10 coisas que você precisa saber sobre a síndrome de Down

A síndrome de Down é caracterizada pela trissomia do cromossomo 21, fazendo com que os portadores dessa condição tenham 47 cromossomos ao invés de 46. Devido às características físicas, intelectuais e comportamentais, que dão a eles aspectos diferentes, ainda existe muito preconceito.

Em 21 de março é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down, data para conscientizar e representar à característica da síndrome (21/3 – trissomia do cromossomo 21). Para você ficar por dentro desse assunto tão importante, separamos 10 fatos que você precisa saber. Vamos lá?

Antes de conhecermos alguns deles, vamos entender do que se trata a Síndrome de Down.

A síndrome de Down é uma condição decorrente de uma alteração genética. No cromossomo 21, ao invés de existirem 2 cromossomos, existem 3, sendo essa a principal característica da síndrome.

As pessoas com síndrome de Down já nascem com a condição, que lhes confere uma série de características bem típicas, como:

  • rosto arredondado;
  • olhos oblíquos para cima;
  • língua maior do que o comum ou protusa (para fora da boca);
  • diminuição de tônus muscular, que pode dificultar a mastigação, a deglutição e a fala;
  • excesso de pele atrás do pescoço;
  • mãos menores com dedos mais curtos;
  • instabilidade na articulação do pescoço;
  • maior tendência ao desenvolvimento de doenças, como diabetes e hipotireoidismo;
  • maior tendência à obesidade.

 

Alguns estudos ainda apontam que pessoas com Down estejam mais propensas a infecções, além de 50% delas já nascerem com cardiopatia congênita.

Devido a esses traços, o acompanhamento multidisciplinar é necessário desde o nascimento da criança, para que ela seja estimulada e possa ter mais qualidade de vida. O mais importante é lembrar que é possível, sim, que essa pessoa tenha um bom desenvolvimento e consiga executar tarefas normalmente, porém precisa receber incentivo desde cedo.

Agora que você já sabe algumas características, vamos ver alguns fatos sobre a síndrome.

 

1 . Por que o nome síndrome de Down?

Em 1866, na Inglaterra, o médico John Langdon Down percebeu que havia semelhanças físicas entre crianças com maior dificuldade de desenvolvimento intelectual, mas foi só em 1959 que um pediatra geneticista francês descobriu a relação com alterações genéticas, a qual homenageou com o nome síndrome de Down.

 

2. A síndrome não tem causa específica.

Algumas pessoas acreditam que a síndrome tem alguma causa ou motivo específico e que é possível prevê-la antes da concepção. No entanto, diversos estudos já foram desenvolvidos, mas nenhum deles encontrou uma única razão para a alteração.

Inclusive não têm nenhuma comprovação de que os hábitos maternos durante a gestação interferem na possibilidade de o feto desenvolvê-la.

O que se sabe é que a idade da mãe pode estar relacionada à possibilidade de o bebê desenvolver a condição: mulheres com mais de 35 anos possuem mais chances de gerar bebês com a síndrome.

Segundo estudo da Eclamc (Estúdio Colaborativo Latinoamericano de Malformações Congênitas), 40% dos bebês que nascem com síndrome de Down têm mães entre 40 e 44 anos.

 

3. Não é possível prever a síndrome.

Outros acreditam que seja possível prevenir o nascimento de bebês com síndrome de Down, mas, de maneira geral, não se pode prever a ocorrência com 100% de eficácia. Hoje se investiga a probabilidade, mas alguns desses procedimentos podem ser de alto custo.

Vale deixar bem claro que nem todas as mulheres com mais de 35 anos irão gerar bebês com síndrome de Down: o que existe é uma possibilidade.

E, apesar de não ser possível prever, o diagnóstico pode ser feito antes do nascimento pela observação de algumas características, notadas durante o acompanhamento médico pré-natal.

 

4. Não existem graus de síndrome de Down.

Um dos maiores mitos que você deve ter ouviu por aí é que existem “graus” para a síndrome de Down. Isso não é verdade.

