como é possível aplicar na sua vida?

Por isso, além das escolhas alimentares ideais, nesse texto iremos falar sobre:

Vamos lá? Fique até o final e confira!

O que é uma dieta equilibrada?

Ao ouvir essa expressão, muitas pessoas pensam em dietas regradas e complexas, onde só é permitido comer saladas e alimentos muito específicos. Algumas vão para outro extremo ainda pior: cogitam dietas milagrosas – com promessas de perda de gordura ou ganho muscular extremamente acelerado – que podem ser frustrantes, pois nunca entregam os resultados esperados.

Na verdade, a dieta equilibrada é construída a partir da ingestão de alimentos que sejam capazes de suprir as demandas do nosso organismo. Essas carências podem ser diversas, porque o organismo precisa de energia e inúmeros nutrientes, e cada um deles pode ter uma função diferente no nosso corpo.

Por isso, a alimentação saudável é um hábito construído com tempo e dedicação, dada a sua importância integral para a vida, e não apenas um conjunto de regras que dura por determinado período de tempo. Precisa ser um estilo de vida.

Quando abraçamos um estilo de vida saudável com uma dieta equilibrada, garantimos ao nosso corpo os insumos necessários para o seu funcionamento, sem impor grandes limitações em nossa rotina.
Precisamos lembrar que comer é um ato prazeroso e necessário à vida. Por isso, encontrar o equilíbrio é tão primordial. É necessário encontrar a dieta mais adequada para você, na qual caiba a sua forma de se alimentar.

Além disso, quando tornamos a dieta equilibrada em hábito, é mais fácil mantê-la a longo prazo. Podemos adequá-la para nossos gostos e rotina, sem restrições. O conceito de dieta equilibrada se torna algo muito pessoal, porque cada um tem as próprias necessidades e desejos. Aliás, pode variar até mesmo entre cada cultura.

Encontrar uma dieta equilibrada para você é também um caminho de autoconhecimento, pois permite que você entenda as necessidades do seu corpo e consiga encaixar na sua alimentação tudo que lhe dá prazer. Afinal, quem não gosta de poder se reunir com os amigos para comer uma pizza e tomar um vinho, por exemplo? Faz parte da vida!

 

A relação entre alimentação e saúde

Pensando que a alimentação saudável é essencial para que o corpo funcione corretamente, começamos a entender porque comer bem é também um ato de cuidado.

Além de interferir nas nossas reservas energéticas e na absorção de nutrientes, a alimentação influencia em todos os nossos órgãos, inclusive no cérebro. Que uma dieta desregulada diminui a qualidade de vida não é novidade, mas é preciso entender que ela afeta tudo. Afinal, o combustível para o nosso corpo está nos alimentos, e eles precisam ser muito bem escolhidos.

A má alimentação pode acarretar:

• baixa imunidade;
• piora no ciclo do sono e na concentração;
• doenças como infarto, diabetes, derrame e até mesmo câncer;
• letargia e piora no humor;
• perda de músculos;
• perda ou ganho de gordura;
• dores de cabeça;
• mau funcionamento intestinal;
• alteração nos níveis hormonais.

 

Leia também:  Higiene do sono e Os 4 pilares da saúde e como mantê-los em harmonia

 

Seja qual for o objetivo do momento – perder peso, ganhar músculos, baixar o colesterol, entre outros –, a alimentação será o pilar principal, porque é por meio dela que serão fornecidos todos os nutrientes necessários para o corpo. Por isso, não é exagero falar que as escolhas alimentares interferem muito na rotina de qualquer pessoa.

 

Como ter uma alimentação saudável

Se você já está pensando naquela tabela de valores nutritivos que fica atrás da embalagem de alguns produtos, vamos com calma. Isso também é importante, mas é preciso olhar além.

Antes de tudo, precisamos entender os cinco critérios da alimentação saudável de acordo com o Ministério da Saúde: acessibilidade, sabor, variedade, harmonia e coloração.

 

Acessibilidade

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a alimentação adequada não precisa ser cara. Para que seja possível manter uma dieta rica em nutrientes e melhorar a qualidade de vida, os alimentos não devem pesar nem no organismo, nem no bolso.

 

Sabor

A melhor maneira de convencer alguém a se alimentar bem no dia a dia é com alimentos saborosos. Se não conseguirmos aproveitar o que estamos comendo, é muito provável que abandonemos os novos hábitos em prol dos antigos. Reforçando: uma alimentação saudável precisa ser um hábito e, para isso, não pode ser desconfortável ou desagradável.

 

Variedade

Lembra que comentamos como o nosso organismo tem várias demandas para poder funcionar bem? Então, é difícil imaginar que um só tipo de alimento seria capaz de suprir todas, não é mesmo? Por isso, a dieta equilibrada precisa ser variada e contar com diferentes tipos de alimentos que ofereçam carboidratos, proteínas, vitaminas e afins. A melhor maneira de fazer isso é procurando um nutricionista, que pode auxiliar você a montar um plano especial de acordo com as suas necessidades e objetivos.

O segredo é o equilíbrio. Com frequência alguns alimentos são visto como os grandes vilões da alimentação e, com isso, muitas pessoas podem sentir culpa ao ingeri-los. No vídeo abaixo, a Dr.ª Lara Natacci fala sobre terrorismo nutricional e como evitar que isso prejudique a sua relação com a comida:

Harmonia

Harmonia é manter o equilíbrio entre quantidade e qualidade. Ninguém gosta de comer e ainda se sentir com fome, certo? Por isso, o ideal é garantir uma boa relação entre a quantidade de alimentos e a sua qualidade nutritiva. É necessário entender os sinais do nosso corpo, como saciedade e fome.
Coloração

Um prato colorido é rico em diferentes fontes de nutrientes. Os especialistas dizem que quanto mais colorido o prato, melhor. Além disso, eles são mais atraentes e instigantes, facilitando a manutenção da alimentação saudável.

Entendendo esses pontos, fica muito mais fácil começar a pensar e buscar uma boa dieta para o nosso organismo. Além disso, é muito importante conhecer a pirâmide alimentar. Essa é uma opção muito útil que organiza diferentes tipos de alimento – massas, frutas, verduras e legumes, por exemplo – com as quantidades e porções ideais.

É claro que essas quantidades podem variar de pessoa para pessoa, de objetivo para objetivo, e devem ser avaliadas por um nutricionista. Mas, para que você possa conhecer, veja abaixo a pirâmide alimentar geral.

 

Higiene dos alimentos é imprescindível!

Outro ponto essencial é a higienização e a preparação dos alimentos. É primordial saber escolher, preparar e conservar qualquer tipo de comida. Além disso, cuidados e higiene pessoal também são essenciais durante a preparação e a ingestão. Lavar as mãos para comer ou preparar uma refeição e higienizar os alimentos antes de ingeri-los é importante para que não haja contaminação provenientes do ambiente.

 

Escolhendo os alimentos

Uma sugestão geral é sempre preferir produtos naturais, ou seja, aqueles não processados. Já ouviu aquela famosa frase “descasque mais, desembale menos?” Então! Você deve colocá-la em prática sempre que possível. Muitas vezes, é inevitável recorrer a produtos processados ou industrializados. Nesses casos, o ideal é evitar grandes quantidades ou o consumo frequente. Com alimentos ultraprocessados, como salsicha, congelados em geral e salgadinhos, o cuidado deve ser redobrado.

Em relação a frutas, verduras e legumes, o ideal é sempre escolher aqueles que estão em temporada. Além de estarem mais baratos, também são mais frescos. E você, sabe como escolher bem frutas, legumes e verduras na feira ou no supermercado?

No vídeo abaixo, a nutricionista credenciada Omint Dra. Lara Nataci explica como avaliar alimentos e se devemos consumi-los após a data de validade:

 

Preparando os alimentos

O primeiro ponto a sempre estar atento é a higienização apropriada das mãos e dos materiais que serão utilizados. A falta de cuidado com esses fatores pode prejudicar a saúde de todas as pessoas que forem se alimentar, uma vez que os produtos podem estar contaminados com algum tipo de micro-organismo.