A síndrome de Down exige um acompanhamento multidisciplinar, se possível, desde o nascimento da criança. E isso acontece porque o ritmo de aprendizado pode ser um pouco diferente, assim como a dificuldade no desenvolvimento da fala tende a ser maior, devido à falta de tônus muscular.

Portanto, quando uma pessoa com Down não é assistida desde cedo, pode ter mais dificuldade na sua evolução do que aquela com acompanhamento, o que dá a impressão de que existem pessoas com graus diferentes da síndrome.

Por isso, é importante reforçar que crianças que nascem com a síndrome de Down têm de ser acompanhadas por pediatras, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos – entre outros profissionais – desde o princípio, para que contribuam para o bom crescimento e a qualidade de vida delas, estimulando suas habilidades.

 

5. Quem tem síndrome de Down pode levar uma vida normal, ter amigos e se relacionar com um parceiro.

O bom desenvolvimento de uma pessoa com síndrome de Down depende muito do acompanhamento médico.

Afinal, essas pessoas podem ter um pouco mais de dificuldade no desenvolvimento de habilidades psicomotoras e físicas, por causa de algumas características, mas o mais importante é: eles só precisam de estímulos variados e treino.

Quando uma pessoa com síndrome tem o acompanhamento correto, é perfeitamente possível que ela tenha uma vida normal, execute tarefas do dia a dia sozinha, se relacione amorosamente, tenha amigos, forme até mesmo uma família e se case – é necessário apenas o acompanhamento de uma pessoa de confiança para auxiliar com os processos legais. Ainda que exista mais dificuldade, é essencial lembrar que eles podem levar uma vida como qualquer outra.

O tratamento feito de forma correta, o apoio e a ajuda da família são a base da qualidade de vida deles. O combate ao preconceito, por acharem que eles são incapazes, é uma pauta que deve ser sempre discutida.

 

6. Crianças com síndrome de Down podem frequentar escolas regulares, porém pode não ser tão simples.

Crianças com essa síndrome podem frequentar escolas regulares, e isso é muito positivo – pois ajuda na socialização e desenvolvimento. Porém, esse pode ser um desafio, já que nem todos os colégios estão preparados para recebê-los – e muitas vezes os pais acabam recorrendo a escolas especializadas, onde os filhos podem receber uma atenção mais personalizada.

É fundamental lembrar que, apesar da síndrome “ser uma só”, cada criança tem características específicas, e essa decisão cabe aos pais.

 

7. Pessoas com Down têm direitos garantidos por lei.

As pessoas com Down têm direitos determinados pela lei, garantindo que tenham acesso à educação, escolas inclusivas, atendimento preferencial e transporte acessível, entre outros benefícios sociais.

Vale destacar o Benefício de Prestação Continuada, que permite a eles receber 1 salário-mínimo mensalmente, isenção de imposto de renda, acesso diferenciado ao transporte aéreo, além de outras vantagens. 

 

8. Podem trabalhar.

Pessoas com deficiência têm direito a oportunidades iguais de trabalho. Muitos países, assim como o Brasil, contam com uma legislação trabalhista que favorece a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, seja por meio de cotas, seja por meio de subsídios para as empresas contratantes.

 

9. Síndrome de Down NÃO é doença.

A síndrome de Down não é considerada doença, visto que não necessita de cura. Portanto quem pertence a esse grupo não está doente.

A síndrome é uma alteração genética e confere a indivíduos particularidades diferentes, que necessitam de atenção e apoio, mas isso não os define como doentes, okay?

 

10. Não são todos iguais e não precisam de pena.

O mais importante é lembrar que as pessoas com síndrome de Down NÃO são iguais. Cada uma tem a sua personalidade e precisa ser respeitada como qualquer outra. Além disso, não deve ser vista como “coitadinha” ou como criança, de pessoas com a síndrome.

As pessoas com síndrome são como quaisquer outras e devem ser tratadas como tal.