As frutas e verduras devem ser propriamente higienizadas com água filtrada para garantir a eliminação de quaisquer micro-organismos na sua superfície. Além disso, o cozimento auxilia a eliminar larvas de parasitas que podem causar doenças nos seres humanos. Por isso, principalmente ao consumir carnes, certifique-se de cozinhá-las bem.

 

Conservando os alimentos

Nesse caso, o recurso mais importante ainda é o olfato e a visão. Alimentos que não estão bons para ingestão costumam ter um odor muito forte e às vezes até cores diferentes.

No caso de alimentos que vêm embalados, o estado de conservação dos pacotes é outro importante indicativo. Não consuma nada que venha em embalagens enferrujadas, amassadas, violadas ou estufadas. E, é claro, verifique sempre a data de validade antes de ingerir algo.

 

A importância da hidratação

A água também faz parte da alimentação! Seu consumo é essencial para o organismo humano, e algumas das suas funções são:

• regular a temperatura;
• auxiliar nos processos de digestão e absorção de nutrientes;
• transportar substâncias;
• eliminar resíduos por meio da urina;
• promover a elasticidade da pele.

E aqui estamos apenas resumindo os benefícios da água para o nosso corpo, hein? Inclusive, já se hidratou hoje? Que tal pegar um copo de água enquanto termina de ler o texto?

Vários alimentos podem auxiliar em uma hidratação correta, como o pepino, a melancia, o tomate, a abobrinha, entre outros – todos são muito ricos em água.

Assim como a dieta equilibrada, a hidratação deve ser um hábito, principalmente no verão ou durante atividades físicas, levando em consideração que nesses momentos perdemos água facilmente.

Entenda: não devemos beber água apenas quando sentimos sede, porque isso pode ser um sinal de que o organismo está ficando desidratado. Para ajudar a manter esse hábito, além dos alimentos já mencionados, água de coco e suco de frutas naturais também são ótimos aliados para a hidratação.

A falta de água no corpo pode causar diversos problemas. Um dos mais comuns e conhecidos são as “pedras” nos rins, que se formam pelo excesso de sais e minerais não eliminados na urina, e são muito dolorosas. A boa notícia é que é fácil evitá-las: mantenha-se hidratado!

Lembre-se: a alimentação saudável é vital, mas só funciona em um organismo que também é muito bem hidratado. Além disso, é importante sempre fazer exercícios físicos, mesmo que leves, e cuidar da saúde mental.

Esperamos que este texto tenha ajudado a dar o ânimo que faltava para conquistar novos e melhores hábitos alimentares. Conte sempre com a ajuda de um profissional especializado para que ele possa auxiliar você nessa caminhada.

Principais doenças respiratórias no inverno: o que você precisa saber sobre elas

A chegada das estações mais frias do ano, principalmente o inverno, causa o aumento no número de casos de infecções e inflamações do sistema respiratório e até mesmo de obstrução das vias aéreas. Isso acontece sobretudo porque a baixa umidade do ar, somada às alterações bruscas de temperatura, leva à alta concentração de poluentes na atmosfera, reduzindo o mecanismo de defesa do organismo.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que as doenças respiratórias e alergias atingem, respectivamente, cerca de 25% e 30% da população mundial. Neste artigo, vamos explorar o que são essas doenças, quais as mais comuns, suas causas, sintomas e como evitá-las. Confira!

Doenças respiratórias: o que são?

As patologias respiratórias, como o próprio nome indica, afetam o aparelho respiratório. Isso inclui vias nasais, laringe, faringe, traqueia, brônquios, diafragma, alvéolos e pulmão. São causadas por fatores genéticos ou externos, conforme iremos mostrar ao longo do texto.

O quadro da doença pode ser agudo ou crônico, dependendo do tempo de duração e de tratamento.

Agudo: surge rapidamente e dura menos de três meses. O período de tratamento também é curto.

Crônico: tem início gradual e se prolonga por mais de três meses, podendo acompanhar o paciente pelo resto da vida. Necessita de tratamento por longos períodos.

É importante se atentar aos sintomas e receber os cuidados médicos corretos para evitar que esse quadro se agrave.

Neste vídeo com o pneumologista Dr. Ricardo Teixeira, saiba mais sobre um sintoma comum das doenças respiratórios, a tosse:

Quais as doenças respiratórias mais comuns no Brasil?

Muitas vezes esses distúrbios apresentam sintomas semelhantes, o que acaba gerando confusão. Por isso, elencamos aqui os principais.


Doenças respiratórias crônicas

Asma: afeta os pequenos canais de ar dos pulmões, chamados bronquíolos. Quando inflamados, eles geram inchaço na região e dificultam a passagem de ar. Os principais sintomas das crises asmáticas são chiados no peito, dificuldade para respirar, fadiga, falta de ar e tosse sem catarro.

Pode ser causada por fatores hereditários ou ambientais. Para que a doença se manifeste no indivíduo, é necessário que haja pré-disposição genética e exposição a fatores como poluição e fumaça de cigarro.

 

>> Descubra aqui as principais informações que você precisa sobre a asma.

 

Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas (DPOC): conjunto de doenças pulmonares como enfisema (inflamação que enfraquece os sacos alveolares) e bronquite crônica (inflamação dos brônquios) que bloqueia a passagem de ar para os pulmões. É uma das condições pulmonares mais sérias, por isso merece bastante atenção. Seus principais sintomas são tosse com catarro persistente há mais de três meses e falta de ar. As DPOC estão relacionadas ao tabagismo e à exposição prolongada a produtos químicos.

Rinite crônica: afeta a mucosa do nariz e pode ser alérgica ou não. A inflamação é desencadeada ou agravada diante do contato com alérgenos, como ácaros, partículas de poeira doméstica, fungos, pelos de animais e pólen. Perfume, fumaça de cigarro, clima seco e estresse emocional são outros fatores que podem desencadear a rinite. Coceira no nariz, coriza, espirros, nariz entupido e tosse seca estão entre os principais sintomas.

Sinusite crônica: é a inflamação dos seios da face, cavidades ósseas localizadas na região ao redor do nariz, maçãs do rosto e olhos, provocando inchaço e impedindo a drenagem do muco. Causada por processos infecciosos ou alérgicos, pode levar à obstrução das vias respiratórias por secreções esverdeadas ou amareladas, o que dificulta a respiração. Os sintomas da sinusite crônica persistem por mais de três meses e envolvem dores na cabeça e na face, nariz entupido, dor de garganta, tosse e secreção nasal.

Tuberculose: causada pela bactéria bacilo de Koch, é altamente contagiosa e afeta o pulmão. Dependendo da gravidade, pode chegar aos rins, aos ossos e até mesmo ao coração. Os principais sintomas da doença são tosse há mais de três semanas, tosse com sangue, febre, suor noturno, dor para respirar, falta de ar e perda de peso. Há casos em que a pessoa está infectada, mas não apresenta sintomas.


Doenças respiratórias agudas

Bronquite aguda: assim como a bronquite crônica, acontece com a inflamação dos brônquios. Causada por vírus, tem menor duração e seus sintomas se confundem com os de gripe e resfriado, como coriza, febre e tosse.

Covid-19: causada pelo vírus SARS-CoV-2, pode levar à manifestação de sintomas até 14 dias após a infecção. Após as vacinas, os sintomas de Covid se apresentam como cansaço, coriza, diarreia, dor de garganta, dor de cabeça, dores musculares, dor abdominal, espirros, falta de ar e febre. Pode haver perda de paladar e olfato.

 

>> Aqui você tem mais informações sobre o coronavírus.

 

Gripe: bastante conhecida, é uma doença causada pelo vírus influenza e tem início rápido. Coriza, dor de cabeça, dor de garganta, dores nas articulações e músculos, febre e mal-estar geral são os sintomas mais comuns e tendem a desaparecer entre 7 e 10 dias.

Faringite: é uma inflamação da faringe, região do fundo da garganta responsável por conectar o nariz e a boca à laringe e ao esôfago, e pode ser causada por bactéria ou vírus. Seus principais sintomas são: febre, dificuldade para engolir e dor de garganta.