Lembre-se que o respeito é sempre bem-vindo e que a melhor forma de aprender sobre um assunto é buscando informações e escutando pessoas que convivem com essa realidade.

E aí, aprendeu mais sobre o assunto? Compartilhe com quem precisa saber!

O que é câncer de pele?

Você sabia que o câncer de pele representa 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil? Esse dado de 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde pode parecer alarmante, mas reforça a importância de cuidar da pele diariamente e adotar hábitos simples que fazem toda a diferença na prevenção.

A boa notícia é que, quando diagnosticado precocemente, as chances de cura ultrapassam 90%.

Neste conteúdo, você vai descobrir o que é o câncer de pele, seus principais sintomas, tipos, tratamentos e formas eficazes de prevenção. Para trazer informações confiáveis, conversamos com a Dra. Luciane Scattone, médica dermatologista credenciada Omint, que compartilhou orientações essenciais sobre o tema.

Boa leitura!

O que é o câncer de pele?

câncer de pele ocorre quando as células das camadas da pele começam a se multiplicar de forma desordenada, dando origem a um tumor. Esse tumor pode ser classificado em três tipos principais, dependendo da camada onde se desenvolve: epiderme, derme ou hipoderme.

Causas do câncer de pele

Antes de qualquer coisa, é importante lembrar que o Brasil é um país tropical, onde a incidência solar é intensa durante a maior parte do ano. Essa exposição constante exige cuidados redobrados, já que os raios UVA e UVB estão entre os principais responsáveis pelo câncer de pele, contribuindo diretamente para o desenvolvimento desse tipo de tumor.

Porém, normalmente, muitas pessoas deixam de usar filtro solar em dias nublados ou chuvosos. Mas acredite: mesmo nessas condições, ele continua sendo indispensável. Quer saber por quê?

“As nuvens filtram apenas 70% dos raios solares, os outros 30% passam normalmente. Além disso, temos dois tipos de raios sendo emitidos pelo sol: UVA e UVB. Enquanto o UVB nos passa aquela sensação quente do sol, o UVA não traz essa sensação de calor, porém ambos são prejudiciais para a nossa pele. Por isso, o filtro solar é indispensável no seu dia a dia”, afirma a Dra. Luciane Scattone.

Os raios UVA conseguem atingir as camadas mais profundas da pele, sendo ainda mais prejudiciais, pois contribuem para danos celulares e aceleram o envelhecimento precoce.

Vale lembrar que tomar sol não é totalmente ruim. Ele é essencial para diversos processos do nosso corpo, como a produção de vitamina D. Mas atenção: é preciso se expor com cuidado!

Quem tem maior risco de desenvolver câncer de pele?

Embora qualquer pessoa possa ser afetada, alguns perfis apresentam maior probabilidade devido a fatores como características genéticas, hábitos de exposição ao sol e condições de saúde. Confira a seguir quais são esses fatores e por que eles aumentam o risco:

  • Indivíduos de pele clara, olhos claros, albinos ou com maior sensibilidade à radiação solar.
  • Pessoas com histórico pessoal ou familiar de câncer de pele.
  • Indivíduos que já tiveram problemas dermatológicos prévios.
  • Profissionais que atuam em atividades expostos diretamente ao sol.
  • Exposição frequente e prolongada à luz solar.
  • Uso de câmeras de bronzeamento artificial.

Neste vídeo a Dra. Luciane explica um pouco mais sobre o assunto:

Quais os tipos de câncer de pele?

Assim como qualquer outro câncer, existem muitas variações de uma mesma doença: tumores benignos, malignos, casos mais sérios, outros mais simples. Por isso, é necessário lembrar que cada indivíduo deve ser tratado de acordo com a sua condição.

Porém, os tipos de câncer de pele mais comuns são três: carcinoma basocelular (CBC), carcinoma espinocelular (CEC) e melanoma. Veja a seguir como se apresenta cada um deles.

Carcinoma basocelular (CBC): é o mais comum de todos os tipos e o mais fácil de tratar. Esse tipo de câncer surge logo na camada mais superficial da epiderme e pode ser curado caso seja descoberto precocemente.

É mais comum em áreas que estão mais expostas ao sol, como cabeça, pescoço, colo, orelhas, ombros e costas.

Nesse caso, os primeiros sinais geralmente são lesões avermelhadas, brilhosas e podem sangrar com facilidade e até mesmo coçar.

Esse tipo de câncer não costuma ser metastático, ou seja, não se espalham para outros lugares do corpo, sendo de fácil remoção e tratamento.

Carcinoma espinocelular (CEC): é o segundo tipo mais comum e, também, surge em áreas mais expostas ao sol, porém já atinge as camadas da pele um pouco mais profundamente, no qual há contato com a corrente sanguínea. Por isso, ele pode ser metastático.

Nesse tipo, as lesões são mais caracterizadas por queratoses actínicas. “O paciente pode chegar com uma queixa de uma área de ‘aspereza’ na pele, que, mesmo retirando, volta. Isso pode ser sinal de CEC. São mais comuns do lado do rosto e do nariz”, sinaliza a dermatologista.

Melanoma: é o mais raro entre eles e o mais grave, porém, se detectado logo no início, tem mais de 90% de chance de cura.

O melanoma é caracterizado por pintas de cor escura, com bordas irregulares, sendo alta ou não, e podem sangrar.

Essas já não são comuns apenas em áreas expostas e podem aparecer por toda a extensão do corpo, exigindo a autoanálise. Caso o indivíduo note alguma lesão parecida com essas características, deve procurar um dermatologista o quanto antes para que sejam feitos os exames necessários.

Como você pode ver, os tipos de câncer existentes variam na sua gravidade, mas resumidamente são diferenciados pela camada da pele atingida, assim como na imagem a seguir:

Vale lembrar que o fator hereditário influencia no desenvolvimento da doença e a exposição solar também contribui para o desenvolvimento desses tumores.

No geral, os sintomas do câncer de pele são:

– manchas que coçam ou descamam;
– pintas que mudam de tamanho, cor ou sangram;
– feridas que não cicatrizam em 4 semanas.

Caso você note qualquer uma dessas características, procure por um dermatologista, pois somente um profissional poderá diagnosticá-lo. Caso não haja nenhuma lesão, pelo menos inclua na sua agenda um check-up anual, okay?

Como é feito o diagnóstico do câncer de pele

Identificar o câncer de pele precocemente é essencial para aumentar as chances de cura. O diagnóstico de câncer de pele é realizado exclusivamente por um dermatologista, que avaliará visualmente as lesões e poderá solicitar exames específicos. Veja como funciona:

Exame clínico

O dermatologista avalia a pele com lupa ou dermatoscópio, observando alterações de cor, formato, bordas e evolução de pintas e manchas.

Dermatoscopia digital

Recurso que permite registrar e acompanhar, de forma comparativa, o aspecto das lesões ao longo do tempo.

Biópsia

Quando há suspeita, o médico remove parte da lesão (ou toda ela) para análise laboratorial.
A biópsia é o principal exame para detectar câncer de pele, pois confirma o tipo de tumor.

Exames complementares

Em casos avançados, podem ser solicitados:
– ultrassom de pele
– tomografia
– ressonância magnética
– exames para avaliar possível metástase

Quais são os tratamentos para o câncer de pele

O câncer de pele tem tratamento e ele varia dependendo do tipo de câncer, tamanho da lesão, profundidade e localização.

Cirurgia

É o tratamento mais comum, especialmente para CBC e CEC. Pode envolver a remoção simples da lesão ou técnicas reconstrutivas.

Cirurgia micrográfica de Mohs

Muito utilizada em áreas delicadas, como rosto. Retira o câncer camada por camada, preservando tecidos saudáveis.

Crioterapia

Congelamento da lesão com nitrogênio líquido — indicado em casos iniciais, como queratoses actínicas.