Laringite: inflamação da laringe, órgão que conecta a faringe à traqueia. Pode ser provocada por uma infecção viral das vias aéreas superiores, excesso de esforço vocal ou inalação de alérgenos. Causa rouquidão na voz e pode levar a tosse e dor de garganta.

Pneumonia: infecção que atinge os alvéolos pulmonares e pode afetar um ou os dois pulmões. É causada por vírus, bactérias, fungos ou reações alérgicas. Os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas pode-se observar febre alta, calafrios, dor torácica, falta de ar, tosse com catarro e mal-estar.

Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA): é resultado do acúmulo de líquido nos alvéolos pulmonares, o que compromete a oxigenação sanguínea. Acomete principalmente pacientes com doenças pulmonares muito avançadas e hospitalizados. Pode surgir também em vítimas de acidentes graves como afogamento ou em pessoas que tenham sofrido ferimentos na região do tórax ou inalação de gases tóxicos. Causa falta de ar intensa e pode impossibilitar a respiração sem a ajuda de equipamentos hospitalares.

Vale lembrar que doenças respiratórias agudas podem evoluir para quadros crônicos se não receberem o tratamento adequado.

Confira em vídeo sobre detalhes do contato com o vírus da gripe:

Por que há maior incidência dessas patologias no inverno?

Durante o outono e o inverno, ocorre a inversão térmica, ou seja, uma camada de ar frio mais pesada desce à superfície, aumentando a retenção de poluentes. O ar frio também é um fator irritante para as vias aéreas, o que leva a sintomas alérgicos como coriza e falta de ar. Esse cenário, junto às oscilações bruscas de temperatura, favorece a maior circulação de vírus e bactérias, influenciando a proliferação de doenças respiratórias agudas e crônicas.

 

Como prevenir essas doenças?

Ao longo do texto vimos que determinados fatores podem contribuir para o desencadeamento de problemas no sistema respiratório. Mesmo os quadros crônicos permitem que o paciente leve uma vida normal, desde que se tome os devidos cuidados. Algumas atitudes simples, elencadas abaixo, podem ajudar você a se proteger e se prevenir.


Lave bem as mãos:
a higienização correta e constante das mãos é essencial para eliminar contaminantes e agentes alérgicos que poderiam entrar em contato com boca, olhos e nariz, facilitando a transmissão de doenças.

Hidrate-se: a ingestão de bastante água ajuda a manter a hidratação do organismo e é uma forma de prevenção contra gripes, resfriados e alergias.

Evite inspirar pela boca: o nariz funciona como um grande filtro de impurezas e é responsável por aquecer o oxigênio, assim evita a ação de substâncias nocivas à saúde.

Alimente-se bem: a queda na imunidade facilita o contágio por doenças respiratórias. Para aumentar a imunidade, uma boa alimentação é sua melhor aliada. Invista em frutas, vegetais, sementes e frutos secos. Alho e gengibre também são interessantes de serem incorporados na dieta.

Mantenha os ambientes arejados: janelas abertas ajudam na circulação e na renovação do ar, reduzindo a presença de vírus e bactérias que ficariam concentrados em ambientes pouco ventilados. Não se esqueça também de que a limpeza constante da casa é essencial para evitar o acúmulo de poeira e eliminar ácaros, que são causadores de várias doenças respiratórias alérgicas;

Atente-se à umidade do ar: ar com pouca umidade resseca as mucosas, facilitando a entrada e a proliferação de micro-organismos. Por isso, utilize baldes de água, umidificadores ou vaporizadores para manter as vias aéreas hidratadas.

Insira a lavagem nasal na sua rotina: feita com soro fisiológico, a lavagem garante que ele esteja sempre limpo, eliminando bactérias ou outros agentes invasores;

Atualize sua carteira de vacinação: as vacinas atuam na prevenção e amenização de infecções respiratórias como gripe, Covid-19 e pneumonia.

Agora que você já sabe mais sobre as doenças respiratórias, é importante relembrar a importância de procurar um médico logo que os sintomas se manifestarem. Assim o especialista irá investigar o caso, realizar exames físicos, laboratoriais e imagéticos para realizar o diagnóstico e recomendar o melhor tratamento.

 

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