Imunoterapia e terapia-alvo

Indicadas principalmente para melanoma avançado. Elas reforçam o sistema imunológico ou atacam células tumorais específicas.

Radioterapia

Pode ser usada quando a cirurgia não é recomendada.

 

Como prevenir o câncer de pele?

Antes de qualquer orientação, você já deve saber que o filtro solar é a primeira das recomendações para a prevenção do câncer de pele, mas você sabe as diferenças entre filtro solar, protetor solar e bloqueador solar? Vamos explicar!

Filtro e protetor solar são sinônimos, porém, o filtro solar é mais utilizado para se referir a produtos que são aplicados diretamente na pele para nos proteger dos raios solares. Já a palavra protetor pode ser mais utilizada para barreiras físicas contra o sol, como chapéu ou óculos. Porém, os dois termos são utilizados.

Já o bloqueador solar é um pouco mais completo do que o filtro solar. Ele possui a mesma função: proteger dos raios solares, porém, ele possui outros componentes em sua fórmula que bloqueiam completamente a ação do sol. Ou seja, é um produto mais completo e indicado para uma exposição solar mais severa, como por exemplo, na praia.

Agora que você já sabe as diferenças, vamos entender melhor o que pode causar esta doença.

Já vimos até aqui que a exposição solar e o fator da hereditariedade contribuem ativamente para o desenvolvimento do câncer de pele. Então, como é possível se cuidar frente a isso?

Use filtro solar: ele é seu melhor amigo sempre, acredite! No dia a dia, deve-se usá-lo pela manhã para que você possa ficar protegido – lembrando que não importa se está fazendo um dia de sol ou não, okay?

O filtro solar em áreas mais expostas como pescoço, colo, orelhas e ombros também se faz necessário.

Hoje, as composições dos filtros solares já acabam fazendo certo tratamento para pele, uma vez que podem conter calmantes, vitaminas, entre outros produtos que contribuem para a saúde da pele.

“No dia a dia, filtros com fator 30 já resolvem bem. Mas, se você estiver na praia ou piscina, é melhor usar um filtro solar de fator mais alto, como 60, 70 e até 90”, diz a Dra. Luciane Scattone.

O filtro solar também não deve ser utilizado antes de dormir, certo?

Visite regularmente o dermatologista: claro que sabemos que não é necessário que você fique investigando o tempo todo, mas as visitas ao dermatologista são essenciais para que haja uma avaliação.

Já pensou como pode ser difícil detectar sinais tão pequenos? Somente o profissional conseguirá perceber.

A recomendação de frequência ao dermatologista é a seguinte: caso um bebê nasça com alguma marca na pele, é necessário o acompanhamento desde o nascimento.

Para os adultos, é recomendável que você faça esse acompanhamento principalmente após os 30 anos. E, caso você tenha parentes de primeiro grau com a doença, a partir dos 20 anos o acompanhamento também já pode ser feito.

E você, tem cuidado bem da sua pele? Já sabia dessas informações? Compartilhe e espalhe a importância da prevenção!

Dezembro Laranja: por que essa campanha é importante?

A campanha Dezembro Laranja foi criada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia para conscientizar a população sobre prevenção e detecção precoce do câncer de pele.

Durante o mês, dermatologistas reforçam orientações, ações públicas são realizadas e há incentivo para que as pessoas façam o autoexame e procurem avaliação médica anual.

Como identificar o câncer de pele?

O câncer de pele pode se manifestar de diferentes formas, e reconhecer os primeiros sinais é essencial para aumentar as chances de diagnóstico precoce.

Manchas que coçam ou descamam, pintas que mudam de cor ou tamanho, feridas que não cicatrizam em até quatro semanas e lesões que sangram com facilidade merecem atenção.

Além de observar o corpo no dia a dia, é importante conhecer suas próprias pintas e marcas naturais para perceber quando algo muda. Caso note qualquer alteração persistente, procure um dermatologista para avaliação.

Conheça a seguir alguns métodos para identificação precoce do câncer de pele:

Teste ABCDE

A regra ABCDE é uma forma simples e prática de identificar características suspeitas em pintas e manchas. Ela ajuda a diferenciar sinais comuns de alterações que podem indicar melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.

A – Assimetria: as metades da pinta são diferentes.

B – Bordas: irregulares, serrilhadas ou mal definidas.

C – Cor: variação de tons na mesma lesão.

D – Diâmetro: geralmente maior que 6 mm.

E – Evolução: qualquer mudança recente no formato, tamanho, cor ou textura.

Autoexame

O autoexame da pele é uma forma prática para identificar alterações precocemente. Ele não substitui a consulta com o dermatologista, mas ajuda você a conhecer seu próprio corpo e perceber sinais novos.

A orientação é realizar o autoexame uma vez por mês, preferencialmente em um ambiente com boa iluminação.

  1. Observe o rosto e o couro cabeludo

Use um espelho e afaste o cabelo com um pente. Lesões nessa região são comuns por conta da exposição solar intensa.

 

  1. Examine tronco, peito, costas e barriga

Use dois espelhos (frontal e posterior) para ajudar a identificar pequenas pintas e manchas.

 

  1. Verifique braços, mãos e unhas

Incluindo palmas das mãos, espaços entre os dedos e as unhas, onde também podem surgir alterações.

 

  1. Observe pernas, pés e sola dos pés

O melanoma pode aparecer em áreas não expostas ao sol, então não ignore locais menos visíveis.

 

  1. Atenção às dobrinhas

Axilas, virilha e áreas íntimas também podem apresentar lesões, embora sejam menos comuns.

 

  1. Anote qualquer mudança

Crescimento, mudança de cor, bordas irregulares ou sangramento são sinais de alerta.

Confira abaixo a Dra. Maria Cristina Messina explicando como realizar o autoexame para detectar câncer de pele precocemente.

 

Câncer de pele tem cura?

Sim, câncer de pele tem cura. Quando descoberto no início, pode chegar a mais de 95% de chance de cura, especialmente nos casos de CBC e CEC.

Alguns fatores influenciam o prognóstico:

– tipo de câncer
– profundidade da lesão
– rapidez no início do tratamento
– condições gerais de saúde do paciente

O melanoma é o mais agressivo, mas também tem altas taxas de cura quando diagnosticado precocemente.

 

FAQ – perguntas frequentes sobre câncer de pele

Como identificar um melanoma?

Observe pintas com assimetria, bordas irregulares, variação de cor, diâmetro maior que 6 mm ou evolução rápida. A regra ABCDE ajuda muito.

Quem tem câncer de pele sente dor?

Na maior parte das vezes, não. A ausência de dor não significa ausência de gravidade.

Câncer de pele passa para outras partes do corpo?

Sim. Melanomas e alguns CECs podem metastatizar.

Existe exame de sangue para detectar câncer de pele?

Não. Apenas exames clínicos e biópsias podem confirmar o diagnóstico.

Quanto tempo leva para um câncer de pele se desenvolver?

Depende. Pode surgir em meses (melanoma) ou evoluir lentamente por anos (CBC).

Pessoas jovens também podem ter câncer de pele?

Sim, especialmente em casos de exposição solar intensa e queimaduras repetidas na infância.

 

Referências:

  1. Ministério da Saúde. Câncer de pele. Saúde de A a Z. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-pele\
  2. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA ONCOLÓGICA. Rafael responde: quais os fatores de risco do câncer de pele? Disponível em: https://sbco.org.br/dr-rafael-responde-quais-os-fatores-de-risco-do-cancer-de-pele/\
  3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. Câncer da pele. Disponível em: <https://www.sbd.org.br/doencas/cancer-da-pele/\
  4. SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. Câncer da pele. Disponível em: <https://www.sbd.org.br/doencas/cancer-da-pele/#:~:text=O%20c%C3%A2ncer%20da%20pele%20responde,seus%20n%C3%BAmeros%20s%C3%A3o%20muito%20altos.\>.